AUREN PORTUGAL: DUAS DÉCADAS A PROMOVER VALOR

Alcançar duas décadas de atividade não é para todos e somente uma marca fundada em pilares como a excelência, o rigor e a transparência o conseguem. De quem falamos? Da Auren Portugal - Auditoria, Assessoria, Consultoria, que este ano comemora 20 anos de serviço em território nacional. Victor Ladeiro, Administrador da marca, falou com a Revista Pontos de Vista sobre estas duas décadas e como a instituição tem vindo a assumir-se como um player de excelência no mercado luso.

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A Auren tem como missão criar valor e contribuir para o desenvolvimento sustentável da sociedade, organizações e pessoas através dos seus serviços de qualidade que diferentes países do mundo têm o prazer de conhecer – e há 20 anos que Portugal não é exceção. Que balanço faz de todos estes anos de sucesso? Quais foram, até então, os marcos mais importantes?
O nosso percurso iniciou-se nos anos 90, com a constituição da sociedade “Pereira Rosa, Victor Ladeiro, SROC, S.A.” à qual se juntaram mais tarde outros dois sócios, todos ex-auditores das big four. No final dessa década, num bom momento que vivia a economia portuguesa, merecemos a confiança de um importante grupo empresarial nacional, que nos contratou para o apoiar nas Due Diligence financeiras no contexto do seu processo de internacionalização. Este cliente alavancou a nossa faturação e permitiu-nos ser referenciados para muitas outras PME’s portuguesas. Em 2000, alcançámos um marco evolutivo determinante com a integração na Auren Internacional.
Como membros da Auren, consultora internacional nas áreas da auditoria, assessoria financeira e consultoria de gestão, alargamos os nossos serviços (que até então se limitavam à área da auditoria e fiscalidade). Com efeito, passámos a desenvolver igualmente as áreas da assessoria financeira e consultoria de gestão.
Assim, o balanço que fazemos desde o início até à data presente é muito positivo. Contámos com um crescimento sustentado, ganhámos reputação em termos de qualidade e apostámos numa relação de forte confiança e proximidade com os clientes, assumindo-nos como uma alternativa credível às consultoras big four no tecido empresarial português.

Auditoria Financeira, Assessoria, Consultoria de Gestão e Finanças Corporativas são os serviços de qualidade de que falamos. Interessa compreender, tendo em conta o mercado nacional e internacional (cada vez mais) competitivo, o que vos diferença da concorrência? Porque devemos escolher a Auren como parceira de negócios?
A Auren tem uma cultura própria caracterizada pela multidisciplinariedade dos serviços que presta, dispondo de um portfolio de clientes comparável com outra qualquer empresa com um nível alto de diversidade. Ter um portfolio amplo distingue-nos de muitos dos nossos concorrentes e permite-nos estar preparados para os momentos menos bons da economia, altura em que os nossos clientes necessitam da nossa confiança e proximidade. A proximidade ao cliente é um dos valores basilares da nossa diferenciação. Incentivamos as nossas equipas a partilhar know-how e a resolução de problemas, criando uma base de conhecimento viva, disponível a todos, com envolvimento técnico direto dos sócios. Esta abordagem de parceria com o cliente é amplamente reconhecida no mercado, constituindo prova da fidelização da grande maioria da nossa carteira de clientes nas últimas duas décadas.

Assumir responsabilidade pela sociedade é parte integrante dos valores corporativos, apoiados e praticados por todos os profissionais da Auren. Mas não só, também a inovação está incluída no quadro das prioridades da empresa. Com um mundo em constante mudança, de que forma acompanham esta evolução sem descurar a proximidade com o cliente, a qualidade nos serviços e a ética profissional?
Nos anos em que ingressámos na profissão a melhor inovação introduzida correspondia a fichas perfuradas para o cálculo das contas. Hoje, tal como em outros sectores, a tecnologia alterou totalmente a forma de trabalhar dos auditores. Deixou de ser necessário fazer comprovações aleatórias, visto que actualmente, com as novas ferramentas disponíveis, pode rever-se quase tudo. Para acompanharmos as novas tecnologias, a Auren tem vindo a implementar planos anuais de formação, a cuja frequência estão obrigados os seus colaboradores. Em termos internacionais, toda a rede Auren tem objetivos anuais de assessment de soluções inovadoras. Mas acreditamos que o desafio mais importante é acompanhar as mudanças na cultura e na economia. Na conferência anual da Auren Internacional, na qual participam todos os países e as equipas da Auren, metade do tempo é sempre dedicado a dois painéis: o futuro da organização e das suas pessoas bem como a partilha de conhecimento. Temos consciência que o mundo está a mudar de forma muito rápida e que a nossa profissão terá de se reinventar para continuar a atrair e reter talento. O contacto com as novas gerações também é fulcral para antevermos as alterações do mercado. Neste âmbito, não somos exceção, contactamos regularmente com os centros de recrutamento das faculdades com mais prestígio, incentivamos que colaboradores mais juniores partilhem a sua visão nos projetos em que participam e estamos, por etapas, a adaptar a linguagem, comunicação e a nossa estrutura organizacional à próxima geração de líderes e decisores.

