XIII Congresso dos ROC "Auditoria - Novos Caminhos"

O Ministro das Finanças, Mário Centeno, o Secretário de Estado dos Assuntos Fiscais, António Mendonça, a Presidente da Comissão do Mercado de Valores Mobiliários, Gabriela Figueiredo Dias e o Ministro Adjunto e da Economia, Pedro Siza Vieira, marcaram presença enquanto intervenientes, no Congresso que se realizou no dia 12 de setembro em Lisboa.

Em cima da mesa, foram debatidos assuntos relacionados com a nova realidade da auditoria, que mexem com os instrumentos, modelos e as condições em geral do papel dos Revisores Oficiais de Contas.

“É decisivo estar abertos à pluralidade das ferramentas”

A abertura coube a José Rodrigues de Jesus, Bastonário da Ordem dos Revisores Oficiais de Contas, que afirmou que este é um Congresso com uma caraterística de pós-modernidade. “É isso que queremos. É decisivo estarmos abertos à pluralidade das ferramentas e dos conceitos sofisticados e do modo como a economia e a sociedade estão a evoluir de modo exponencial”. Brilhar positivamente à frente de um quadro de governação de entidades públicas e privadas é um desejo traçado pelos ROC.

“A auditoria, com a autonomia e a independência a que tem de legitimamente arrogar-se, há de ser um elemento importante da governação e, o que é fundamental, de ser vista como tal”, quem o assume é José Rodrigues de Jesus.

Prevê-se que o futuro da economia e das finanças passe por caminhos que serão determinados pela evolução social mas também tecnológica e torna-se primordial para a OROC, estar na frente destes novos caminhos que se avizinham, como forma de obter soluções e respostas para futuros problemas e questões relacionadas com a constante evolução e mudança.

Quem o assume é Óscar Figueiredo, Presidente da Comissão Organizadora do XIII Congresso dos OROC, “em tempos de volatilidade e mudanças constantes na realidade económico-financeira global, é papel da auditoria fortalecer as organizações e ajudar a desenvolver as economias”, disse, referindo que este XIII Congresso“ é o palco privilegiado para a partilha de experiências e conhecimentos com impacto na abordagem dos riscos atuais e futuros da auditoria, seja de empresas privadas ou de entidades públicas”.

O papel insubstituível da Ordem dos Revisores Oficiais de Contas

O papel importante da auditoria e os principais desafios que se apresentam hoje, à Ordem dos Revisores Oficiais de Contas, foi o central na mensagem que António Mendonça Mendes, Secretário de Estado dos Assuntos Fiscais, sublinhou na abertura do Congresso, “o papel insubstituível que a Ordem dos Revisores Oficiais de Contas tem na garantia da qualidade da atividade da auditoria. A aposta na qualidade da auditoria depende do nível de competências de cada revisor oficial de contas. Mas também depende do seu grau de independência e da sua adesão a critérios de exigência deontológica. Precisamos e temos profissionais rigorosos, credíveis e idóneos que, pelo seu profissionalismo, criam valor para as empresas e para a sociedade.”

Estas novas exigências apresentam-se atualmente aos auditores, exigindo o reconhecimento de valor por stakeholders e o necessário apoio de gestores e responsáveis de governação, supervisão e fiscalização. Tal como apontou Óscar Figueiredo no encerramento deste XIII Congresso dos Revisores Oficias de Contas, “alguns dos novos caminhos da auditoria passam pela utilização de mais e melhor tecnologia nos nossos processos de trabalho em resposta à constante evolução tecnológica presente nos negócios desenvolvidos pelos nossos clientes, pela aplicação apropriada das normas de auditoria relevantes em cada caso, pelo exercício mais exigente de ceticismo profissional e de julgamento profissional fundamentado e por equipas com capacidades e competências multidisciplinares adquiridas através da educação e da formação contínua. Tudo isto é exigido pelos stakeholders”.

Ao longo do dia, foram vários os painéis com testemunhos de personalidades como o Vice-Presidente do Tribunal de Contas, Ernesto Cunha, o Diretor Geral do Gabinete Nacional de Segurança, António Gameiro Marques e o Bastonário da Ordem dos Psicólogos Portugueses, Francisco Miranda Rodrigues que debateram os novos caminhos da economia e dos negócios, da inteligência artificial impregnada nos novos processos, da digitalização e virtualização das transações, formas de armazenar, comunicar e relatar informação e de a propagar à escala global e de manter essa informação protegida. Desafios para aquela que será uma evolução a esperar no futuro.