Joana Correia da Silva é Event Manager na We do Parties. O que a define enquanto mulher e profissional?

Como dizia Fernando Pessoa através do seu heterónimo Alberto Caeiro “eu sou do tamanho do que vejo e não do tamanho da minha altura”. Acredito que somos capazes do que acreditamos. Acreditar, persistir e não desistir são atributos que me caraterizam enquanto mulher e profissional. Tenho um percurso de mais de 17 anos ligado às tecnologias de informação, tendo passado por três empresas de renome nessa área.

O seu percurso profissional está muito ligado a Relações Públicas e Publicidade, tendo passado por duas empresas de grande nome na área Tecnológica, estou correta penso. Enquanto profissional o que a fascina mais nestas áreas e no seu envolvimento no que aos eventos corporativos diz respeito?

Os eventos corporativos têm, regra geral, um intuito comercial e de networking que permite aproximar clientes e/ou parceiros de uma marca. Nesse sentido, é fascinante entrar no mundo de uma empresa, perceber o foco e as necessidades do cliente e encontrar as soluções mais adequadas para cada evento. Comprometemo-nos com os nossos clientes e asseguramos que colocaremos toda a paixão pelo nosso trabalho nos seus resultados.

Quais são os seus maiores desafios a nível pessoal e profissional?

Numa era de transformação digital como a que atravessamos, acreditamos que o mercado de eventos continue numa vertente de crescimento. Como tal, temos de acompanhar esse progresso, inovando nos serviços que oferecemos e nos eventos que realizamos. Cada cliente tem as suas especificidades de negócio e objetivos próprios. É um trabalho em constante transformação e uma aprendizagem diária.

Que competências tem vindo a acrescentar à sua “bagagem” com estes anos de experiência?

Sobretudo o desenvolvimento de soft skills pois considero serem um atributo necessário à gestão de qualquer negócio. Temos de ter a capacidade de criar uma ligação empática quer com os nossos clientes quer com os nossos parceiros de negócio.

Ser mulher e Manager na We Do Parties representa…

Um desafio constante. Atualmente as mulheres têm de ser gestoras competentes dos seus lares, das suas famílias, profissionais de sucesso seja em que área for, mães presentes e atentas e no final ainda terem tempo para cuidar de si próprias. Tudo isto junto, carece de uma gestão de tempo exímia complementada com a dose certa de positivismo.

Onde quer chegar? Como quer chegar? Ao que ainda lhe falta chegar?

Quero levar a We Do Parties a ser uma marca de confiança sempre que se pense na realização de um evento corporate. É um caminho que se faz com muita resiliência, não desistindo e encarando as dificuldades como uma aprendizagem e algo necessário para chegar onde nos esperam.

Que mensagem deixaria às mulheres que têm medo de arriscar no seu próprio negócio e em posições de liderança, numa altura em que se comemorou o Dia Internacional da Mulher?

Acreditar! Primeiramente têm de acreditar que são capazes. Depois munirem-se das ajudas certas para que haja um planeamento do negócio a desenvolver/criar. Nos dias que correm, são já muitas as empresas e instituições que prestam apoio à criação do próprio emprego. Por fim, colocar em ação o plano, alinhado com a estratégia definida, sempre com foco e com uma capacidade de se reinventarem a cada contrariedade. A criatividade também é um ingrediente fundamental. Tudo começa com um sonho e este só deixa de o ser com muito trabalho e dedicação. ▪