AKTUS: A gestão que garante o sucesso dos projetos de comércio integrado e centros comerciais em Angola

Solange Rocha começou o seu percurso profissional em Portugal, como Diretora de Marketing no Fórum Aveiro, mas a busca por novos desafios levaram-na para o mercado angolano. Liderou vários projetos, projetos com uma forte amplitude, mas, uma vez mais, a ânsia por novos desafios e a vontade infinita de crescer e aprender colmataram na criação da sua própria empresa, a Aktus. Venha connosco saber mais.

785

Trabalha desde os 15 anos e sempre lutou para alcançar os seus objetivos. Hoje é uma mulher de negócios, é uma mulher empreendedora num país onde a cultura empresarial se distancia muita da cultura europeia. No entanto, não tem medo dos desafios, nem da mudança. Afirma mesmo que a nossa zona de conforto deve incluir a mudança. “Devemos sentir-nos bem a mudar senão, enquanto profissionais, não conseguimos posicionar-nos. Venho de uma família de comerciantes e, desde que me lembro, todos trabalhávamos juntos, por isso, sempre dei muito valor ao trabalho e ao esforço para alcançar qualquer objetivo. Nunca nada foi um dado adquirido, antes pelo contrário”, realça.

Começou o seu percurso profissional como Diretora de Marketing no Fórum Aveiro e, quatro anos depois, é convidada pelo Grupo Amorim Imobiliária para inicialmente liderar a área de Marketing no Porto. Aqui, naquela que considera ser a sua verdadeira escola da vida, aprendeu o significado da palavra resiliência. “Esta fase da minha vida profissional foi das mais difíceis mas também foi das mais felizes até aqui. Abracei e liderei diferentes áreas ao mesmo tempo e, inclusive, aceitei o convite para dar aulas de marketing no IPAM”. Foi, ainda, responsável pela área de Market Corporate Center, que envolvia todas as áreas de negócio de imobiliário do grupo e um trabalho mais institucional e comercial com marcas e entidades, o que lhe permitiu desenvolver um trabalho muito mais estratégico para o grupo.

 

É nesta altura, depois de alguns anos a ser contactada e desafiada para abraçar um projeto mixed-used do empreendimento Comandante Gika, o maior projeto imobiliário de Angola, que decide entrar numa nova aventura enquanto Diretora Geral do Luanda Shopping. “O projeto era desafiante e queria marcar a diferença. A gestão portuguesa e os profissionais portugueses são bastante valorizados neste mercado”, explica-nos Solange Rocha. “Apesar da minha decisão, orgulho-me de ter criado e de continuar a manter uma excelente relação com os amigos que fiz no Grupo Amorim”, acrescenta.

Já passaram oito anos desde que foi convidada para trabalhar como especialista na área dos centros comerciais e se mudou para Angola.

A Aktus surge depois de passar por um conjunto de projetos de grande dimensão que liderou e depois de uma análise que lhe permitiu perceber que, após um período de forte construção em Angola, o país precisava de empresas de gestão porque o mercado assim o iria exigir. Ademais, a isenção advinda de uma empresa sua iria permitir-lhe trabalhar de acordo com os seus valores e ideais. O resultado foi, portanto, a abertura de uma empresa, há quatro anos, especializada em gestão de empreendimentos.

Na Aktus conta agora com uma equipa interna especializada, mas também com o trabalho de colegas através de parcerias externas para dominar todas as áreas necessárias, desde a engenharia à arquitetura, para projetos de grandes empreendimentos.

“O meu foco e a minha paixão sempre foram os meus projetos”

Solange Rocha confessa que durante o seu percurso profissional sentiu algumas dificuldades pelo facto de ser mulher, tanto em Angola como em Portugal. Dificuldades essas que se prenderam com a credibilidade e com o esforço para demonstrar as suas competências, mas também para chefiar equipas. “Sendo eu mulher senti alguma relutância nas equipas, quer da parte dos homens como das mulheres. É preciso ter muita resiliência, mas também saber moldar-nos às circunstâncias”, afirma.

