“O nervo óptico é uma das partes do sistema visual que conduz a informação do olho ao córtex visual, de forma a podermos ver”, explica Olinda Faria. “É alvo de manifestações de múltiplas doenças neurológicas e sistémicas assim como de patologia isolada. Todas elas têm em comum o possível comprometimento visual.”

Para lhes dar resposta, a investigação tem conseguido resultados importantes. “Existem diversos tratamentos comprovados em algumas neuropatias ópticas e estão a decorrer ensaios clínicos a nível internacional em várias outras, alguns com resultados preliminares promissores”, refere Olinda Faria.

É o caso da neuropatia óptica hereditária de Leber (LHON), “uma patologia do nervo óptico que, embora rara, tem um grande impacto na vida dos pacientes. São frequentemente jovens estudantes ou em início de vida profissional, que apresentavam uma boa visão e que, de repente, com a grande perda visual causada pela doença, têm de mudar as suas actividades e planos de vida”.

Também aqui há esperança de novas formas terapêuticas, ainda que, confirma Olinda Faria, esta seja uma doença com tratamento. “O único até agora aprovado pela Agência Europeia de Medicamentos é a idebenona, uma medicação oral que permite reduzir a perda visual numa fase inicial e promover alguma recuperação, segundo os dados disponíveis.”