Geração Net leva autocuidado a sério, mas estudo sugere défice de informação de qualidade

Um novo estudo da Sanofi refere que 3 em cada 4 consumidores da Geração Net (as pessoas nascidas entre 1981 – 1996) afirmam manter um nível positivo de saúde através do autocuidado. No entanto, metade dos profissionais de saúde discorda – sugerindo como causa um défice de informação de alta qualidade.

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A Sanofi acaba de divulgar um novo relatório com o título “Be Your Best 2019 – Empowering the Net Generation to Make the Most of Self-Care“, que oferece uma nova perspetiva sobre as perceções e as práticas de autocuidado desta geração de consumidores e profissionais de saúde (clínicos gerais e farmacêuticos) em oito países em todo o mundo.

Enquanto nativos digitais, a Geração Net considera a internet a fonte mais importante de informação sobre o autocuidado, colocando-a inclusive à frente dos profissionais de saúde.

As pessoas desta geração são autocuidadores confiantes – três quartos dos entrevistados afirmam sentir-se muito ou algo confiantes da sua capacidade de manter um bom nível de saúde através do autocuidado. No entanto, 59% dos profissinais de saúde consideram que os consumidores não têm uma prática suficiente de autocuidado – apesar de terem a informação na ‘ponta dos dedos’. Os profissinais de saúde afirmam também que a dependência de pesquisas online pode, paradoxalmente, causar preocupações desnecessárias.

Para Carlos Molinelli, Diretor Geral da Sanofi Consumer Healthcare em Portugal: “Este relatório mostra que, apesar de a Geração Net ter acesso a mais informação do que qualquer outra ainda existem barreiras à informação. Isto significa que muitos consumidores desta geração não consideram os medicamentos não sujeitos a receita médica (MNSRM) como uma opção para gerir a sua própria saúde. Cabe aos decisores em matéria de cuidados de saúde encontrar novas formas de interagirem com esta geração, reduzindo o ruído e disponibilizando a informação de que necessitam”.

A maioria da Geração Net leva o autocuidado a sério, com 43% a procurar informações sobre esta área pelo menos uma vez por semana. Isto impacta tanto as suas decisões de autocuidado como o que decidem comprar: estes consumidores comparam e escolhem os produtos online antes sequer de visitarem uma farmácia ou outro local de venda de MNSRM. Adicionalmente, apenas um terço dos entrevistados se sente bem informado sobre as opções de autocuidado disponíveis através dos serviços de saúde locais. 

Alan Main, vice-presidente Executivo, e Head Global da Sanofi Consumer Healthcare, afirma: “O nosso relatório revela que, embora exista essa intenção, os consumidores da Geração Net podem não estar a tomar as melhores decisões para proteger o seu próprio bem-estar. Vivemos numa sociedade da informação, mas as vozes certas não estão necessariamente a ser ouvidas. Cabe aos governos, aos decisores políticos e à indústria farmacêutica responder aos apelos destes consumidores para obterem as informações de que necessitam para viver uma vida mais plena e saudável”. Alan Main acrescenta ainda: “Todos os intervenientes da área da saúde devem ouvir esta geração de dois mil milhões de consumidores. Gostaríamos de trazer mais valor a esta geração e estabelecer parcerias que permitam reconhecer o valor do autocuidado, adaptar políticas e regulamentações de acordo, e desbloquear o incrível poder de melhorar a saúde por meio do uso responsável de dados integrados. Então poderemos realmente transformar os cuidados de saúde“.