Quanto à complexidade em conciliar a vida profissional com a vida pessoal, Solange admite que é possível conciliar ambas mas que, por vezes, é difícil pelo que constata à sua volta. “No entanto, no meu caso, o meu foco e a minha paixão sempre foram os meus projetos desde muito cedo. Por isso mesmo, lidar com o sucesso e conciliar tudo quando se tem 20/30 anos é muito duro. Depois, quando se é mais velho e se olha para trás, para os resultados e para o sucesso alcançados, percebemos que, de repente, a vida aconteceu”, diz-nos Solange Rocha.

Explica, ainda, que uma carreira profissional não impede uma mulher de ser mãe, mas que uma carreira profissional que obriga a viajar constantemente, que ocupa muito tempo, que obriga a despender de horas nos fins-de-semana, já nos leva a ter de saber bem o que queremos.

Liderança

Solange Rocha acredita que o estilo de liderança está relacionado com o género e que a liderança feminina, seja em que papel for, ainda enfrenta alguma oposição social por parte do sexo masculino, o que, a seu ver, torna as mulheres muito exigentes.

Contudo, admite que a sua vivência em Portugal foi muito feliz no que diz respeito à liderança e gestão de equipas. “Como líder sou muito de delegar e procuro ajustar as pessoas aos cargos de acordo com as suas competências. Independentemente do cargo da pessoa numa organização não nos podemos fixar às funções inerentes a esse cargo porque o perfil da pessoa pode ser uma mais-valia e acrescentar valor noutras áreas”, explica a nossa entrevistada.

“A liderança para mim é isso, é saber olhar para as pessoas e perceber onde é que elas são uma mais-valia e, sobretudo, prepará-las para trabalhar em equipa. E ainda, a informação deve ser transparente, pois uma equipa que sabe plenamente para o que está a trabalhar, veste mais facilmente a camisola da casa e sente-se mais valorizado por se sentir incluído no foco, objetivos e estratégia da organização”, acrescenta.

Uma empresa de gestão de centros de comerciais que pensa diferente

Angola viveu um forte período de construção de infraestruturas e de investimento privado e público em estruturas comercias e hotelaria. No entanto, grande parte da construção e dos projetos, inclusive residenciais, careceram de acompanhamento e de uma gestão profissionalizada devido, em muito, à cultura empresarial bastante enraizada em Angola, onde os projetos são geridos pela própria equipa interna. “É preciso realçar a importância de se ter uma gestão profissional e a grande necessidade das empresas promoverem e perceberem que é essencial fazer uma aposta em gestores e em empresas de gestão profissional, assumindo esse custo como um investimento imprescindível para o sucesso dos projetos, à semelhança do que acontece na Europa e noutras economias desenvolvidas”, explica Solange Rocha.

Durante todos esses anos verificou-se, portanto, um boom de construção de edifícios de vários níveis, mas chegou a altura de fazer a gestão desses empreendimentos para se tornarem rentáveis e possibilitar um rápido período de recuperação ao investidor. Esse é o foco da Aktus.

A par da gestão de empreendimentos, a Aktus executa projetos de raiz, desde a compra do terreno até à sua gestão. “O nosso know-how e o nosso leque de serviços permite-nos abranger o ciclo de um empreendimento. Temos ido à procura dos melhores profissionais e de estabelecer relações com várias entidades nacionais e internacionais para complementar os serviços prestados. Além disso, conheço todos os projetos de centros comerciais em Angola, conheço os preços, os modelos, os sistemas, as dificuldades e os desafios, o que nos tem aberto portas para outros mercados”, esclarece Solange Rocha.

Outro ponto que claramente diferencia a Aktus no mercado, é o facto de terem projetos comerciais e mix-used que são desenvolvidos propositadamente para África e para o cliente e Spot específico.

