“QUEREMOS SER O ALICERCE E O VETOR DETERMINANTE NOS NOVOS HORIZONTES EMPRESARIAIS”

É fundamental que se promova uma melhoria da vitalidade das atividades de desenvolvimento de projetos com promoção de valor acrescentado no domínio dos diversos setores nos países lusófonos, assegurando assim o colmatar das lacunas ainda existentes neste cenário. Neste sentido, fomos conversar com Manuel Lázaro, Presidente da Direção da Associação para o Desenvolvimento e Investimento Empresarial na Lusofonia, “ADIELSUMUS”, edificada em 2018 e que tem vindo a ser um promotor essencial e chave no desenvolvimento sustentado dos países da Lusofonia.

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A AdielSumus foi concretizada em 2018, com o foco de encontrar todas as soluções integradas de apoio à apresentação, construção e conclusão de projetos em qualquer país da Lusofonia. Como surgiu a ideia da Associação e que balanço faz deste período de inteira dedicação?
Em outubro de 2016, em Talatona – Luanda, Angola, por ocasião da feira de turismo Okavango/Bitur, como CEO da Alegrangola, S.A., (empresa de direito angolano), organizei, em parceria com o Ministério de Hotelaria e Turismo (Minhotur) e com o Infotur, com o apoio da companhia área TAAG, a visita a Luanda de uma representação de direção da MSC Cruzeiros, o Dr. Eduardo Cabrita, e os responsáveis do Porto de Lisboa para os Cruzeiros (o porto recebia neste ano 500 mil passageiros). Já em Angola, juntamente com uma comissão intersetorial para o turismo, integrada por um membro de cada Ministério, nomeados pelo antigo Presidente José Eduardo dos Santos, realizámos visitas técnicas a vários Portos Angolanos.
Em conjunto, a Alegrangola, S.A., e a MSC Cruzeiros, desenvolveram um projeto de turismo marítimo para Angola, que está pronto para ser apresentado. Em termos de projeto nacional e/ou internacional, este será um grande passo para o turismo de cruzeiros no território angolano, a importância espelhada na boa recetividade demonstrada pelo Executivo, com o então Ministro da Hotelaria e Turismo e o Diretor do Infotur. O projeto já foi apresentado ao atual Executivo Angolano e está pronto para implementação assim que estejam reunidas as condições necessárias para a sua execução técnica (ports assessments) e financeira, tal como a confirmação pelo BNA de saída de divisas do país, cumprindo-se com um acordo contratual, entre todas as partes e a companhia MSC Cruzeiros.
Surge assim, dois anos depois, em 2018, fruto da experiência vivida em África e deste forte grupo de trabalho, a ideia da Associação e do projeto “Associação para o desenvolvimento e investimento empresarial na Lusofonia”. O nome surge da junção da expressão em latim Ad Sumus (“Estamos Presentes”) e com a palavra “Adiel”, e assim toma corpo a “AdielSumus – Associação para o desenvolvimento e investimento empresarial na Lusofonia”, a qual nasce efetivamente a 24 de abril de 2019, com três sócios fundadores: um engenheiro, uma médica e uma advogada.
Somos 24 Membros do Conselho de Fundação, Órgãos Sociais e os Diretores das Delegações nos seguintes países: Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné Bissau, Macau, Moçambique. No corrente mês, foram nomeadas as diversas comissões de instalação, assim como as equipas, que se querem multidisciplinares e pertencentes às mais variadas áreas de negócio.

