Conheça as crias de Lémure Vermelho que nasceram no Zoo Santo Inácio

Os mais jovens animais do Zoo Santo Inácio são três Lémures Vermelhos, uma espécie oriunda de Madagáscar e fortemente ameaçada de extinção.

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A família do Zoo Santo Inácio continua a crescer e, recentemente, nasceram no maior e mais verde parque zoológico do Norte três crias de Lémure Vermelho – Varecia rubra.

As crias nasceram a 13 de abril, depois de uma gestação de 102 dias, e são dois machos e uma fêmea, descendentes de pais extremosos que cuidaram delas em todas as fases. Ao contrário do que acontece em outras espécies de Lémures em que as crias andam permanentemente agarradas à mãe, no caso dos Varecia rubra os recém-nascidos permanecem no ninho enquanto a mãe procura alimento, ficando, assim, ao cuidado do pai.

Este nascimento surge na sequência da assumida missão de conservação de espécies que o Zoo Santo Inácio leva a cabo desde a sua fundação, há mais de 19 anos, e é a prova de que os animais se encontram em perfeito estado de saúde e de bem-estar geral, o que lhes permite procriar e desenvolver a sua família de forma natural. Esta é uma das quarenta espécies ameaçadas que o Zoo Santo Inácio acolhe, ao abrigo do programa Europeu de Reprodução de Espécies Ameaçadas (EEP), pertencente à Associação Europeia de Zoos e Aquários (EAZA).

Conhecida por ter um tom avermelhado, está espécie é, tal como todos os lémures, endémica de Madagáscar. Os Lémures Vermelhos podem viver até 20 anos e pesam até 2kg na fase adulta, alimentando-se essencialmente de folhas, frutos e sementes. É um animal arbóreo, estando ativo predominantemente ao crepúsculo e de noite e defende o seu território de uma forma agressiva, utilizando frequentemente vocalizações de alarme.

É considerada uma espécie criticamente em perigo pela IUCN e pertence ao Anexo I da CITES. As principais ameaças são a perda de habitat e a caça. Devido ao seu grande tamanho e evidente necessidade de floresta primária alta, esses animais são particularmente suscetíveis à invasão humana e, infelizmente, a caça e o aprisionamento de alimentos ainda ocorrem. Além disso, como as populações remanescentes estão concentradas na Península de Masoala, podem ser ameaçadas pelos frequentes ciclones (furacões) que atingem essa parte de Madagáscar. O declínio desta espécie também foi recentemente afetado pelo aumento rápido da extração ilegal de madeira após os eventos políticos de 2009, para além dos incêndios.

Segundo Teresa Guedes, diretora do Zoo Santo Inácio, “esta é a melhor forma de celebrar a chegada do verão, com o nascimento destes três indivíduos, tão ameaçados de extinção, que vêm juntar-se a esta grande família que é o ZOO Santo Inácio, reforçando a nossa importante missão de conservação das espécies”.