“Pensamos em unidades integradas comerciais com modelos desenvolvidos por nós, com conceitos inovadores e adaptados à região. Pesquisamos vários mercados para «pegar» nas boas práticas dos outros países e desenvolver um modelo que permita um retorno rápido para o investidor, que assente numa construção simples e bonita, com materiais económicos e com durabilidade e que prima pela inovação. Não queremos levar modelos fixos para os nossos projetos e sim apresentar ao investidor formatos de negócios de comércio integrados que o farão ter o retorno do seu investimento a curto prazo e que garantam uma boa gestão operacional e financeira corrente. Como exemplos temos os «Mercados», que são projetos com foco na venda de produtos alimentares, restauração lazer e serviços e os Car Shoppings que são projetos de enorme sucesso em vários países, especialmente na América do Sul”, adianta Solange Rocha.

A área do retalho

Apesar de considerar ainda não ser fácil para os estrangeiros investir em Angola devido a vários entraves e dificuldades, incluindo as administrativas para se constituir empresas, a Aktus decidiu apostar numa nova unidade de negócio, o retalho. Juntamente com o seu sócio, Paulo Silva, Solange Rocha iniciou a aposta no trading. “Recentemente fechamos um negócio que nos levará a ser os representantes oficiais da marca de cosméticos e suplementos alimentares «SUTA Spirulina Technology» em Angola e introduzir os seus produtos no país. Já temos uma experiência direta em retalho alimentar e não alimentar em Angola há cerca de seis anos o que nos permite alargar a oferta de produtos e criar e trabalhar nichos de mercado onde encontramos oportunidades”.

Está, ainda, a trabalhar na atividade de venda para o mercado informal, tendo por base a experiência e o know-how da Aktus no desenvolvimento de centros comerciais e no setor do retalho. “De momento já temos duas lojas próprias e armazéns de logística para a sua distribuição”, realça a nossa entrevistada.

Projeto MDC Shopping

Com um portfólio de projetos em mãos, Solange Rocha mostra-se particularmente entusiasmada com o desafio de projetar um plano de expansão de um centro comercial integrado na apaixonante e alegre cultura africana, o MDC Shopping Center, um dos projetos da Aktus.

“O projeto já existe como loja stand alone – a MDC Mundo da Casa – a qual também está a ser melhorada ao nível de layout, imagem e diversificação de produtos. A MDC Mundo da Casa vai crescer, nesta 1ª fase, cerca de 3.000 m2 o que consolidará, sem dúvida, a mesma como a maior e melhor ao nível de oferta de produtos para casa em Angola.

Coube à Aktus proceder ao rebranding desta loja, que será a âncora principal do Centro Comercial, bem como prestar serviços complementares – category management, entre outros – de forma a obterem o upgrade desejado pelo cliente proprietário da estrutura.

“O Centro Comercial que estamos a desenvolver à volta desta mesma âncora terá um espaço multiusos de Lazer com mais de 1.500 m2, com bares, restaurantes, área reservada para festas infantis, um espaço com mais de 300 m2 com um palco/ecrã gigante e auditório. Neste espaço haverá uma gestão de eventos com muita dinâmica e que abrangerá todos os públicos”, explica Solange Rocha.

Por outro lado, o Shopping contará com a presença de vários serviços, entre os quais Bancos, Seguradoras, Beleza e Bem-Estar e Ginásio. Um espaço de 1.300 m2 está reservado para área de Supermercados.

“A estratégia Comercial do MDC Shopping Center é claramente a de apoiar os lojistas. As lojas já estarão praticamente prontas para entrada dos mesmos, de forma a que o seu investimento inicial seja muito baixo e assim, até porque as próprias rendas são de muito baixo risco, o Lojista poderá começar logo a ter uma excelente operação. Por estes motivos, vamos escolher bem quais os lojistas a entrar, para que o Tenant Mix seja o certo e o sucesso global do empreendimento seja imediato”, reforça a nossa entrevistada.