A AdielSumus assume que “traz ao mundo cinzento uma cor mais alegre”. Sabemos que inúmeras são as suas conquistas e vitórias que terminaram já com esse final feliz. Fale-nos delas.
A AdielSumus, é uma associação empresarial de promotores de projetos e investidores, tem como missão promover o desenvolvimento de projetos de sucesso, nacional e/ou internacionalmente, conjugando os recursos com um conjunto de técnicos habilitados em diferentes setores empresariais, trabalhando sempre com os investidores, públicos ou privados.
Temos hoje uma presença nos cinco continentes do planeta, nos países da Lusofonia, faltando somente São Tomé e Príncipe e Timor Leste, onde já estamos a trabalhar para o efeito, esperamos integrar estes países, assim que possível. Estas conquistas engrandecem a AdielSumus, tornando-a globalmente produtiva e contributiva economicamente, principalmente na Lusofonia.
Sendo também a nossa visão humanitária e social, queremos sim, levar ao mundo cinzento, uma cor mais alegre, e mais ainda neste contexto de grande pandemia do século XXI.
No segundo trimestre de 2021, se a pandemia em curso nos permitir, esperamos fazer a nossa primeira intervenção e com o apoio da nossa Delegação de Moçambique, pretendemos enviar uma missão médica para este país. Integrarão esta futura missão, duas equipas de médicos e enfermeiros (na área de ginecologia especialistas pós-partos) com outros parceiros institucionais, com todos aqueles que a nós se queiram juntar, a concretizar esta ação de cariz social.
Porquê Moçambique? Em 1º lugar pelas razões que todos conhecemos, que vão desde as necessidades de saúde e humanitárias, provocadas pelas intempéries e catástrofes que, de vez em quando, assola o país (2019 foi exemplo).
Em 2º lugar, pelo facto de a vice-presidente da nossa instituição ser médica Ginecologista-Obstetra, tendo no início da sua carreira, e com a AMI, exercido uma longa missão na região da Beira; está realmente no nosso ADN, sermos contributivos e parceiros humanitários para a Lusofonia e para com este maravilhoso povo.

Delegação de Faro, inaugurada a 17 de outubro, será acrescentada à lista dessas mesmas conquistas que prazerosamente falamos. O que veio a complementar às já existentes? Quais são as ideias e os ideais principais para este novo espaço?
Embora a sede da associação se encontre em Lisboa, no Saldanha, efetivamente inaugurámos a delegação em Faro, no dia 17 de outubro de 2020. Não foi tão simples como esperávamos, devido às restrições do estado de calamidade, mas com um comité restrito e cumprindo todas as regras e normas impostas, com muito trabalho e um consequente investimento, foi possível inaugurar e realizar o objetivo a que nos tínhamos proposto.
Aproveito esta ocasião para agradecer a todos os que nos apoiaram nesta inauguração, nomeadamente o Presidente da Câmara de Faro, Rogério Bacalhau, que se fez representar, pelo seu Diretor de Gabinete o Dr. Henrique Gomes, o Dr. Emmanuel Kabungulu, vindo de Madrid para o efeito, com a sua importante contribuição financeira para este evento, e aqueles que se fizeram presentes desde Lisboa, e também de congratular o nosso primeiro membro Honorário, Dr. Eduardo Cabrita, agradeço ainda, a todos os Membros do Conselho de Fundação, por mim convidados para integrar este projeto, cada um na sua área de atividade profissional (médicos, advogados, enfermeiros, economistas, arquitetos, turismólogos, shipping, empresários, entre outros), pois todos foram primordiais para alcançarmos, juntos, este primeiro sucesso.
Pelos importantes laços de amizade criados e pelas parcerias já estabelecidas e existentes desde 2015, pela minha estadia, enquanto empresário em Angola, o passo seguinte será, de abrir a delegação em Luanda, e daí dar continuidade aos projetos já em curso e a todos os novos que venham a surgir. Assim que a situação pandémica nos permitir, retomar o trabalho e abrir todas as delegações nos restantes Países irmãos, e por ordem alfabética.
Conseguimos concluir, finalmente, a 19 de junho de 2020, a eleição dos corpos Sociais; iniciámos com 18 (dezoito) membros fundadores em 2018, em 2020 formamos um grupo de 24 (vinte e quatro). A Covid-19 fez com que os meios de comunicação online nos catapultassem, o que nos permitiu, a comunicação mais regular com mais pessoas do mundo da CPLP, que se juntaram a nós, e tornaram a AdielSumus, uma associação ainda mais inovadora, mais moderna, com maior credibilidade, sem fronteiras e com uma visão de gestão diferenciada.
Pretendemos estabelecer, em conjunto com as delegações em curso de instalação dos países representados, ferramentas para recolha e partilha de informação entre as instituições e os executivos dos países (todos aqueles que assim desejarem), com modelos padronizados, para acordos e memorandos simples, normas, diretrizes e códigos de conduta, entre as partes interessadas.
A Direção da AdielSumus, liderada pelos três membros da Direção Geral, eu, a Dra. Malden, e o Dr. Afonso, é responsável pela definição de toda a estratégia e atuação da mesma, nas áreas de interesse mútuo (sem prejuízo do papel relevante e contributo dos membros fundadores). A nossa primeira imagem de marca, criada na delegação em Faro, que será a base para todas as futuras delegações nos países Lusófonos, foi criada com alguns dos membros fundadores, e auxiliada pela GS Design de Faro.

