“A EXPORTAÇÃO CONTINUA A SER UM DOS PONTOS FORTES DA NOSSA EMPRESA”

Foco na inovação e na qualidade é o lema da Ferpinta Moçambique. Assim, pretende edificar a sua posição no mercado africano e ser uma referência na produção e comercialização de produtos siderúrgicos. Conheça ainda quais foram os desafios que a pandemia da COVID-19 trouxe a esta empresa que, em pleno plano de contingência – e segundo o COO Ricardo Ribeiro - conseguiu aumentar a exportação.

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A Ferpinta Moçambique tem sido, desde 1997, exemplo no mercado empresarial, com atividades em diversos setores, sempre com um olhar empreendedor. Que balanço faz de todos estes anos de história e de que forma primam pela diferença?
A Ferpinta Moçambique advém de um investimento do Grupo Ferpinta nos mercados de África remontando aos anos 90. Não apenas na área siderúrgica, onde é líder de mercado, como também na área das alfaias agrícolas com a Herculano, ou em construção de estruturas metálicas pela Fermóvel. A visão empreendedora do Comendador Fernando Pinho Teixeira (fundador da Ferpinta) é hoje continuada pela segunda e terceira geração da família. África nunca foi vista pelo grupo como um “oásis”, mas sim como um mercado com enorme potencial futuro.

Sabemos que asseguram soluções personalizadas e adaptadas para cada cliente. Que serviços podemos encontrar na Ferpinta Moçambique?
Dentro da área siderúrgica, uma das grandes mais valias da Ferpinta é, além da elevada qualidade dos produtos produzidos (tubo, chapa e calha), a capacidade de adaptação de cada um deles à necessidade do cliente no que diz respeito a medidas. Além da produção de produto standard, dispomo-nos à execução do produto adaptado à medida do cliente. A quantitativa compra de matéria-prima da Ferpinta Moçambique permite-nos ser grandemente competitivos mesmo em quantidades reduzidas.
No que diz respeito às Alfaias Agrícolas temos a capacidade de adaptar produtos à necessidade do mercado/cliente partindo de um modelo standard.
Sobre as estruturas metálicas, elaboramos projetos totalmente “taylor made”, desde pavilhões industriais a tendas para eventos, mobiliário e hospitalar.

O Grupo Ferpinta pauta-se pela flexibilidade e capacidade de resposta imediata aos novos desafios. Atendendo ao atual momento excecional provocado pela pandemia COVID-19, de que forma se reinventaram e ajustaram a vossa metodologia de trabalho?
Em Moçambique, como sabemos, a realidade é bastante díspar daquilo que é a realidade Europeia. Concerne à Ferpinta Moçambique transpor aquilo que é a realidade Europeia para África. Pautamos por conceder a todos os colaboradores as ferramentas essenciais para que se protejam quer dentro da empresa, quer fora dela. Facultamos luvas, máscaras e soluções desinfetantes, quer para uso interno quer para levarem para suas casas.
Criamos barreiras físicas por forma a proteger o pessoal administrativo, e construímos marcações para que os colaboradores fabris evitem o contacto social entre eles e trabalhem em segurança.
Apesar da grande quebra no volume de negócios, mantivemos até hoje 100% dos postos de trabalho.

A Ferpinta emprega mais de 1100 colaboradores, espalhados por Portugal, Espanha, Angola e Moçambique. Garantir a segurança e saúde pública dos mesmos foi uma prioridade? Que soluções implementaram nesse sentido?
No que concerne ao tema da COVID-19, na Ferpinta desde cedo definimos o plano de contingência, formação sobre o mesmo, dinamizamos campanhas de informação e sensibilização, procedemos à distribuição de máscaras e suportamos um sistema de desinfeção permanente das instalações industriais. Medidas que nos permitiram estar mais bem preparados quando o estado de emergência foi decretado. Após esse período, desenvolvemos um elevado conjunto de ações, preparamos gabinetes e chão de fábrica e implementamos o teletrabalho onde era possível ou necessário. Mais do que tudo assumimos também como prioridade o “acompanhamento” de forma transversal da COVID-19 na vida dos colaboradores, o que passou pela criação de uma linha telefónica de apoio permanente a colaboradores e família para apoiar em questões sobre o tema ou que se encontrassem em quarentena, campanhas de informação/sensibilização de boas práticas a adotar dentro e fora da empresa e, mais recentemente, lançamos uma campanha de vacinação contra a gripe, sendo os cultos totalmente suportados pela empresa.

Atingir novos mercados e consequente aumento de exportações faz parte da estratégia do crescimento da empresa, apoiada na sua forte capacidade de produção. No atual contexto em que vivemos, esta estratégia foi alvo de reavaliação? Quão impactante o coronavírus se tornou, no que concerne à exportação e diversificação do mercado?
A exportação continua a ser um dos pontos fortes da nossa empresa. Com a COVID-19 tivemos, definitivamente, que nos reinventar e procurar novos mercados, mercados esses onde por motivos de escassez de produto, encerramento de fábricas, portos em “quarentena”, entre outros motivos, conseguimos integrar o nosso produto, aumentando assim a exportação.

Considera que abordaram toda esta situação como uma oportunidade, adaptada e com uma perspetiva inovadora? Que ideias surgiram?
Como na maioria dos negócios, o precípuo da Ferpinta Moçambique é comprar bem e vender melhor. A queda de valores de “commodities” foi transversal e o aço não escapou a uma descida. Comprar nesse momento pode ser uma oportunidade, mas aporta, como é óbvio, algum risco (continuar a descer o valor do aço, ou falta de consumo). A Ferpinta Moçambique procurou gerir da melhor forma esse período por forma a colher no futuro maior competitividade.

Fazendo jus à sua cronologia de sucesso, o que podemos continuar a esperar da Ferpinta Moçambique?
Crescimento sustentável e entrada em novos mercados Africanos nos próximos anos.