APDP recebe Partido Socialista e Bloco de Esquerda

A Associação Protectora dos Diabéticos de Portugal (APDP) recebe esta quinta-feira, dia 12 de setembro, na sua sede em Lisboa, representantes do Partido Socialista e do Bloco de Esquerda.

497

Numa altura em que se aproximam as eleições legislativas e se discutem programas eleitorais, Catarina Martins e Mariana Mortágua, do Bloco de Esquerda, bem como representantes do Partido Socialista, serão convidados a refletir sobre o melhor acesso a cuidados de saúde e tratamento das doenças crónicas, de que a diabetes é exemplo.

Portugal é o país com a mais alta prevalência de diabetes na Europa: 13% da população entre os 20 e os 79 anos, segundo dados da OCDE relativos a 2014.

A integração plena da APDP no Serviço Nacional de Saúde (SNS), através de uma solução sustentável, é um dos pontos que a associação vai abordar com os partidos, dado o papel fundamental que a APDP desempenha na sociedade. A associação sempre funcionou integrada no SNS, enquanto Instituição Particular de Solidariedade Social (IPSS) que compreende um leque de serviços multidisciplinares que abrangem todos os cuidados associados à diabetes, na perspetiva do controlo da doença e prevenção das suas complicações.

A promoção do acesso a cuidados de qualidade, um maior e melhor investimento na saúde e o envolvimento de toda a sociedade, incluindo das associações de doentes, estarão igualmente em cima da mesa esta quinta-feira, no encontro dos partidos com a direção da APDP. Estes são temas que a própria Organização das Nações Unidas advoga e que discute a 23 de setembro, na 3.ª Reunião de Alto Nível sobre Cobertura Universal de Saúde, que se realiza em Nova Iorque.

A doença crónica, de que a diabetes é espelho, exige um tratamento diferenciado e implica que sejam criadas condições que assegurem ao doente crónico um acompanhamento multidisciplinar e integrado, de maior proximidade, centrado na pessoa e não na doença.

Mais de 1 milhão de portugueses tem diabetes e, destes, um pouco menos de metade desconhece ter a doença, que progride silenciosa. A estes números juntam-se mais 2 milhões com “pré-diabetes”. Se adicionados 3 milhões de familiares, há 6 milhões de portugueses atingidos diariamente pela diabetes e que consomem mais de 10% dos custos em saúde no país.