Comecemos pelos três valores pelos quais a Mundipharma se rege: espírito guerreiro, coração prestativo e atitude de diversão. São estes valores que também Sofia Ferreira traz consigo e que faz transparecer.

Quando, em 2016, a multinacional americana decide abrir uma filial em Portugal, é criada uma equipa de raiz, iniciando a sua atividade na linha respiratória com o lançamento de um medicamento para o tratamento da asma. O objetivo, esse, é aumentar a qualidade de vida dos doentes respiratórios e diminuir a despesa pública para o Serviço Nacional de Saúde.

O que começou com uma estrutura pequena rapidamente ganhou dimensão, novos projetos e novos desafios. É então que Sofia Ferreira é convidada para o cargo de direção comercial, assumindo a responsabilidade de toda a equipa comercial, e é lançado um novo produto na área da Diabetes. Tratam-se de dois produtos completamente inovadores e únicos.

Em 2018 a equipa da Mundipharma Portugal abraça um novo desafio para desenvolver e lançar produtos na área hospitalar, uma área em desenvolvimento e onde já foram lançados três produtos para o mercado, na área da dor e na área da toxicodependência, e um medicamento biossimilar. Uma vez mais Sofia Ferreira recebe a proposta para abraçar este projeto.

Paralelamente, é iniciado um processo de seleção para o cargo de Country Manager de Portugal e Sofia Ferreira é indicada para este processo de seleção.

AUTONOMIA E RESPONSABILIZAÇÃO

É em dezembro de 2018 que Sofia Ferreira é selecionada para exercer a função de Country Manager de Portugal da Mundipharma.

“Tem sido um desafio”, afirma. “Mas o meu percurso pela empresa permitiu-me ter um forte conhecimento de negócio e de gestão de equipa apesar de não ter experiência anterior enquanto diretora geral”, diz-nos Sofia Ferreira.

No entanto, não deixa de ser um desafio. Um duplo desafio. “Por um lado, porque já estava nesta empresa enquanto colega de equipa e passei a assumir funções de liderança. Por outro lado, por ainda estar em fase de adaptação e por ter de conseguir deixar a operacionalidade do negócio. Tinha funções muito operacionais e agora tive de aprender a ter uma visão estratégica”, elucida a nossa entrevistada.

Sofia Ferreira sabe que é um processo de aprendizagem, mas afirma que tem tido muita sorte pelo forte suporte que tem recebido por parte da sua equipa. “Tenho de ser uma pessoa diretiva, mas não sou uma pessoa de impor a minha forma de pensar. Tento levar a equipa comigo, ao meu lado, para juntos alcançarmos os objetivos que a Mundipharma se propõe a alcançar. Procuro que exista sempre uma envolvência por parte de todos, levando todos temas a discussão”, explica Sofia Ferreira, tendo em conta a filosofia da empresa que é a total transparência de informação.

Na Mundipharma as pessoas são todas envolvidas nas tomadas de decisões e no pré-lançamento de produtos. “Temos um modelo de gestão que permite que a equipa tenha autonomia para tomar decisões que considerem ser as mais corretas naquele momento. Se errarmos serve para experimentar, aprender e continuar. Este modelo permite-nos ser bastante ágeis”, acrescenta a nossa entrevistada.

A verdade é que, em termos de aprendizagem, a Mundipharma é uma empresa bastante enriquecedora. “Aqui conseguimos facilmente ascender a diferentes funções, cargos e passar por diferentes experiências que nos ajudam a crescer pessoal e profissionalmente”, realça Sofia Ferreira.

Com uma estrutura que tem resultado e que a transformou numa empresa mundialmente conhecida, a Mundipharma é hoje companhia de referência em Portugal na área respiratória, “num mercado que é bastante conservador e com players fortes”. Por outro lado, o lançamento do produto inovador na área da diabetes, veio consolidar a sua posição nos cuidados de saúde primários. O resultado deve-se a este modelo de negócio, uma organização “horizontal e sem burocracia”, características que lhe permitem “agilidade, rapidez de resposta às necessidades do mercado, flexibilidade e capacidade de adaptação à mudança”.

