“Building tomorrow together”, da Roche, ajuda a concretizar projetos na área das neurociências

Dez ideias com potencial para transformar a vida dos doentes ganham corpo num bootcamp virtual

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– De promessas de medicamentos e diagnósticos para a doença de Alzheimer, a terapias para outras doenças incuráveis, os projetos encontram-se em fase de aceleração.
– Três serão escolhidos como vencedores.

Lisboa, 28 de maio de 2020 – “Building tomorrow together” é o nome de um programa de ‘Open Innovation’ e mentoring da Roche Portugal, com o apoio da Embaixada Suíça. Falamos de dez ideias com potencial para transformar a vida de pessoas com doença neurológica através de fármacos, tratamentos, tecnologias ou dispositivos, que se encontram já em fase de aceleração.
Nem o confinamento que a pandemia de COVID-19 impediu estas ideias de ganharem corpo, graças a uma resposta inovadora por parte da organização. O bootcamp, fase em que as equipas trabalham no terreno com o apoio direto de mentores, inicialmente concebido para durar três dias, adaptou-se, com o apoio da imatch, consultora portuguesa na área de inovação e parceira da iniciativa desde o início e encontra-se a decorrer, ainda que à distância, até junho.
“Proteger o que faz de nós o que somos” é, segundo Paulo Fontoura, Global Head Neuroscience Clinical Development da multinacional, a missão da Roche, feita através da investigação nas neurociências. “Os avanços na compreensão das doenças estão a acelerar, levando a novas terapêuticas” e é nesse sentido que trabalham todos os dias, nomeadamente em patologias para as quais não há cura, como a doença de Alzheimer.
E é nesta área que estão também a trabalhar alguns dos projetos do “Building tomorrow together”. São, ao todo, dez as ideias transformadoras, diferentes entre si mas unidas pela esperança de poderem vir a ser ferramentas para o diagnóstico ou tratamento de diversas doenças neurológicas. É o caso do ProBrain SPAD, um fármaco para a doença de Alzheimer, baseado num mecanismo molecular descrito por dois investigadores a participar no bootcamp, enquanto a iLoF está a desenvolver uma tecnologia que permite, através de uma amostra de sangue, criar uma impressão digital do perfil biológico de cada doente com Alzheimer e permitir o recrutamento rápido das pessoas certas para os ensaios clínicos.
Estudar compostos que possam vir a integrar fármacos destinados a interromper os processos neurodegenerativos característicos das doenças de Parkinson e Alzheimer é a missão da ProtexAging, enquanto para a Exo-Treat o trabalho se tem centrado na busca por uma terapia para a doença de Machado-Joseph, sem cura ou tratamento eficaz.
Recorrendo à realidade virtual, a VR4NeuroPain quer ajudar a reabilitação de pessoas com dor neuropática; a NoOCD City usa o mesmo tipo de tecnologia e na interação cérebro-máquina para apoiar quem sofre de transtorno obsessivo-compulsivo e a Neuro Neckband quer contribuir para a otimização do tratamento de doenças neurológicas, estando a desenvolver um dispositivo com esse objetivo.
A Psychomark concentra-se numa ferramenta de apoio ao diagnóstico e investigação de fármacos em psiquiatria, enquanto o brain.block pretende criar um chip neuronal capaz de receber e transmitir informação de forma pioneira. A estes projetos junta-se ainda a PolyQ-ACT, em busca de uma terapia para patologias neurológicas incuráveis, que pretende o mesmo que as restantes: fazer a diferença na vida dos doentes.
Os três vencedores selecionados vão receber 20 mil, 12.500 e dez mil euros respetivamente, com forte probabilidade de divulgação além-fronteiras.