A Confiança dos Consumidores em Portugal: Confiança e otimismo em alta para o próximo ano

No terceiro trimestre de 2019, os portugueses voltaram a mostrar-se mais confiantes do que os consumidores a nível europeu.

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Segundo os resultados do estudo “The Conference Board® Global Consumer Confidence Survey”, conduzido em colaboração com a Nielsen, o grau de confiança registado entre os consumidores portugueses manteve o seu máximo histórico, acima da média europeia e superando os resultados de países próximos.

Confiança dos Portugueses consolida máximo histórico

Portugal mantém neste terceiro trimestre do ano o valor já conseguido neste Índice no trimestre anterior, o mais alto de sempre no nosso país. Invertendo o seu histórico pessimismo, os portugueses revelam um nível de otimismo superior ao registado na Europa, numa tendência visível ao longo do último ano e que permite ultrapassar países como Espanha, França e Itália.

Metade dos portugueses esperam ano positivo para o país e para si próprios

Quando inquiridos acerca do estado atual da economia, mais de metade dos portugueses (54%) não consideram que o país se encontre em recessão (contra apenas 22% em Itália, 36% em França e 37% em Espanha) e também cerca de metade afirmam encontrar boas ou excelentes perspetivas laborais e financeiras no próximo ano para o seu país.

“Num cenário de maior confiança, a tendência entre os portugueses tem sido de comprar mais e gastar mais. Importa, por isso, que marcas e retalhistas consigam encontrar estratégias para potenciar um espírito de otimismo crescente entre os consumidores portugueses. O desafio neste momento centra-se em apresentar uma oferta para uma disponibilidade acrescida para gastar, mas que apresente uma mais-valia que seja percetível para os consumidores, que responda às suas necessidades e anseios e se enquadre em preocupações e estilos de vida em transformação”, comenta Ana Paula Barbosa, Retailer Vertical Director da Nielsen Portugal.

Quase metade dos portugueses opta por poupar o dinheiro que lhes sobra

Quando questionados sobre o que fazem após pagar as principais despesas que têm a seu cargo, cerca de metade dos portugueses responderam que a escolha passa por poupar. A necessidade de “fugir” à rotina e a procura por novas experiências é patente no facto de 31% dos portugueses optarem por gastar o dinheiro acumulado em férias e viagens, uma tendência associada a um estilo de vida mais preenchido e à busca por tempo de qualidade fora do contexto de trabalho.

Após pagarem as suas despesas habituais, são cada vez menos os portugueses que dizem que não lhes sobra dinheiro (apesar de ainda representarem 1/6 da população).

A saúde e o equilíbrio entre a vida pessoal e profissional assumem, sem surpresas, um carácter prioritário nas principais preocupações dos consumidores portugueses. Estes são os dois desafios recorrentemente apontados como os mais relevantes para os consumidores em Portugal.

A encerrar o pódio das preocupações, surge o aquecimento global, que preocupa 21% dos consumidores contra apenas 12% no período homólogo. Em apenas um ano, esta preocupação subiu do 6º para o 3º lugar na lista de principais preocupações dos portugueses. Portugal tornou-se o 5º país do mundo que mais se preocupa com esta temática. Estes resultados estão em linha com o crescente mediatismo que o tema tem vindo a conquistar em anos recentes. A discussão em torno do impacto das alterações climáticas supera mesmo questões como a economia ou o emprego.

“É importante que as marcas vão ao encontro daquilo que são as principais preocupações dos consumidores nacionais. Os consumidores continuam a querer produtos saudáveis, a procurar um maior equilíbrio nas suas vidas, poupando tempo em algumas tarefas e utilizando-o para as atividades de que mais gostam, e preocupam-se de forma exponencial com a sustentabilidade ambiental do nosso planeta. Com mais dinheiro e maior disponibilidade para o gastar, os consumidores procuram este desafio por parte das marcas e retalhistas, sendo esta uma boa oportunidade para criar um maior envolvimento com os mesmos”, conclui Ana Paula Barbosa.