Sonae Capital alcança lucro de 2,2 milhões de euros no 2º trimestre de 2019

Com uma estratégia de crescimento, de forma a fomentar o desenvolvimento dos seus vários negócios, a Sonae Capital conseguiu reforçar a rentabilidade operacional, com um resultado líquido positivo no segundo trimestre, melhorando 5M€ para 2,2M€.

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CEO da Sonae Capital, Miguel Gil Mata

No primeiro semestre de 2019 (1S19) a Sonae Capital prosseguiu a sua estratégia de crescimento, procurando fomentar o desenvolvimento dos seus vários negócios, tendo conseguido reforçar a rentabilidade operacional.
O Volume de Negócios consolidado atingiu 95,8M€, registando um crescimento de 3,5% face ao 1S18, sendo de destacar o crescimento dos negócios de Energia, Fitness, Hotelaria e das Operações do Troia Resort, bem como da unidade de Activos Imobiliários, onde o aumento superou os 50%.

O EBITDA das Unidades de Negócio aumentou para 14,5M€ no 1S19, 12,8% acima do período homólogo de 2018, gerando uma margem de 17,3%, 2,1pp acima do 1S18. O EBITDA da Unidade de Activos Imobiliários aumentou de forma assinalável, de 0,6M€ para 5,8M€. Fruto destes desempenhos, o EBITDA consolidado cresceu 58% para 16,6M€.

A unidade de Energia manteve uma forte tendência de crescimento do volume de negócios (+10,9%) e EBITDA (+15,6%), uma tendência verificada também na Hotelaria, que aumentou o Volume de Negócios e EBITDA em 12,0% e 11,8%, respectivamente. A unidade de Fitness terminou o semestre com mais 5 Clubes em relação ao final de 2018, ampliando o número médio de sócios activos para mais de 104 mil sócios. As Operações do Troia Resort alcançaram um EBITDA positivo no 1S19 e a unidade de Activos Imobiliários cumpriu, com mérito, o papel de financiador da estratégia corporativa com a realização de vários acordos e escrituras envolvendo unidades turísticas residenciais no Tróia Resort e de outros activos imobiliários.

Fruto da melhoria da rentabilidade operacional, o Resultado Líquido Consolidado registou uma melhoria de 8,6M€ no 1S19, totalizando um valor negativo de 2,9M€. Numa perspectiva trimestral, o Resultado Líquido foi positivo em 2,2M€, 5,0M€ acima do 2T18.
A Sonae Capital continuou a apostar no desenvolvimento dos seus negócios, tendo o Investimento Bruto no primeiro semestre de 2019 atingido 22,1M€, traduzindo os investimentos em curso no segmento de Energia, nomeadamente no projecto de desenvolvimento de uma central de cogeração alimentada a Biomassa (no valor de 11,7M€), assim como o investimento realizado no segmento de Fitness, que inclui a aquisição da cadeia Urban Fit (no valor líquido de 3,4M€);

A Sonae Capital manteve uma estrutura de capital adequada à tipologia de negócios e activos em posse do Grupo, com o rácio da Dívida Líquida face ao EBITDA (excluindo o impacto da IFRS 16) de 2,9x e o LTV de 26,1%, sendo que a Dívida Financeira Líquida foi de 144,7M€ no final do período.

Mensagem do CEO da Sonae Capital, Miguel Gil Mata

“Os Resultados que hoje reportamos evidenciam a manutenção e, em alguns casos, o reforço da tendência de crescimento que a Sonae Capital tem vindo a apresentar.

Numa perspectiva consolidada, o EBITDA das Unidades de Negócio aumentou 12,8% face ao primeiro semestre de 2018, impulsionado por practicamente todos os negócios. Destaco, adicionalmente, a evolução favorável do EBIT das Unidades de Negócio, com um crescimento de 6,0%, e do Resultado Líquido Consolidado, com uma melhoria de 74,9%.

Em Energia, o EBITDA que registámos no segundo trimestre do ano foi o mais alto desde o início de 2018 e permitiu-nos alcançar uma margem de 34%, 4,5pp acima do trimestre homólogo. No Fitness, com a aquisição da Cadeia Urban Fit, estamos em condições de nos afirmarmos como um dos líderes de mercado. Em Hotelaria, aumentámos o Volume de Negócios e o EBITDA, quer numa lógica trimestral, quer numa lógica acumulada, o que permite encarar com optimismo o terceiro trimestre, o mais importante do ano em termos de sazonalidade. Não posso deixar de mencionar o desempenho positivo das Operações em Tróia, que beneficiaram de um aumento da afluência na Península. Em Refrigeração & AVAC, melhorámos em 6,3% o EBITDA no primeiro semestre do ano, não obstante a diminuição verificada no Volume de Negócios. Na Adira, os esforços que temos vindo a implementar ao nível da restruturação da empresa, em especial, da equipa comercial, começam agora a apresentar alguns sinais de recuperação, visível no valor de encomendas do segundo trimestre do ano, o mais alto dos últimos 10 trimestres.

Na unidade de Activos Imobiliários registámos, no primeiro semestre do ano, 11,9 milhões de euros em escrituras de compra e venda, sendo o montante global de Reservas e CPCVs em carteira já superior a 44 milhões de euros. Acredito que estamos no caminho certo para encerrarmos mais um ano de forte actividade ao nível da monetização de Activos Imobiliários.
A dívida financeira líquida situou-se em 144,7 milhões de euros no final de Junho de 2019. Mantemos uma estrutura de capital adequada, não obstante o investimento realizado, que ascende já a 22,1 milhões de euros, e a distribuição de dividendos, no valor de 18,5 milhões de euros, ocorrida em Maio de 2019.

Possuímos um modelo de gestão de portefólio cada vez mais robusto, que assenta na gestão activa de um conjunto diversificado de negócios em constante evolução e continuaremos, ao longo de 2019, muito empenhados em implementar a nossa estratégia, gerando valor económico e social sustentável.”