Mulherendo quer ter voz sobre propostas do BE e pede audiência à Comissão de Saúde

A Mulherendo - Associação Portuguesa de Apoio a Mulheres com Endometriose, solicitou uma audiência à Comissão de Saúde no seguimento dos dois projetos de resolução apresentados pelo Bloco de Esquerda (BE), no Parlamento, e que visam reforçar o acesso a produtos de recolha menstrual e promover o diagnóstico precoce da endometriose.

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“Enquanto única Associação Portuguesa de Apoio a Mulheres com Endometriose, a Mulherendo congratula o Bloco de Esquerda por ter tido a iniciativa de apresentar estas propostas no Parlamento, reforçando assim a importância do trabalho de sensibilização, formação e consciencialização para a problemática da Endometriose que a nossa Associação desenvolve desde 2013, com mérito socialmente reconhecido.”, refere Susana Fonseca, presidente da Mulherendo.
Contudo, a porta-voz da associação considera que a Mulherendo poderia ter sido consultada pelo BE no sentido de poder colaborar na elaboração dos projetos levados à Assembleia da República, no final de maio.
“Não podemos deixar de lamentar ter tido conhecimento desta iniciativa pela comunicação social, bem como, não termos sido ouvidas para a elaboração das propostas a apresentar em representação das pacientes que sofrem com esta patologia. Reforçamos ainda que, algumas das medidas propostas, já se encontram implementadas pela nossa Associação com sucesso”, sublinha Susana Fonseca, anunciando que a associação já solicitou uma audiência à Comissão de Saúde e emitiu um comunicado sobre esta matéria a todos os partidos com assento parlamentar.
De referir que, a criação da Mulherendo – Associação Portuguesa de Apoio a Mulheres com Endometriose, em 2013, veio colmatar a ausência total de informação e apoio às mulheres com Endometriose. Desde a sua constituição que a associação tem por objetivo chamar a atenção da população em geral e da classe médica para a existência desta patologia que afeta 1 em cada 10 mulheres em idade fértil, bem como dar apoio, de forma direta, às pacientes que já possuem o diagnóstico ou que, tendo todos os sintomas, se veem privadas do mesmo por falta de formação específica dos profissionais de saúde a quem recorreram.