“Sabemos selecionar muito bem aquilo que queremos fazer, onde queremos e como o queremos fazer. Medimos e analisamos os resultados constantemente, o que nos permite saber o que estamos a fazer bem, mas, sobretudo, o que estamos a fazer mal para melhorarmos”, diz-nos, ainda, Sofia Ferreira.

Na Mundipharma não esperam que as coisas melhorem por si. “O nosso sentido de autonomia e responsabilização permite-nos tomar decisões estratégicas, mas também nos obriga a medi-las e a avaliar o trabalho feito para perceber como é que está a correr o nosso negócio e se estamos num bom caminho. Sente-se que a equipa está totalmente envolvida neste projeto e que encaram o negócio como o seu próprio negócio”.

Com um percurso profissional ligado à área da saúde, um setor bastante desafiante, Sofia Ferreira iniciou a sua carreira como delegada de informação médica, uma profissão “que se ama ou se odeia”. “Eu apaixonei-me imediatamente”. Sofia explica que começou a trabalhar na área da psiquiatria, lidando com uma realidade onde percebeu que tinha a possibilidade de contribuir todos os dias para melhorar a qualidade de vida das pessoas e fazer a diferença. “Sabia que os medicamentos faziam, de facto, a diferença na vida das pessoas, que garantiam resultados e traziam felicidade. Trabalhar numa área onde podemos dar soluções às pessoas e melhorar a sua qualidade de vida é bastante gratificante e motivador”, afirma.

Paralelamente, Sofia Ferreira sabe que esta é uma área de constante aprendizagem, “o que é bastante enriquecedor”. “Sendo a Mundipharma uma empresa muito orientada para o negócio e uma «plataforma comercial» onde temos de apresentar resultados e corresponder às exigências da inovação, temos de ter conhecimentos no seu todo do negócio em que estamos envolvidos, isto implica muito conhecimento, aprendizagem e um trabalho de casa constante. É uma área que exige disponibilidade e trabalho diário para alcançar resultados”, realça a nossa entrevistada.

Quanto aos desafios desta área, esses, são bastante claros. “A indústria deixou de ser apenas prestadora de informação. Estamos na era da transformação digital e big data, onde a informação está acessível a todos. Claramente interagir nesta área é apresentarmo-nos como parceiros das instituições e dos profissionais de saúde de forma a apresentar estratégias e produtos inovadores”, alerta Sofia Ferreira.

A indústria tem de estar preparada para as exigências dos profissionais de saúde e para os pacientes que são eles próprios cada vez mais conhecedores e mais informados e que procuram e exigem mais destes profissionais. “Temos de estar envolvidos com os nossos parceiros de uma forma diferenciadora e ajudá-los na construção de ferramentas e de soluções inovadoras”.

Relembrando os valores pelos quais a Mundipharma se rege –  espírito guerreiro, coração prestativo e atitude de diversão – Sofia Ferreira afirma que quer que todas as pessoas se sintam felizes aqui e que consigam alcançar o seu equilíbrio entre a vida pessoal e profissional.

“Somos guerreiros para trabalhar, queremos atingir os nossos objetivos, comemoramos as nossas vitórias e queremos ajudar o próximo, os nossos colegas e ter um espírito de equipa. E são nas pequenas coisas que fazemos diariamente que conseguimos espelhar estes valores”, conclui.

“QUE A ASMA NÃO TE PARE”

Desde 2016 que a Mundipharma juntamente com a Sociedade Portuguesa de Pneumologia (SPP), Sociedade Portuguesa de Alergologia e Imunologia Clinica (SPAIC), Grupo de estudos Respiratórios da Sociedade Portuguesa de Medicina Geral e Familiar (GRESP), Associação Portuguesa de Asmáticos (APA) e Fundação Portuguesa do Pulmão (FPP), apoia esta iniciativa.

É uma ação que assinala o Dia Mundial da Asma e a nossa campanha “Que a asma não te pare” tem por objetivo a prevenção e tratamento desta patologia.