Mafalda Silva, sócia-gerente da Mixpão Cascais

A Mafalda Silva é neste momento sócia-gerente da 3ª loja franchisada em Lisboa-Cascais, da marca Mixpão, com um conceito de croissanteria, reconhecida pelos seus deliciosos croissants, jesuítas e lanches salgados. Porquê a aposta na escolha desta marca?

Tanto eu como os meus sócios já conhecíamos a marca, no entanto, a escolha está relacionada com a forma como este tem sido trabalhada. Numa vertente de produto, pela sua diversidade de recheios únicos e também pela qualidade que apresenta. Na vertente de marketing, compreendemos que a marca cedo percebeu a necessidade de criar uma imagem jovem e fresca bem como a importância das redes sociais enquanto poderosa ferramenta de angariação de clientes. Por outro lado, relativamente ao nosso papel, facilmente percebemos que com uma escolha acertada na localização de loja numa zona de forte passagem pedonal e com o devido foco no serviço, facilmente conseguiríamos gerar a vontade de compra e ser bem sucedidos com a conjugação de todos estes ingredientes.

Que história pode ser contada sobre esta ideia empreendedora? Era já um sonho antigo?

Posso dizer que abrir um negócio era um sonho de há alguns anos. Esta ideia não vem desde sempre, pois acredito que a nossa veia empreendedora como tantas outras coisas vem dos nossos genes e das nossas inspirações, da forma como crescemos e somos influenciados. Venho de uma família onde todos adoram criar coisas novas ou pensar em novas formas de fazer as coisas, de reinventar, e isso teve uma enorme peso nas minhas tomadas de decisão em relação ao presente e ao futuro. Porque o empreendedorismo é isso mesmo, ter vontade de desenvolver um projeto e de criar algo de novo.

Aliado ao crescimento profissional e à aquisição de conhecimento, às minhas experiências profissionais e à forma como me fui sentindo mais capaz de estar à frente de um negócio foram criadas as circunstâncias para que tenha surgido a ideia de abrir a Mixpão Cascais. Com dois sócios fantásticos, claro! O Hugo Neto e o Ricardo Martins, cada um com o seu conhecimento e com a sua área de domínio acabaram por criar as condições para a criação deste negócio.

Até agora, quais foram os principais obstáculos/desafios que enfrentou quando decidiu lançar-se no mundo do empreendedorismo com a Mixpão Cascais?

Houve claramente alguns obstáculos, no entanto, o maior de todos e o que mais sentimos quando decidimos abrir este negócio foi o Networking. Quando arriscamos tanto e fazemos um investimento, seja ele de que valor for, temos uma grande necessidade de obter informação fiável que minimize a nossa margem de erro e nos dê confiança para tomar decisões. O Networking hoje é uma ferramenta fundamental, que tem de ser trabalhada, que exige experiência e exige “calo” até porque não deixa de ser uma relação recíproca de dar e receber, e portanto a outra parte procura também em nós essa fiabilidade e confiança que ainda estamos trabalhar e a aprender a transmitir. Por isso, precisamos de ter as pessoas certas do nosso lado e de ir absorvendo o seu conhecimento, a sua informação e a sua própria rede de contactos para podermos expandir a nossa.

Considera que os desafios são maiores quando é uma mulher que decide enveredar pelo mundo dos negócios ou do empreendedorismo?

Sim, acredito que há mais desafios para as mulheres seja no empreendedorismo ou em qualquer papel de liderança. A mulher é associada até de forma cultural a uma figura sensível, frágil, a uma figura “com os pés mais assentes na terra”, que tem que lidar com as responsabilidades em casa. Também não é possível negá-lo quando analisamos o número de mulheres que gerem empresas ou quando nos apercebemos que existem apoios diretamente direcionados ao empreendedorismo feminino. No entanto, acredito que esse paradigma está a mudar e que a mulher sente que tem cada vez mais, ferramentas à sua disposição para tomar esse tipo de decisões e estar à frente de um negócio, e que o papel em casa é dividido, o que propicia a sua dedicação aos negócios. A mulher é vista, cada vez mais, como um elemento forte dentro de uma empresa que procura o seu espaço para tal e que sabe perceber as suas fragilidades e aliar-se das pessoas certas que de alguma forma as colmatem.

O que a inspira e motiva diariamente enquanto mulher e profissional?

Desenvolver projetos ambiciosos, diferenciadores e impactantes. Acredito que em termos profissionais é isso que motiva qualquer pessoa: acreditar que faz a diferença, que toma decisões que fazem crescer a sua empresa e que têm um impacto positivo naqueles que a rodeiam e na sua evolução. Ter a noção que a informação que transmito aos outros é fiável e os inspira. E reciprocamente, perceber que esses projetos me trazem crescimento e satisfação e que a minha tomada de decisão é cada vez mais natural, espontânea e instintiva.

Que características diria serem fulcrais para construir uma carreira profissional nesta área?

Acima de tudo, diria que é preciso ser um verdadeiro analista de informação, apesar de eu não o ser de forma natural. Sou uma pessoa mais dedicada à ação, direcionada para a vertente humana mas senti a necessidade de desenvolver estas competências. Seja por gosto ou por verdadeira necessidade em se tornar um, é preciso sê-lo e essa capacidade deve estar aliada a uma excelente capacidade de organização. Não se pode abrir um negócio, seja ele qual for, sem a capacidade de análise de informação a todos os níveis, sem a capacidade de desenvolver um bom plano de negócios devidamente fundamentado, sem uma boa previsão de vendas e custos, sem desenvolver uma conta exploração e prever diversos cenários, sejam eles, otimistas, pessimistas e realistas. Estas características são fundamentais para garantir a sustentabilidade de um negócio, no entanto, há outras características que têm também um impacto positivo como a curiosidade para procurar sempre mais fontes de informação ou a capacidade de comunicação e a capacidade de antecipação.

A abertura do próximo espaço será em Cascais, ainda neste mês, sendo que estão previstas mais três aberturas no próximo ano em Lisboa e mais duas em 2021. Que expectativas para estas inaugurações e de que forma é fundamental continuar com esta política de expansão?

A Mixpão Cascais está integrada no projeto expansão Mixpão que conta já com 36 aberturas previstas no País de Norte a Sul para 2019, 2020 e 2021 negociadas em 5 meses, o que nos permite compreender a dimensão do projeto de que estamos a falar. Teremos, por isso, um papel preponderante na expansão da marca na zona de Lisboa e à nossa responsabilidade algumas das zonas de maior peso do País como Cascais, Baixa de Lisboa, Picoas ou Saldanha, Oriente e possivelmente Campo Grande. Sabemos que cada loja que abre tem um grande impacto na marca como um todo e a localização e serviço são dois dos pontos que continuaremos a trabalhar, dando continuidade ao trabalho desenvolvido pela marca no que toca a produto e marketing. Esperamos, por isso, que os nossos clientes correspondam de forma positiva e que sejam o nosso maior veículo de informação e de marketing

Para quem não conhece, visitar a Mixpão Cascais, é…?

Saborear os nossos croissants, jesuítas e lanches, num conceito nobre e premium. É uma nova experiência sensorial em que cada detalhe é desenvolvido a pensar no cliente, desde o design de tubagem, à cor da árvore ou ao serviço e atendimento. Todo o enquadramento é preparado a pensar no cliente com o objetivo de o fazer experienciar momentos de prazer e que este tenha vontade de os repetir e partilhar.