Quando e como surgiu a ideia de juntas criarem um projeto ambicioso como o Perfect Fit Services?

Foi sempre um objetivo comum trabalharmos juntas. Tínhamos esse desejo, desde pequenas. Estudamos sempre juntas, mesma faculdade, mesmo curso e depois de vários anos a viver no estrangeiro, mas em países diferentes, regressamos a Portugal, cada uma na sua altura. Quando nos “reencontramos” no nosso país, decidimos que estava na altura de fazer alguma coisa para tornar esse “sonho” real.

A Perfect Fit Services aparece para juntar numa única empresa, as redes que ambas construímos ao longo dos anos em que trabalhámos fora, nos diferentes países e contextos. Assim surgiu-nos a ideia de criar uma empresa dedicada a prestar serviços no âmbito das duas indústrias que mais nos eram próximas. Estávamos bastante bem colocadas nos mercados, a nossa reputação profissional era conhecida e reconhecida, e passo a passo começamos a trazer marcas e empresas para a nossa rede de atividade, não só na promoção e vendas dos seus produtos, como também na procura de fornecedores e gestão de produções, priorizando sempre as fábricas Portuguesas.

Não foi programada ao pormenor, mas surgiu da vontade de nos mantermos juntas, aproveitando as nossas valências e experiência profissional até então.

Quando falamos em Perfect Fit Services, falamos de nove anos de atividade e de experiência em duas principais indústrias, a de produtos para bebés e produtos têxtil/moda. Qual o balanço que fazem deste vosso projeto até aos dias de hoje?

No início, qualquer empresa tem à sua frente um conjunto de desafios que muitas vezes parecem insuperáveis. E a nossa também passou por alguns desses momentos, principalmente durante a crise financeira global, mas fomos capazes de os ultrapassar e de consolidar a nossa posição. Um dos objetivos que traçamos enquanto empresárias, era empregar outras mulheres, não só por conhecer de perto as dificuldades socias que consideramos existir para este nosso grupo, mas também por confiarmos em nós enquanto mulheres, intuitivas, dinâmicas e extremamente focadas. E foi exatamente para tentar transpor um obstáculo, que percebemos que estávamos no caminho certo e aumentámos a nossa equipa. Em vez de baixarmos os braços, vimos aqui uma oportunidade de crescer. Neste momento somos cinco mulheres. A nós juntaram-se a Susana Araújo que faz o  back office e muitas mais coisas, a Inês Inácio que faz a comunicação e marketing social e a Andreia Costa, que é o nosso braço direito a Norte, ajudando-nos na gestão da parte têxtil. somos uma microempresa, mas estamos a manter o nosso crescimento.
O balanço de todos estes anos é positivo, mesmo com os momentos difíceis e desafiantes que passámos. E agora estamos novamente a ser testadas, todas a trabalhar de casa em plena pandemia, com todas as contingências que conhecemos. Incrivelmente, ou talvez não, todos os dias nos temos reinventado e mantemos a convicção de que sairemos desta situação mais fortes. Enquanto pessoas e enquanto empresa.

Que tipo de serviços fazem para cada uma destas duas indústrias?

Na indústria têxtil/moda trabalhamos com marcas europeias que depositam nas nossas mãos, total confiança. Fazemos a gestão diária das suas coleções e produções, negociamos preços, prazos de entrega, tudo. No fundo somos a cara destas marcas e gerimos todas as expectativas e problemas que surgem. Temos a trabalhar connosco várias fábricas que ao longo dos anos se tornaram mais que parceiros, quase família. Estas fábricas sabem que não só trabalhamos em função dos nossos clientes, mas também em função delas (as fábricas), que nos merecem a maior consideração. E talvez por isso nos apoiem sempre, e nós tentamos sempre retribuir.
Na puericultura trabalhamos com algumas marcas portuguesas e também com várias marcas internacionais em quem reconhecemos verdadeira qualidade e com que nos identificamos. Para estas,  abrimos o mercado português. Inicialmente marcas desconhecidas, que necessitam de grande trabalho na promoção e implementação no nosso mercado, já bastante consolidado e maduro. E aqui trabalhamos diretamente com as lojas, com o retalho tradicional no país todo. Fazemos toda a parte de marketing e comunicação, sobretudo a nível do marketing digital. Damos formação às lojas, fazemos workshops para famílias e clientes, participamos em eventos, procuramos parcerias que ajudem a divulgar as marcas, etc… no fundo gerimos todas as marcas da nossa carteira como se fossem nossas. E sempre com um cunho pessoal na sua representação.

Quais são os tipos de empresas/marcas que recorrem aos vossos serviços?

Normalmente são marcas de gama média alta que nos procuram, que se querem assegurar que são representadas da forma mais eficiente e eficaz em Portugal. Por norma são menos conhecidas e precisam de acompanhamento mais pessoal e de soluções criativas para alcançar os seus objetivos.

E como o nosso trabalho lá fora foi sempre reconhecido, gozamos de uma reputação sem mácula, o que nos ajuda bastante! Juntando a isto uma equipa concisa e muito profissional como a nossa, temos a garantia de um trabalho muito próximo, em que procuramos satisfazer todas as necessidades e desafios que nos são colocados pelos nossos clientes.

Como é serem sócias uma da outra? É fácil diferenciar o lado pessoal do lado profissional no vosso caso?

Tentamos sempre que o lado pessoal não interfira no nosso dia a dia profissional. Quem trabalha connosco só não se esquece que somos irmãs, porque isso é impossível, por sermos fisicamente iguais… Para nós, e porque conhecemos muito bem uma a outra, vemos aqui uma grande vantagem: conseguimos facilmente criar sinergias positivas que nos colocam numa posição competitiva relativamente a outras empresas idênticas à nossa.

Mas temos consciência que o facto de sermos gémeas nos ajuda em muitas ocasiões a quebrar o gelo e a facilitar as interações com os nossos parceiros.

O que mais gostam na vossa profissão?

Sem dúvida, o que mais gostamos, é o facto de nos rodearmos de parceiros fantásticos, que confiam em nós e com quem fomos capazes de criar relações muito positivas, próximas e de longa duração.

O que podemos esperar da Perfect Fit Services a curto/médio prazo? O que é que ainda falta concretizar?

Estamos agora numa fase de expansão do negócio. Temos trabalhado sempre como agentes comerciais, mas chegámos à conclusão que precisávamos de correr mais riscos e avançarmos para o outro lado deste negócio, o do distribuidor. Neste momento estamos a concluir os acordos com duas marcas, uma americana e outra israelita, de produtos de bebé que iremos distribuir na Península Ibéria. Estamos a falar B2C, em plataformas online exclusivamente. O comércio online está em franca expansão e nós não pretendemos ficar de fora. É na dicotomia diversificação e continuidade que vemos o futuro da nossa PFS.