“A FABRIMETAL ACREDITA EM ANGOLA E IRÁ CONTINUAR A APOSTAR NO MERCADO NACIONAL E A REFORÇAR OS INVESTIMENTOS NO PAÍS”

Com dez anos de vida, que comemora este ano, a Fabrimetal é hoje um dos principais players no mercado no seu setor de atuação, prestando um serviço de excelência, qualidade e rigor, buscando sempre a satisfação completa dos seus clientes e parceiros. No sentido de compreendermos um pouco as razões que levam a marca a estar neste patamar cimeiro, a Revista Pontos de Vista esteve à conversa com Luís Diogo, Diretor Geral da Fabrimetal, que num discurso concreto e eloquente, assumiu que o grande compromisso da marca com Angola passa pelo aço, assegurando ainda que a “FABRIMETAL acredita em Angola e irá continuar a apostar no mercado nacional e certamente reforçará os seus investimentos no país”.

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Edificada em 2006, a Fabrimetal é um fabricante líder no mercado. Que aspetos diferenciadores têm marcado o percurso da empresa, levando-a a atingir uma posição de reconhecimento?
Efetivamente a empresa foi constituída em 2006, todavia apenas iniciou a sua atividade produtiva em novembro 2010. Os aspetos diferenciadores foram, essencialmente, o materializar no mercado os nossos valores. Ser Ético na gestão dos negócios, uma política comercial sustentável atuando com espírito de liderança, forte comprometimento com o País e forte aposta na qualidade.

Podemos afirmar que a Fabrimetal contribui para o rápido desenvolvimento das infraestruturas de Angola. De que forma a “força do aço” fomenta esta ideia?
Sim. A Fabrimetal contribuiu e continua a contribuir para o rápido desenvolvimento das infraestruturas do país, eliminando a dependência da importação, apoiando a crescente indústria da construção civil, reduzindo a poluição ambiental, usando sucata ferrosa nacional no processo produtivo e criando emprego para os Angolanos, diretos e indiretos. Ainda no passado dia 12 de outubro, fruto de um reinvestimento de cerca de 21 milhões de dólares, inaugurámos mais uma nova linha de produção de produtos complementares ao Varão de Aço, nomeadamente cantoneiras, barras e perfis, cuja produção nacional era inexistente, ou seja, mais produto nacional de qualidade que será colocado à disposição do mercado nacional, reduzindo uma vez mais os níveis de importação do País.

Além disso, contribui também para a economia, uma vez que a Fabrimetal emprega mais de 500 Angolanos na sua fábrica. Construir uma forma de vida sustentável para a população é uma das prioridades?
Sem dúvida que sim. Ao gerarmos emprego estamos a gerar rendimento para muitas famílias, melhorando as suas condições de vida. Com o recurso a matéria prima nacional, sucata ferrosa, estamos por um lado a contribuir de forma significativa para o meio ambiente e também a gerar rendimento aos muitos fornecedores que nos fornecem esta mesma matéria prima, melhorando também as suas condições de vida. Acredito que a nossa presença no mercado gera um significativo valor agregado às comunidades que nos rodeiam e ao País em geral.

Acredita que a Fabrimetal está a fortalecer Angola e a ajudar a despertar o seu potencial?
Não querendo ser presunçoso, acho que sim. A Fabrimetal começou com uma capacidade produtiva de 3000 toneladas/mês e hoje estamos com 12.500! Apesar de todas as dificuldades, é possível produzir localmente com qualidade internacional. Com resiliência e espírito de liderança é possível formar bons quadros nacionais e ter uma força de trabalho capaz de superar desafios e atingir metas. Angola tem um potencial enorme, sendo a sua população jovem um dos seus principais ativos.

Atualmente, exportam para RDC, Mali, Gana, Senegal e Burnika Faso. A criação da nova linha de produção de aço tem como objetivo aumentar a exportação, e consequentemente a empregabilidade?
Com esta nova linha de produção pretendemos aumentar os nossos níveis de exportação, oferecendo maior gama de produto, não colocando em causa o fornecimento ao mercado nacional, que continua a ser a nossa prioridade. Ao nível da empregabilidade iremos certamente aumentar, direta e indiretamente.

No que difere esta nova linha de produção de aço, comparativamente à já existente?
Esta linha de produção, apesar de ter como base a mesma matéria prima, vai produzir produtos que terão um alcance diferente no mercado. Não se destinam apenas à grande construção de base, irão alimentar também as metalomecânicas e as serralharias que, como se sabe, têm um impacto muito grande no desenvolvimento do país, pois grande parte delas são pequenas e médias empresas que com acesso a este produto no mercado nacional, irão certamente desenvolver-se muito mais.

Tendo em conta a atual situação pandémica global provocada pela COVID-19, considera que este novo produto será uma mais-valia para um aumento de oferta no mercado local e posterior conquista de outros? Também ele é motivado para fornecer apoio à economia, correto?
Irá certamente contribuir para aumentar a oferta nacional e servir de alavanca também para as nossas exportações, abrindo a possibilidade de poder exportar para mercados que ainda não exploramos. Todavia, a contínua “gestão” desta pandemia, continuará a ser com certeza um grande desafio.

A terminar, como pretende continuar a prosperar o futuro da Fabrimetal como tem sido realizado até então – e a orgulhar a Lusofonia?
A FABRIMETAL acredita em Angola e irá continuar a apostar no mercado nacional e certamente reforçará os seus investimentos no país. “O nosso compromisso com Angola é Aço”. Quanto à lusofonia, pessoalmente, sinto-me honrado pela missão que os acionistas me confiaram e espero continuar a dar o meu melhor, enquanto pessoa e gestor, para o desenvolvimento de Angola. ▪