Início Atualidade “QUEIMA DO ANO VELHO” VAI ANIMAR AS RUAS DE CASTRO LABOREIRO

“QUEIMA DO ANO VELHO” VAI ANIMAR AS RUAS DE CASTRO LABOREIRO

“QUEIMA DO ANO VELHO” VAI ANIMAR AS RUAS DE CASTRO LABOREIRO

Esta é já uma tradição da vila e que, a cada ano que passa, atrai cada vez mais curiosos. «Vamos espantar a noite e o frio com sonoridades de outrora muito ligadas à proximidade com a vizinha Galiza. Assim, as gaitas de foles marcarão presença nas ruas de Castro Laboreiro e contaremos também com algumas surpresas e animação teatral ao longo de todo o percurso onde o bom humor surpreenderá os participantes.», garante Sónia Nogueira, da organização.

 A tradicional queimada galega e os sons celtas, muito assentes nas tradicionais gaitas de foles, serão trazidos para este evento relembrando outros tempos. O grupo musical “Os Rampeiros” protagonizará um momento de música ao vivo. «O grupo distingue-se pela popularidade e musicalidade do seu reportório, que nos transportará para tempos ancestrais, fazendo emergir a vontade de deixar o corpo acompanhar os ritmos, entregando-se ao baile e à folia a que nos transportam as gaitas de foles», atenta Sónia Nogueira.

O ponto alto do evento culmina com a Queima do Boneco do Ano Velho, num misto de simbolismo e animação, onde será encenada a despedida de 2019. «Deixaremos em 2019 tudo de mau, fazendo votos para que, 2020 nos traga toda a sorte, saúde e fortuna que tanto desejamos. De seguida, a nossa Bruxa “Meiga Mariluche” provocará arrepios de encanto e terror nos participantes, com o seu afamado esconjuro e Queimada Galega que será dada a provar aos participantes para que, assim, queimem todo o mal e se purifiquem completamente. Só assim 2020 poderá entrar em grande nas nossas vidas.», revela a organização.

A ação visa animar Castro Laboreiro e abre a possibilidade, gratuita, a todos os que se queiram juntar à festa. Um dos objetivos é «dar a conhecer os locais que compõem o Parque Nacional Peneda-Gerês (PNPG), incentivando à cooperação entre diferentes stakeholders, num esforço conjunto de promoção do turismo da região, ao mesmo tempo que são divulgadas as tradições e culturas da região», explica Sónia Nogueira, sublinhando que «recuperar tradições e rituais de tempos remotos, incentivando à participação, quer de turistas quer de gentes da terra, revela-se cada vez mais importante no sentido de não deixarmos perder hábitos e costumes que são, afinal, os pilares da nossa cultura popular. Castro Laboreiro emerge como uma região com elevado potencial e o turista que vai a Castro Laboreiro sai sempre com o desejo de regressar dentro do peito.»

A organização é da JUST NATUR – Events & Experiences in Nature, uma empresa de animação turística dedicada a tours, eventos e experiências na natureza especializada no PNPG, e tem o apoio da Câmara Municipal de Melgaço e da União de Freguesias de Castro Laboreiro e Lamas de Mouro.

PROGRAMA

23h00 – Concentração junto ao posto de turismo de Castro Laboreiro

Início do cortejo de rua com gaitas de foles e animação de teatro de rua

Queima do Boneco do Ano Velho

Queimada Galega, com música e baile

CASTRO LABOREIRO está localizada em Melgaço, no planalto de Castro Laboreiro, numa extensa área dentro do Parque Nacional da Peneda-Gerês, distando vinte e cinco quilómetros da sede do concelho.

É uma das localidades mais emblemáticas do PNPG. Possui um dos mais ricos patrimónios pré-históricos do país, que reúne gravuras e pinturas rupestres, 120 Dólmenes (datados de há 5000 anos) e Cistas (monumentos megalíticos funerários).

A aldeia possui um património histórico e arquitetónico de grande riqueza, destacando-se um tipo próprio de construções castrejas existentes em Castro Laboreiro: o Castelo de Castro Laboreiro – classificado como monumento nacional; a Igreja Matriz de Castro Laboreiro; o Pelourinho de Castro Laboreiro, datado do século XVI, classificado como imóvel de interesse público; igrejas medievais; os fornos comunitários; os espigueiros; e os moinhos.

Localizada no cimo da montanha, a mais de mil metros de altitude, levou a que os castrejos defendessem os seus costumes, e tradições de todas as influências estranhas, e que ainda hoje persistem. Uma dessas tradições é a das inverneiras e das brandas. Em meados de dezembro, com a chegada do frio e dos nevões, as populações de Castro Laboreiro pegam nas suas roupas, utensílios caseiros e de lavoura e ‘tangendo o gado, migram em massa para os vales, onde possuem uma segunda casa e uma segunda aldeia.’ (Rocha, 1993, p. 127). E ficam nas Inverneiras, abrigadas do frio, até meados de março.

No Núcleo Museológico de Castro Laboreiro é possível conhecer os hábitos, costumes e tradições das gentes da terra. Terra das ‘viúvas dos vivos’, nome a que os seus habitantes davam às mulheres cujos maridos, filhos e netos emigravam em busca de condições de vida melhores.

É uma região de grande beleza, serpenteada pelo rio Laboreiro, que é atravessado por inúmeras pontes representativas das épocas romana ou medieval, das quais sobressaem a Ponte da Dorna, a Ponte da Capela, a Ponte Nova ou da Cava Velha e a Ponte Velha.

Castro Laboreiro é também conhecido pelo seu fumeiro e enchidos, confecionados de forma tradicional, por mãos hábeis e com o saber de anos e anos.

O guardião desta localidade é o Cão de Castro Laboreiro, defendendo o gado do grande predador, o Lobo Ibérico, conhecido pela sua rusticidade, caráter e nobreza desde tempos idos.