JOAQUIM FERREIRA DE ABREU, PRESIDENTE DO CONSELHO DE ADMINISTRAÇÃO DA FIBROGEST

Um dos claros paradigmas dessa dinâmica enriquecedora e promotora de valias é a Fibrogest, uma marca detentora de diversas empresas e que atua no setor da construção, um setor que nos últimos anos tem sabido inovar e apostar numa vertente diferenciadora e promotora de bons exemplos.

A Revista Pontos de Vista foi conhecer a Fibrogest, e conversou com Lina Abreu, Administradora da marca e que em entrevista nos deu a conhecer um pouco mais do universo da Fibrogest e de como a marca tem sabido ultrapassar obstáculos e cumprir desafios em prol da excelência da sua presença no mercado e da total satisfação de clientes e parceiros.

Presente no mercado há quase meio século, mais concretamente desde 1972, a Fibrogest é hoje a única empresa produtora de fibrocimento em Portugal e se este facto assume um pioneirismo evidente na orgânica da marca, existem muitos outros paradigmas que promovem a mesma a um patamar de excelência, até porque o Grupo Fibrogest emprega atualmente mais de três centenas de colaboradores, e são estes, na sua inestimável dedicação que conseguem perpetuar junto dos clientes uma parceria e compromisso vincados com um vasto leque de soluções e produtos que os profissionais do setor da construção utilizam no seu quotidiano, promovendo assim na indústria da construção um cartão de visita de enorme credibilidade e transparência.

De salientar que o Grupo Fibrogest é detentor de diversas marcas, como a Fibrolite, que produz fibrocimento, a Termolan, que atua no domínio da produção de lã de rocha e a FTB, no domínio de painéis sandwich com núcleo em lã de rocha. Este conjunto de marca retrata portanto como a mesma é líder no desenvolvimento de soluções inovadoras de alta qualidade desde a sua génese. Interessa ainda salientar que neste universo, fazem parte ainda do Grupo Fibrogest a Amiantit e a Saiob.

Segundo a nossa interlocutora, a Fibrogest “comercializa as melhores soluções para o mercado e para os clientes da marca, sendo que temos a capacidade de assumir um compromisso com os mesmos assente na qualidade e na diferenciação”, afirma convicta Lina Abreu, lembrando que o desiderato passa por “gerar valor intrínseco e inegável”.

Neste sentido, o Grupo e as empresas que perfazem o mesmo, assumem uma dinâmica de consolidação no mercado “fruto dos elevados níveis de qualidade e competitividade dos produtos, alicerçada com políticas de gestão adequadas. O sucesso dos nossos projetos, sustenta-se numa forte e experiente liderança, no elevado nível tecnológico das nossas unidades de produção e numa equipa que tem as competências adequadas que permitem capacitar a empresa para novos desafios que se lhe colocam”.

As pessoas como pilar

Nos dias que correm, cada vez mais, os recursos humanos são o maior pilar de uma organização/empresa e, portanto, são os mesmos que perpetuam uma dinâmica diferenciadora no mercado. Esta dinâmica é, também ela, um ponto essencial na Fibrogest, que tem como linha orientadora e filosofia, a melhoria contínua na satisfação dos colaboradores, algo que é prontamente assumido pela Administrador da marca. “O nosso fito, como empresa, está direcionado no sentido de alcançar bons resultados e desenvolver o corpo de recursos humanos, ou seja, temos como linha de ordem, conciliar os objetivos pessoais e profissionais com os da empresa, tentando unir os mesmos, pois assim todos saem a ganhar”, revela Lina Abreu, assumindo contudo que ainda existem lacunas neste setor ao nível de recursos humanos, principalmente quando abordamos a vertente de pessoas qualificadas e capacitadas para o setor. “Não é uma tarefa fácil, pois temos tido bastantes dificuldades em recrutar pessoas qualificadas, aliás, procuramos pessoas e pura e simplesmente não conseguimos encontrar e isso provoca, naturalmente, algumas limitações, embora, felizmente, temos conseguido contornar, mas sempre com bastante dificuldade”.

Sendo a marca de génese familiar, algo que ao longo dos tempos foi mudando e que hoje leva a marca a outro patamar e dimensão, esta preocupação contudo, com as pessoas, não mudou e assim não surgiu de um momento para o outro, até porque essa filosofia de maior proximidade com as pessoas está no ADN da marca, ou seja, a preocupação com as pessoas e com a performance de cada um em prol de um desiderato e desafios “está connosco desde a fundação e a valorização da componente humana faz parte do meu e do nosso quotidiano enquanto líder de um conjunto de pessoas e de uma marca reconhecida no mercado. Acima de tudo, sei que é essencial que os nossos colaboradores estejam felizes e satisfeitos, pois são eles que levam este projeto a bom porto”, esclarece Lina Abreu.

