Trata-se de um encontro internacional que analisa como as novas tecnologias estão a mudar a gestão da energia e como a sustentabilidade está a afetar o investimento e estratégias de negócio.

A empresa destaca que os edifícios, os Data Centers, as infraestruturas e o setor industrial são os principais responsáveis por, aproximadamente, 70% da utilização de energia em todo o mundo. O grupo calcula ainda que 50% das emissões globais de dióxido de carbono (CO2) podem ser elimindas até 2040 se fossem implementadas medidas de poupança energética em metade dos edifícios e indústrias existentes, combinadas com iniciativas de eletrificação e descarbonização globais.

O Presidente e CEO da Schneider Electric, Jean-Pascal Tricoire incentivou os participantes a unir-se e atuar com urgência: “Acreditamos que o acesso à anergia e ao digital é um direito humano básico, e que as alterações climáticas são a maior ameaça à saúde e bem estar da nossa sociedade. Devemos trabalhar em conjunto para reduzir as nossas emissões de carbono e parar o aumento da temperatura”, afirmou.

“Na Schneider Electric, o nosso compromisso com a neutralidade carbónica está representado nas nossas decisões comerciais e administrativas, ainda que necessitemos de fazer mais e depressa”, reiterou Tricoire. “Apesar de estarmos a intensificar os nossos esforços e a avançar por nossa conta, estamos também a incentivar os demais a adotarem medidas mais audázes para reduzir as emissões. Estamos prontos para trabalhar com os nossos clientes e sócios a fim de establecer práticas comerciais mais sustentáveis para um futuro sem carbono”, explicou.

No ámbito do Innovation Summit, a Schneider Electric anunciou a criação do seu terceiro fundo de impacto social, Schneider Energy Access Asia, com 20 milhões de euros de capital para startups dedicadas a providenciar acesso à energia e a acelerar o desenvolvimento económico da região Ásia-Pacífico, sobretudo na Índia, Bangladesh, Mianmar, Indonésia e Filipinas. A empresa também acelerou o seu objetivo de alcançar a neutralidade carbónica no seu ecossistema até 2030, assegurando que o fará cinco anos antes do previsto.

Neste contexto, a Schneider Electric está a avançar no desenvolvimento do EcoStruxture, a sua plataforma aberta e interoperável que conecta as melhores soluções de tecnologia operacional com os últimos avanços em TI, de modo a aproveitar o potencial da Internet das Coisas (IoT). Em junho passado, a empresa apresentou o seu comutador livre de SF6 (gás artificial presente nos equipamentos elétricos de alta tensão), que utiliza ar puro e permite aos utilizadores aproveitarem ao máximo os recursos digitais, para desbloquear o valor dos dados. Esta tecnologia permite alcançar um nível de rentabilidade essencial para a industria e para a adoção de equipamentos mais sustentáveis.

Para além disso, a Schneider Electric anunciou:

  • O EcoStruxure Power 3.0, a terceira geração da sua plataforma EcoStruxure Power, que aproveita as novas tecnologias digitais para oferecer uma maior eficiência, fiabilidade e segurança na distribuição de energia.
  • O primeiro suporte de parede EcoStruxure Micro Data Center C-Series 6U no mercado, que apresenta um design mais pequeno, tornando-o 60% menos invasivo, ao mesmo tempo que permite a montagem em servidores e maximiza o espaço.
  • A nova suite de ferramentas EcoStruxure Plant Performance Advisors, destinada a todas as empresas industriais que aproveitam os seus dados para aumentar a rentabilidade operacional. É uma solução pensada para setores desde a alimentação à atividade mineira, passando pelo petróleo, gás e água.
  • A solução EcoStruxure Building Connected Room, um centro de conectividade para a eficiência e experiência personalizada dos ocupantes que conecta os aparelhos utilizados no dia-a-dia com ferramentas de gestão de edifícios. O objetivo é criar ambientes atraentes, cómodos e com uma maior eficiência operacional e energética.

A Schneider Electric impulsionou, também, três novos programas de parceria. Em primeiro lugar, o Schneider Electric Technology Partner, um novo programa especializado para empresas tecnológicas que procurem desenvolver e escalar a inovação nos seus negócios. A empresa aliou-se ainda à Avnet e à Iceotope para desenvolver, de forma conjunta, soluções de refrigeração líquida para Data Centers. Por último, acordou com a ThoughtWire a criação de hospitais digitais mais inteligentes e conectados que melhoram as operações e a segurança dos pacientes