AS VANTAGENS DOS PAGAMENTOS POR DÉBITO DIRETO NAS EMPRESAS

Sempre na vanguarda, a EuPago tem vindo constantemente a inovar a apresentar novas soluções aos seus clientes. Assim, a marca começou a oferecer um serviço de cobranças por débito direto para empresas portuguesas, particularmente as de menor dimensão. A Revista Pontos de Vista conversou com Telmo Santos e José Veiga, Administradores da EuPago, que nos deram a conhecer as vantagens que esta iniciativa aportará ao universo das empresas em Portugal.

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Muito recentemente, a EuPago começou a oferecer um serviço de cobranças por débito direto para empresas portuguesas, particularmente as de menor dimensão. Porquê esta aposta e quais os desideratos da mesma?

Foi com satisfação que percebemos que conseguimos fazer parte de um sistema que permitiu a democratização dos meios de pagamento, criando assim um ecossistema onde as pequenas empresas têm ao seu dispor as mesmas ferramentas que as grandes empresas. Deste modo, diminuindo a desigualdade entre empresas, a Eupago ajuda as mesmas acreditando que a melhoria do seu serviço resultará num aumento das vendas. Este é um caso em que ambas as partes beneficiam.

Estas empresas são de menor dimensão, logo com menos poder para negociar o custo destas operações com os bancos. Era uma lacuna que existia no sistema financeiro português?

A maior lacuna detetada foi, sem dúvida, a automatização do processo e não o custo por si só. Com a chegada da Eupago ao mercado, este processo tornou-se mais ágil e prático. Os nossos clientes conseguem fazer cobranças via Débito Direto sem necessitarem de efetuar login no banco para enviar os ficheiros estruturados. Esta operação é simples e requer poucos passos.

A EuPago é a segunda fintech portuguesas a entrar em concorrência direta com a banda tradicional, possível a partir do momento em que foi introduzida a transposição da diretiva dos pagamentos, denominada por DSP 2. Quão importante é esta concorrência com a banca e de que forma é que esta medida vem ajudar e apoiar o universo empresarial português?

A Eupago não tem como objetivo ser concorrente de nenhuma entidade. A nossa entrada no mercado foca-se em dois aspetos essenciais. Um dos nossos objetivos passa por acrescentar valor aos produtos/serviços já existentes para que o comerciante possa ter acesso a um serviço superior ao seu atual, independentemente de este ser comercializado por bancos ou instituições financeiras. Igualmente importante, é a criação de novas soluções aproveitando as oportunidades apresentadas com o surgimento de novas diretivas. Sermos pioneiros na incorporação DSP2 nos nossos serviços é, sem dúvida, um motivo de orgulho.

A redução do custo é um dos desideratos da DSP 2, alinhado com outros pilares como inovação financeiras, eficiência e outros. Desta forma, é possível massificar o serviço de débito direto com preços mais competitivos? Se sim, como?

Mais importante do que o aparecimento de novas diretivas, é o aparecimento de novas soluções que estimulem o crescimento dos meios de pagamentos. Uma solução como a nossa é uma solução que permite um aumento significativo do serviço: o comerciante deixa de ter a necessidade de enviar os ficheiros de cobrança ao banco, passando a fazer a cobrança num único backoffice, recebendo a comunicação da boa cobrança via e-mail ou webhook, não sendo requisito consultar os ficheiros de confirmação no seu banco. Não vou focar o preço, uma vez que apesar de termos um preço competitivo, não é esse o fator principal para o comerciante. O comerciante procura um bom serviço e a Eupago tem esse serviço.

O débito direto é o segundo meio de pagamento mais utilizado em Portugal, logo a seguir aos cartões. Que vantagens é que o débito direto aporta para as empresas? Estamos somente a falar de redução de custos ou também de otimização de processos no seio das empresas?

A principal vantagem das cobranças via Débito Direto é o facto da boa cobrança não depender da boa vontade do pagador. O Débito Direto tem influência em diversos fatores, dos quais destaco o menor tempo despendido a cobrar a fatura, a automatização na disponibilização do serviço e o maior controlo sobre a tesouraria. Estes três pontos têm um impacto de grande dimensão na economia das empresas, sobretudo nas de menor dimensão onde se revelam vitais.

Perante esta nova realidade dos débitos diretos, que expectativas aportam ao vosso volume de negócios para 2020?

Naturalmente, são apenas projeções, mas esperamos um aumento do volume de negócio em cerca de 5%.

De futuro, quais são os grandes desafios que se colocam à EuPago e ao sistema financeiro em Portugal?

O futuro é agora. Os desafios são-nos colocados diariamente, seja por parte das entidades reguladoras ou por parte dos nossos parceiros e clientes. Relativamente à regulação, com novas diretivas e oportunidades, surgem novas regras. Estas visam um sistema financeiro mais robusto a nível financeiro e dos sistemas de informação que se refletem no planeamento das “pipelines” de desenvolvimento de produtos. O empenho do nosso departamento de Sistemas de Informação resulta no que considero ser um trabalho bastante positivo. O facto de nos vermos como uma empresa de cariz tecnológico, resulta numa imensa vontade em conseguir satisfazer todas as necessidades dos nossos clientes e parceiros. Não estamos alheados da concorrência colocada pelos grandes players internacionais como a Revolut ou o N26. Os efeitos desta concorrência traduzem-se numa contínua evolução do nosso produto. Aproveito, ainda, para informar os leitores, em especial os nossos clientes, que ainda este ano será lançado o nosso novo backoffice com novas funcionalidades.