O tema da campanha de 2019, “Sangue seguro para todos” , tem como principal objetivo agradecer aos dadores voluntários pelas dádivas feitas, encorajar os novos dadores e consciencializar todos os dadores para a necessidade de fazer doações regulares.

Este slogan pretende lembrar aos dadores e não dadores de que há uma necessidade a nível mundial de sangue seguro para a prestação de cuidados de saúde, mostrando que este é um dos elementos para se conseguir alcançar a cobertura universal da saúde. Para além disto, é importante alertar para a necessidade de colmatar as diferenças ao nível do acesso ao sangue e dos produtos sanguíneos entre os vários países do mundo. Há países aos quais é difícil fornecer o sangue necessário, que seja adequado e garanta a qualidade e segurança de todos os pacientes.

“Esta campanha vem reforçar a necessidade da existência de novos dadores e das doações regulares, uma vez que só desta forma será possível criar uma base sólida para o fornecimento sustentável de sangue a nível nacional, permitindo assegurar as transfusões de todos os pacientes”, afirma Alberto Mota, presidente da FEPODABES.

Atualmente as transfusões de sangue e dos seus produtos já salvam milhões de vidas por ano, desde mulheres com hemorragias associadas à gravidez e ao parto até vítimas de desastre e acidentes, ou pacientes que necessitem de intervenções médicas ou cirúrgicas avançadas.

“Este dia e este tema são uma chamada de atenção para todos os governos, autoridades nacionais de saúde e serviços de sangue nacionais, que devem fornecer recursos adequados e estabelecer sistemas e infraestruturas para aumentar a recolha de sangue, seja dos dadores já existentes, seja de novos dadores. É, também, importante que um dos focos seja o da prestação de cuidados de qualidade a todos os dadores e a promoção de um uso clínico e adequado do sangue”, alerta o presidente da FEPODABES.

O Dia Mundial do Dador de Sangue foi instituído em maio de 2005, após uma declaração unânime elaborada pelos ministérios da saúde de todo o mundo. Esta resolução definiu que todos os Estados Membros devem lançar e apoiar programas de saúde sustentáveis, que tenham em vista a recolha suficiente de sangue, capaz de atender às necessidades dos pacientes.