Paulo Ferreira

A PRF – Gás Tecnologia e Construção assume-se como um dos principais players no domínio da prestação de serviços de engenharia, construção e manutenção, em todas as áreas dos gases combustíveis. No sentido de contextualizar o nosso leitor, como é que a marca perpetua a diferença na relação e atuação com o mercado em prol da satisfação de clientes e parceiros?

A PRF sempre teve o seu foco na satisfação total do cliente. O rigor e a ética, a qualidade e a segurança, sempre foram os nossos principais valores. É desta forma que fomos crescendo desde 1991, acumulando em 2020, 30 anos de experiência na área do gás.

Para que esse desiderato seja concretizável, de que forma é que a PRF tem vindo a apostar fortemente no domínio da inovação e das novas tecnologias? Quão fundamental tem sido essa aposta inovadora e como é que essa filosofia tem impacto no mercado?

A par da qualidade, da capacidade de realização, da permanente disponibilidade e constante crescimento, para mantermos a competitividade e abraçar novos desafios, a empresa foca-se e acompanha permanentemente a inovação nesta área, apostando na formação de quadros e apresentando soluções inovadoras aos nossos clientes. Como resultado, criámos novas áreas de serviço para acompanhar a transição energética (Hidrogénio) e monitorização remota dos projetos implementados pela PRF (plataforma Webcop 24/7).

Portugal assumiu em 2016 o objetivo de alcançar a neutralidade carbónica em 2050. A estratégia que reúne as condições necessárias para que esse objetivo seja exequível, encontra-se materializada no Roteiro para a Neutralidade Carbónica 2050. Olhando para o que tem vindo a ser realizado, sente que Portugal está preparado para essa mudança? Que lacunas ainda identifica e que urgem alterar?

Portugal, a par do resto do Mundo, caminha nesse sentido apresentando já várias oportunidades e projetos para atingir esse objetivo. Na nossa visão, a solução não pode, nem deve passar apenas pelo governo e legislação, mas parte também de iniciativas privadas e consciencialização de cada um, tendo todos que percorrer esse caminho.

É também este um desígnio da PRF e por isso temos investido bastante. Desde o gás natural e do GNL, do biogás e ao biometano, incluindo ainda o hidrogénio, a PRF tem vindo a desenvolver projetos nestas novas formas de energia, quer seja para as diversas formas de mobilidade, em substituição de outros combustíveis verdadeiramente mais poluentes, quer seja para a injeção e mistura nas redes de distribuição de gás natural até às diversas formas de produção de energia elétrica.

Alcançar a neutralidade carbónica envolve uma concertação de vontades e um alinhamento de políticas, de incentivos e de meios de financiamento. Sente que estes pilares estão criados e assumidos para chegarmos a bom porto?

A descarbonização profunda da economia exige, para além de competências analíticas e ferramentas adequadas, o envolvimento alargado e a colaboração de todos os atores, com vista à análise e discussão das opções e estratégias de mitigação, e à definição de trajetórias de baixo carbono para a economia nacional.

A PRF, enquanto player deste processo está preparada e, apesar de existir compromisso do governo em prosseguir nessa caminhada, sentimos que, para que as metas sejam efetivamente cumpridas, é necessário que o alinhamento de políticas e de incentivos continue e que penetre verdadeiramente na sociedade empresarial e na sociedade civil. Vide, como exemplo, o papel do estado Alemão que recentemente aboliu as portagens para camiões que circulam a GNL (Gás Natural Liquefeito).

Na sua opinião, quais são os verdadeiros caminhos para a transição energética em Portugal e a contribuição para a neutralidade carbónica e como tem a PRF contribuído para esse desígnio?

Os caminhos para acelerar a transição energética no país passam por aumentar a eficiência energética e a utilização de energias menos poluentes.

A nossa área de atuação apresenta e executa projetos que contribuem para tal desiderato, nomeadamente na construção de Unidades Autónomas de Gás (UAG´s), que levam Gás Natural onde este não se encontra através de gasoduto e na construção de Postos de Abastecimento para GNL (Gás Natural Liquefeito) e GNC (Gás Natural Comprimido).

A redução da nossa pegada ecológica continua a ser uma preocupação constante também na PRF. Entre várias medidas que temos implementado, com vista à melhoria da nossa eficiência ambiental, adquirimos recentemente uma frota de veículos a GNV. Apesar de muito jovem e ainda com poucos quilómetros percorridos, esta frota de veiculas a GNV já demostrou a grande vantagem desta solução, não só em termos da importante redução de emissões, como também pela importante redução nos custos de exploração da referida frota, especialmente pela importante redução do custo do combustível.

A estratégia de transição energética desenhada pelo Governo, a ser implementada na próxima década, encontra-se plasmada no Plano Nacional Energia e Clima 2030 (PNEC 2030). Portugal comprometeu-se com a Comissão Europeia a alcançar uma meta de 47% de energia de fonte renovável no consumo final bruto de energia até 2030. São números plausíveis? Os players privados serão fundamentais neste domínio?

Os números apresentados, apesar de otimistas, são exequíveis com o empenho de todos os envolvidos.

Obviamente que os players, onde, obviamente nos incluímos, serão absolutamente fundamentais para se atingir tal objetivo, quer pelos estudos de engenharia, de projeto, de construção e de manutenção e assistência que poderão pôr em prática tais medidas. Neste aspeto, a PRF está na linha da frente para tal contribuição.

Como é que conseguimos tirar maior partido das energias de fonte renovável, reduzir significativamente o uso de combustíveis fósseis e alcançar uma maior eficiência energética em todos os setores de atividade?

Ultrapassar obstáculos tecnológicos e criar regulamentos e políticas regulatórias é essencial para que o “investimento verde” continue a crescer.

Por exemplo, no setor dos transportes, os esforços de sustentabilidade deverão pressionar e impulsionar as indústrias de transporte e aviação a investir em energias menos poluentes, mais ecológicas e em biocombustíveis, estabelecendo regulamentações de emissões ainda mais rigorosas.

 

Quais são os principais desafios da PRF para 2020? O que podemos continuar a esperar da vossa parte perante o mercado?

A descarbonização da economia é cada vez mais uma necessidade, e os gases renováveis são cada vez mais uma parte importante da solução para esta transição energética. A PRF não é alheia a esta necessidade e os projetos com gases renováveis como o Hidrogénio e o Biometano, vão tendo cada vez mais na PRF um peso e uma importância relevante.

O foco no cliente e na qualidade dos equipamentos e serviços que prestamos, aliado ao pleno cumprimento dos compromissos assumidos, continuarão a ser o nosso principal objetivo. Mais do que crescer, continuaremos focados no nosso maior ativo que é a plena satisfação dos nossos clientes.