A doença é mais comum a partir dos 10 anos, uma idade crítica do crescimento das crianças (perto do início da adolescência), e é mais frequente no sexo feminino. Em cada 10 casos de escoliose idiopática na adolescência, 8 afetam raparigas.

“Há sinais a que pais e educadores devem estar atentos para procurar um médico e chegar a um diagnóstico”, afirma João Lameiras Campagnolo, Ortopedista no H. D. Estefânia (Lisboa) e novo coordenador da Campanha ‘Josephine explica a escoliose’.

“Se existir uma diferença de altura entre os ombros, se a cintura se apresentar descaída de um dos lados, ou se for identificada uma proeminência da caixa torácica quando a criança dobra/flecte o tronco para diante, o próximo passo é procurar o médico”, acrescenta o especialista.

Contrariamente a uma ideia que é comum, estaa doençanão provoca geralmente dor.Pode afetar 2% a 3% das crianças e jovens, mas são menos de 1% os casos que necessitam de tratamento. As opções de tratamento podem incluir o uso de colete de correção, em casos menos graves, ou cirurgia à coluna, nos mais graves.

“Atualmente, graças ao avanço tecnológico, as cirurgias são procedimentos com elevada segurança e eficácia”, acrescenta Dr. João Lameiras Campagnolo. “Conseguir um diagnóstico precoce vai contribuir para que haja um acompanhamento e tratamento adequado e é isso que pretendemos salientar com a Campanha ‘Josephine explica a escoliose’”, conclui o coordenador.