Esta tendência de crescimento no consumo evidencia uma melhoria da situação pessoal e financeira entre os consumidores.

O crescimento em valor verificado neste trimestre – 4,2% – pode ser em parte explicado por um efeito de calendário, uma vez que o período homólogo não incluiu as semanas prévias à Páscoa, o que aconteceu este ano. É, contudo, inquestionável que o consumo em Portugal se encontra numa situação positiva: os Bens de Grande Consumo (BGC) apresentaram neste trimestre o maior crescimento do último ano.

Volume e valor impulsionam crescimento do consumo em Portugal

 Neste trimestre, os consumidores gastaram mais 2,2% pelos produtos adquiridos (efeito-preço), enquanto os volumes aumentaram também 2%, totalizando um crescimento em valor de 4,2% sobre o período homólogo.

Portugal destaca-se relativamente à média europeia, fazendo parte do Top 10 (6º lugar) dos países nos quais o consumo mais cresce: 4,2% em Portugal face a uma média europeia de 3,4%.

Quando comparamos com uma realidade ainda mais próxima, a média dos 15 países que constituem a Europa Ocidental, verificamos que, em Portugal, os Bens de Grande Consumo cresceram o dobro em valor (4,2% versus 2,1%) e quatro vezes mais em volume (2% versus 0,5%).

No que diz respeito à performance por categorias, são as Bebidas que apresentam o maior dinamismo do trimestre, com crescimentos de 10% nas Não-Alcoólicas e 8% nas Alcoólicas. Também os Congelados (+7%) e a Higiene Pessoal (+5%) crescem acima da média dos Bens de Grande Consumo. Higiene do Lar apresenta uma variação de 4% e Mercearia cresce 3%. Os Laticínios mantêm-se estáveis relativamente ao ano anterior.

94 pontos: Confiança dos Portugueses regista máximos históricos

Portugal regista um Índice de Confiança de 94 pontos, um aumento de nove pontos face ao período homólogo e um dos valores mais altos de sempre. Invertendo o seu histórico pessimismo, os portugueses revelam agora um nível de otimismo superior ao registado na média Europeia (87 pontos), ultrapassando países como Espanha (90), França (81) e Itália (69).

A Saúde e o Equilíbrio entre a vida pessoal e profissional assumem carácter prioritário entre os consumidores. Estas duas preocupações são ambas apontadas por 27% dos consumidores, deixando a quase dez pontos percentuais a preocupação com a sua situação profissional (18%).