Visão e Estratégia sustentável

Recuando um pouco e segundo alguns estudos, o mercado imobiliário e da construção em Portugal tem vindo a bater níveis históricos, atingindo valores que não se registavam há uma década, quando eclodiu a crise económica. Em 2019, o setor da construção continuou a tendência de crescimento registada nos últimos anos e depois da enfase na reabilitação urbana, a construção nova continuou a crescer e a ser desenvolvida, numa linha que demonstra robustez e capacidade para fazer face às exigências do mercado. Mas como vê a nossa entrevistada a dinâmica do setor da construção? De que forma é que os padrões do mesmo são orientados? Como tem este setor vindo a promover uma dimensão sustentável a nível ambiental e económico? “Em cada etapa do ciclo de vida do edifício, pode aumentar-se a qualidade de vida e o conforto, reduzindo, simultaneamente, o impacto no ambiente e aumentando a sustentabilidade económica do projeto”, salienta a nossa interlocutora, assegurando que na Fibrogest existe uma consciência completa e apurada da competitividade do mercado, principalmente no domínio das exigências e expetativas dos clientes, que aliam a isso, à importância que hoje conferem no âmbito ambiental. Assim, a marca tem orientado a sua orgânica através de um conjunto de princípios e orientações, tais como: divulgação da qualidade e do ambiente, compromisso dos colaboradores, fornecedores e outras partes interessadas na organização; reconhecimento que a qualidade e a responsabilidade ambiental podem ser sempre melhoradas e valorizadas. “O grupo assume a qualidade e o ambiente como uma ferramenta da gestão e compromete-se com o desafio de manter e melhorar continuamente este sistema em prol da nossa sustentabilidade, da melhoria ambiental e das atuais e futuras gerações, porque não vivemos numa bolha e temos de ter uma visão de maior dimensão em prol da sociedade”, salienta Lina Abreu.

Continuar o crescimento das marcas do grupo

Corriam os anos 60 e 80 e o fibrocimento foi uma das maiores tendências da construção em Portugal, e com enorme sucesso. Só nos anos 90 surgiram os alertas dos perigos do amianto, o que levou progressivamente ao seu desuso, tendo sido proibida a utilização de qualquer variedade a partir de 2005 e devendo a remoção de placas de amianto ser assegurada por equipas altamente especializadas. Atenta a esta dinâmica, e após a remodelação de fabrico, a Fibrolite, empresa especializada no fabrico de Fibrocimento com a tecnologia NT, descontinuou a utilização do Amianto na constituição do fibrocimento, passando assim a produzir com a denominada tecnologia NT, que é mais eficiente, ecológico e durável.

Sendo a Fibrogest a única empresa produtora de fibrocimento em Portugal, como vê atualmente a nossa entrevistada a produção desta matéria prima? Continua o mesmo a ser rentável? Lina Abreu não tem dúvidas e assume claramente que a rentabilidade deste produto é cada vez menos e “não sabemos por quanto tempo vamos continuar a produção do mesmo”, revela, salientando que atualmente a produção do fibrocimento na marca apenas se faz por uma questão de sentimento. “Temos perfeita noção que o nosso produto é de qualidade superior, ecológico e seguro, mas neste momento mantemos a produção da Fibrolite (produz todos os produtos e artefactos de fibrocimento, sem amianto, associados ao setor da construção e com aplicação em coberturas e revestimentos) apenas por amor e carinho”, revela a nossa entrevistada.

Assim, seguindo uma dinâmica de produtos com maior rentabilidade, surgiu a necessidade de edificação da marca FTB, que produz painéis sandwich com núcleo em lã de rocha e, no mesmo seguimento, promoveu-se o crescimento da Termolan, na produção de lã de rocha, “um processo de transformação física de fusão do basalto e do calcário a altas temperaturas, bem como o consequente processo de centrifugação da massa fundida, que gera as fibras minerais”, esclarece a nossa entrevistada, que não esquece que este processo produtivo está associado à utilização de meios tecnológicos atuais e de elevada complexidade, “permitindo assim que a Termolan fabrique um produto que responde às necessidades concretas dos clientes”.

A terminar este tema, Lina Abreu assegurou que em 2020 estas duas marcas, Termolan e FTB, serão alvo de uma grande aposta de investimento por parte do grupo, até porque é necessário “continuar a promover e a apoiar duas marcas que são muito importantes no nosso quotidiano e no crescimento do grupo Fibrogest”, salienta convicta.

Grupo Fibrogest  – Uma imagem positiva além-fronteiras

Segundo a nossa interlocutora, apesar de todas as adversidades “esta continua a ser uma empresa de referência no mercado português através da qualidade dos seus produtos, serviços e relações” e admite ainda que “embora o mercado português não seja muito grande, é, no entanto, muito fiel”. A administradora da Fibrogest admite ainda que continua a acreditar que a empresa pode continuar a ter sucesso dentro e fora do país, desde que continue a fornecer produtos de qualidade. “Os produtos portugueses têm uma boa imagem e qualidade. Para além disso, os nossos clientes internacionais avaliam a Fibrogest como sendo correta nos seus negócios e pontual nas suas entregas e isso é uma mais-valia para singrar internacionalmente”.

Posto isto, Lina Abreu, afirmou convictamente que a maior parte do lucro da Fibrogest advém dos países para onde exportam os seus produtos, tais como, França, Brasil, Argélia, entre outros. Neste último, as vendas da empresa estão a crescer significativamente, devido ao forte abastecimento do seu produto para as grandes multinacionais estrangeiras que estão ativas numa ampla gama de atividades industriais.

“Estamos no topo e queremos continuar”

Quando questionada sobre qual realidade da empresa atualmente, Lina Abreu assume “não temos problemas de tecnologia nem de produto e somos exportadores em grande proporção da nossa faturação. Não precisamos de mudanças, mas sim de melhorias de forma a acompanhar os nossos concorrentes. Estamos no topo, temos bons produtos, bons clientes e queremos continuar nesse patamar, aumentando a produção e a qualidade do produto”, conclui a Administradora do Grupo Fibrogest, Lina Abreu.