A Aktus já deu início à comercialização no princípio do mês de junho, de forma a ter já o arranque da obra do Shopping a acontecer. “Já temos várias reservas, pois, mesmo numa fase em que o mercado está difícil, as condições que oferecemos são bastante vantajosas: já existe uma forte operação a decorrer (a Loja MDC com cerca de 8.000 m2), o que já garante um forte tráfego, a presença de Lojas com Fit Out praticamente pronto, e despesas mensais baixas para o Lojista”, adianta Solange Rocha.

O MDC ficará localizado na Via Expresso, em Luanda, Angola, e estender-se-á por mais de 15.000 m2 de ABL total, com quase 1000 m2 de área de lazer e entretenimento para crianças e adultos, Drive In, tradicional e Fast Food restaurantes, e bares. A previsão é que este projeto esteja concluído até junho de 2020.

Seguindo as oportunidades de mercado e a disposição de oferecer mais serviços aos seus clientes, o futuro plano de expansão da MDC inclui a criação de um Home Center no Shopping Center e a abertura de mais três Shopping Centers MDC nos próximos dois anos. Todos estarão baseados em Angola, dois em Luanda e um na cidade de Benguela, com a ideia principal de abranger outros países africanos num futuro próximo.

A MDC faz parte do Grupo Yewhing e abriu as portas no mercado angolano há cinco anos.

Este Home Center conta já com 45 mil clientes regulares, que estão fidelizados à marca e ofereceu soluções a mais de 250 mil famílias. Tendo em conta que a família angolana tem uma média de seis pessoas, este valor representa mais de de 1.5 milhões de angolanos e residentes.

SUTA Spirulina Technology

Outro projeto empolgante de Solange Rocha é a representação da marca de dermocosmética, SUTA Spirulina Technology, em Angola. “A aposta nesta marca, cujo sucesso está a superar qualquer expectativa, prende-se com o facto de a mesma ser 100% natural. Com excelentes resultados e a um preço médio bastante vantajoso, muitos angolanos já estão a render-se à marca e a comprar os produtos em Portugal. A vantagem é que agora poderão ter acesso aos produtos em Angola e comprá-los em Kwanzas”, afirma Solange Rocha.

A marca entrou recentemente no mercado português e conta já com uma parceria com os Spas dos hotéis Pestana ao mesmo tempo que começa a marcar posição noutros países como Angola.

Mirela Suta, médica dermatologista, é a criadora da marca e encontrou na Spirulina o elemento base da sua própria marca de dermocosméticos.

A sua infância foi marcada por uma forte ligação à terra. O fascínio pelas plantas, e pelo que podia obter delas, levou a que Mirela Suta, e o irmão, transformassem a cozinha da mãe num laboratório de experiências. “Aos 9 anos de idade fiz o meu primeiro sabonete”, conta a mentora e criadora da marca Suta Spirulina Technology.

Na Roménia dos anos 80, na época comunista, as famílias tinham de produzir tudo o que necessitavam. Não era opção ir ao supermercado comprar sabonete, champô, detergente para a loiça ou outros artigos.

Foi uma aprendizagem de vida que conduziu Mirela Suta a um sonho, ao sonho de querer criar uma marca diferenciadora e mundialmente reconhecida.

Formou-se em Medicina e especializou-se em Dermatologia e, em 2000, mudou-se para Portugal, onde se tornou empresária na área dos dermocosméticos e cosméticos.

Em abril de 2018, após nove anos de intensas pesquisas em busca de ingredientes diferenciados, ‘encontrou’ a Spirulina, o diferencial da SUTA – a primeira marca de dermocosméticos portuguesa com uma gama de cuidados para a pele à base de Spirulina.

A marca entra no mercado e dá início à sua comercialização online, quer através da sua própria loja digital (sutacosmetic), quer dentro da sua rede de clínicas – as Clínicas Sorria.

A consolidação da marca e o aumento das vendas permitiram que, desde maio deste ano, dois grandes sites de marketplace – Sweet Care e Beauty Shop – passassem também a comercializar os produtos SUTA, bem como deram início ao processo de abertura de mais espaços físicos, nomeadamente na região norte do país.