Yilport-Richard Mitchell

A YILPORT é hoje um dos principais players no âmbito da gestão portuária, marcando a sua dinâmica por um vasto sentido de excelência e qualidade em prol do mercado e respetivos parceiros. Como tem sido realizado este crescimento e de que forma é que a marca tem vindo a contribuir para um setor cada vez mais profissional e positivo?

A YILPORT, uma das holdings do grupo turco YILDIRIM, tem feito desde a sua constituição em 2004 um percurso de consolidação no mercado internacional de gestão portuária, posicionando-se em 2019 como o 12º operador portuário mundial e tendo a ambição de atingir o top 10 até 2025. O crescimento tem acontecido por via endógena e de desenvolvimento de negócio com parceiros na sua maioria globais, mas também via aquisição de novos terminais em diferentes geografias, como foi o caso dos 8 terminais que operamos na Península Ibéria (seis em Portugal e dois em Espanha). À aquisição segue-se um processo de desenvolvimento e investimento nos Terminais que passam a fazer parte do portfolio, de forma a uniformizar o standard de qualidade do Grupo, sem descurar as especificidades de cada unidade de negócio e do país em que se insere.

A marca assume uma vasta cobertura da fachada Atlântica, tendo uma forte ação em Espanha e Portugal, onde operam com oito terminais. No sentido de contextualizar o nosso leitor, em que bases tem estado assente a estratégia de crescimento da marca?

A estratégia de crescimento dos terminais da YILPORT Iberia passa por fortalecer a rede de terminais via modernização e serviços complementares que damos aos clientes, complementando a oferta de serviços portuários aos operadores económicos, importadores e exportadores da região oeste de Espanha e Portugal, mas não só: desenvolvendo a conectividade e estando atentos a projetos logísticos e de serviços complementares que adicionem valor.

No ano transato, 2019, a YILPORT Iberia assumiu um investimento de 122 milhões de euros em Portugal, mais concretamente ao nível do terminal de contentores de Alcântara, prolongando o período de concessão até 2038. Portugal é fundamental na prossecução dos desideratos da marca? Porquê que o nosso território assume esta relevância na vossa orgânica e estratégia?

O investimento que refere, com o qual a YILPORT se comprometeu e cujo projeto está neste momento em processo de avaliação pelas autoridades competentes (Agencia Portuguesa Ambiente) para poder avançar é, juntamente com o Projeto de Expansão do Terminal de Contentores Sul em Leixões já em curso, exemplo da estratégia de elevar os Terminais aos padrões internacionais de operação e serviço. A aposta nos terminais em Portugal, dado o seu potencial de negócio foi assumida desde a aquisição em 2016 e tem vindo a ser vincada através dos investimentos e planos tornados públicos. Continuamos a considerar, no caso específico do Terminal Liscont de Lisboa (Alcântara) que foi referido, que tem todas as condições para vir a ser o verdadeiro motor de desenvolvimento daquela que é a área de maior concentração económica do país, captando de novo o interesse das maiores linhas de navegação mundiais. Na YILPORT Iberia os terminais são predominantemente gateway o que significa que se dirigem a cargas com origem e destino em Portugal e Espanha e dessa forma são Terminais com negócio mais sustentável. A posição geoestratégica aliada ao mercado interno da Península Ibérica e reforçada pelo know-how das equipas constituem os terminais da YILPORT Iberia como fundamentais na estratégia de consolidação e crescimento do Grupo.

Estão presentes em Portugal desde 2016, e contam com um vasto corpo de recursos humanos. Nesta senda de crescimento, quão importantes têm sido os vossos recursos humanos na caminhada da marca até ao topo? De que forma é que esta relevância é visível no quotidiano da marca?

Durante o processo de aquisição e nos anos que se lhe seguiram, foi possível identificar o já referido know-how nos vários terminais, que sendo diferentes e em muitos casos complementares no sentido da oferta aos clientes, também o são em termos do conhecimento técnico e de negócio, potenciando uma gestão colaborativa entre os vários terminais da rede e uma cada vez maior eficiência na gestão de recursos. Do mesmo modo tem sido possível apostar na formação para boas práticas, segurança e valorização dos recursos técnicos. As pessoas são, sem dúvida, fator chave do desenvolvimento e da estratégia.

Hoje sabemos que a inovação é fundamental em qualquer setor, sendo que o segmento portuário não «escapa» a esse desígnio. Neste sentido, quão importante tem sido a inovação no crescimento e evolução da marca?

A inovação está sempre no horizonte da YILPORT e da YILPORT Iberia, seja ao nível da integração nos Terminais do que de melhor se faz ao nível de sistemas e equipamentos nos quais este sector é particularmente intensivo seja por exemplo na participação ativa junto de clientes, autoridades ou outros stakeholders, em projetos de desenvolvimento de plataformas que permitam melhor comunicação, melhores fluxos de informação e, naturalmente, melhor agilidade de processos e melhor serviço aos clientes. A inovação e a modernização têm sido pilares essenciais no crescimento da marca e na consolidação do mercado.

Enquanto especialistas no âmbito da gestão portuária, o que vos diferencia perante outros operadores? O investimento e a modernização nos terminais em que operam são duas premissas essenciais no vosso crescimento?

São sem dúvida duas premissas chave. O que diferencia a YILPORT nos vários mercados, e a Península Iberia não é de todo exceção, é que a nossa aposta se direciona à conjuntura, não é uma aposta de curto prazo. O investimento que propomos na modernização dos terminais tem visão de futuro e pretende dotar os terminais de estruturas duradouras e ao mesmo tempo dinâmicas, que apoiem o crescimento dos agentes económicos, das indústrias, das regiões e do país. Como o nosso Presidente, o Sr. Robert Yuksel Yildirim, já teve oportunidade de dizer: “estamos em Portugal para ficar e para crescer apoiando o crescimento da economia Portuguesa”.

 

A terminar, quais são os grandes desafios da marca para 2020 e de que forma é que a inovação e os recursos humanos da marca serão vitais nestes objetivos?

Os desafios em 2020 serão certamente os da consolidação dos nossos serviços face às exigências do mercado e dos nossos clientes, ultrapassando também os desafios pontuais relacionados com o lançamento de novos projetos e o seu contexto aos vários níveis. A nossa equipa atenta e empenhada em gerir o negócio, as operações e a evolução do mercado é fundamental para atingirmos os objetivos ambiciosos que foram traçados.