Os recursos humanos de qualquer organização são, de facto, uma peça fundamental para a sua vitalidade, veemência e por fim, sucesso das relações empresariais em vigor. Sabemos que na Auren existe um conjunto de princípios pelos quais os colaboradores se devem reger, e de igual forma da empresa para com os mesmos. Quão importante é para ambas as partes, que a cultura corporativa seja cumprida?
Este aspeto é fundamental para a Auren. As nossas equipas são a nossa “linha da frente”, ou seja, são os primeiros a demonstrar o significado, na prática, dos valores e princípios da Auren. E são esses valores que nos diferenciam e fazem com que as empresas nos escolham. Através da comunicação interna, formação e gestão de equipas partilhamos de forma contínua a mensagem da Proximidade, isto é, não nos limitarmos a dar pareceres ou soluções. A nossa prática é ir mais longe: explicamos as nossas sugestões e estamos 100% disponíveis para clarificar aspetos técnicos, criando uma verdadeira relação de confiança e transparência com os nossos clientes.

Na Auren concordaram ainda em adotar os Dez Princípios do Pacto Global das Nações Unidas na promoção dos direitos humanos, normas de trabalho, não discriminação, erradicação do trabalho infantil, proteção do meio ambiente e combate à corrupção. Este ratificar das convicções humanas partiram de que necessidade? O que os motiva?
A responsabilidade social acompanha a Auren desde a sua génese. Sempre quisemos ter um impacto positivo na nossa sociedade e contribuir para a melhoria da vida das comunidades onde nos inserimos. Não se trata de ser “politicamente correto” – temos a total convicção que o respeito destes princípios é salutar para a sociedade e ao negócio, isto é, contribui para a melhoria do desempenho de todos os nossos stakeholders – colaboradores, clientes, fornecedores e parceiros. Se as empresas, incluindo a nossa, estão inseridas num determinado ecossistema socioeconómico, queremos ter um papel decisivo na melhoria desse ecossistema, contribuindo para que se torne mais sustentável, transparente e inclusivo. No que diz respeito, por exemplo, aos nossos serviços de auditoria, assumimos, com responsabilidade, o papel de contribuir para o bem-comum da sociedade e correto funcionamento da economia.

Presente numa sociedade atualmente incerta, a COVID-19 veio destabilizar pessoas, negócios e organizações que viram a sua metodologia de trabalho de sempre, de certa forma, tremida pelas consequências económicas e sociais que se instalaram. Com a base sólida de 20 anos em Portugal, qual foi o impacto da pandemia no seio da Auren? O que mudou?
A proximidade com os clientes manteve-se, apenas se alteraram os canais de comunicação. Os primeiros dois meses foram, obviamente, desafiantes. Tivemos de nos adaptar, quando em simultâneo tínhamos também de dar resposta às necessidades de adaptação dos nossos clientes. No plano interno, introduzimos mudanças para garantir a plena utilização das apps de trabalho colaborativo que asseguravam a fluidez e a segurança do teletrabalho. Ao mesmo tempo, apostámos na comunicação interna, para que se reforçassem os contactos com os clientes, com o objetivo de transmitir a nossa total disponibilidade, agora através do telefone e conferências via zoom, teams, etc. Fizemos inclusivamente uma campanha com essa mensagem, através de destaques no nosso site, envio de newsletters e publicações nas redes sociais. De resto, foi fácil a adaptação às normas em vigor, sobretudo por parte das nossas equipas que se adaptaram bem ao teletrabalho.

Os clientes precisaram certamente de sentir um maior apoio por parte dos seus parceiros. Qual foi o contributo da Auren no que à proximidade e auxílio diz respeito, nesta fase atípica? Predominou o olhar atento já conhecido por parte da empresa, numa possível oportunidade para inovar mais uma vez os seus serviços?
O que nos diferenciou neste período foi a rapidez na resposta e uma intensa proatividade. Com um grande fluxo de nova legislação fiscal, laboral e a relativa a apoios às empresas, tomámos a iniciativa de, por um lado, analisar as soluções legalmente disponíveis e, por outro lado, comunicá-las antecipadamente aos clientes. Como dispomos de um património de confiança e proximidade com os clientes – apesar do momento instável e do grande fluxo de soluções apresentadas pelo Governo – eles seguiram as nossas sugestões e puderam, assim, de forma célere, adotar as soluções mais adequadas. Tivemos muito retorno positivo nesta fase de instabilidade, pois as empresas valorizam particularmente ter um parceiro em quem confiar.

Duas décadas em território luso e celebrado num ano incomum, que mais-valias acreditam que podem retirar de todo este processo de aprendizagem a assim praticá-las no futuro?
A experiência e conhecimento acumulado (nacional e internacional) é enorme. Repare que, só em Portugal, acompanhámos os nossos clientes na transição para uma nova moeda, numa intervenção da Troika, na mudança para a geração digital, tudo durante uma sucessão de governos e várias crises. Se falássemos dos restantes países onde trabalhamos, a lista de acontecimentos a assinalar seria ainda maior. A grande aprendizagem é esta, valorizar a mais-valia trazida pela experiência e garantir que esse conhecimento continua vivo e acessível a todos. Na Auren, tudo o que sabemos sobre empresas, incorporamos nos nossos procedimentos, modelos e metodologias. Assim, as nossas equipas retêm e co-criam esse know-how, que passa de geração em geração. Isto também significa, obviamente, que apostar na retenção de talentos é estratégico para a Auren. Criar relações de longo termo com os nossos colaboradores é contribuir para perpetuar a cultura, expertise e valores da Auren.