Garantem serviços de alto valor acrescentado através de procedimentos rigorosos e conhecimentos de excelência. De que forma promovem o desenvolvimento de projetos de sucesso a nível nacional e internacional?
O maior desafio, desde o início do ano, e neste contexto pandémico, tem sido promover o investimento estrangeiro direto e/ou angariar parcerias credíveis, como motor das exportações dos nossos parceiros, entre outros. Devemos manter uma fé inabalável, um trabalho persistente e contínuo na condução de uma política de investimento e internacionalização das exportações dos parceiros empresariais.
Sejam projetos de menor ou maior dimensão, na Europa, África, China, Brasil, entre outros, os investidores procuram recursos humanos com competências específicas. As empresas procuram, cada vez mais, formas alternativas para os seus investimentos, e consequentemente mais cooperação industrial e científica.

Como nos pode descrever o desenvolvimento e investimento empresarial na Lusofonia ao longo dos anos? Que evolução realça no que à proximidade, união e construção de parcerias dos países diz respeito?
Na Europa, as empresas buscam e pretendem adquirir valor e inovação, diferenciação e qualidade, e não tanto incentivos e localizações, para isso têm outros mercados, como os “BRICS”, com outras formas de abordagem, como a subcontratação. Esta postura, esta pretensão, acaba por refletir-se na Lusofonia (países da Europa/CPLP) e no seu desenvolvimento e investimento empresarial, e muitas das vezes, hoje em dia, com “saldo positivo”!
Entre os países e respetivos Executivos, tem-se observado, cada vez mais, uma maior proximidade/parcerias e consequentemente uma evolução, devido ao envolvimento de entidades com trabalho reconhecido e forte presença no mercado. É neste contexto que esperamos enquadrar a AdielSumus, procurar satisfazer as necessidades dos clientes empresariais, e fornecer-lhes as soluções que procuram. Acreditamos que o papel da AdielSumus será de extrema importância, na medida em que pretende colmatar e satisfazer estas ditas necessidades, focando, selecionando e direcionando as mesmas, em complemento com recolha de informação setorial e de negócio junto dos vários organismos públicos, em coordenação com os business plan adequados e as respetivas políticas locais.
Particularmente, a AdielSumus, mais do que um facilitador de projetos de investimentos empresariais, pretende ser um parceiro consultivo, capaz de oferecer soluções adequadas às empresas portuguesas e dos países onde estamos representados. Realizámos, até à data, parcerias com entidades/parceiros internacionais, como é o caso da ABRINTER no Brasil (São Paulo), setor de energias renováveis, com mais de 18.000 membros associados; e, num futuro próximo, com a ABRIG no Brasil, (Brasília) e acordos com empresas no setor da construção brasileiras e chinesas, e outras, assim como bancos vocacionados para investimentos em África, e acordos em programas de formação na Lusofonia, entre outros.

Sem aviso prévio, a pandemia da COVID-19 instalou-se nos vários cantos do mundo acabando por prejudicar muitos pelas suas notórias consequências. Ao mesmo tempo, avivou a memória a tantos outros que subestimaram a sua própria resiliência e dedicação. Como é que a AdielSumus enfrentou esse dilema? Quais foram os principais desafios?
A ação das entidades públicas para colmatar as necessidades das empresas, nesta pandemia da Covid-19, deixou, no meu ponto de vista, muito a desejar, e, infelizmente, continua neste registo. A grande maioria das empresas encerrou portas, após longos períodos de lay-off, estrangularam, colapsaram e as faturas continuam a chegar. Um dos desafios da AdielSumus é de se posicionar junto aos parceiros económicos, dentro das suas possibilidades e da atual situação mundial, tentando minimizar este colapso, contrariar a tendência de estrangulamento, fornecendo “balões de oxigénio” com propostas de financiamento dos seus parceiros (bancos ou fundos), a projetos em curso ou novos projetos. E exemplo disso é o Algarve, onde resido, dependente da economia turística, atingiu o dobro de desempregados registados no mesmo período em 2019, penso que esta situação se agravará nos próximos meses, e que venha a ocorrer noutras regiões do mundo.
Tem sido um ano desastroso para as economias dos países industrializados, e, sobretudo em África, onde as necessidades são maiores no que concerne ao investimento empresarial estrangeiro. O mundo empresarial está numa encruzilhada e com um horizonte cinzento pela frente, assim como a maior parte dos Governos/Governantes, e, exemplo disso, é a dificuldade em gerir, lidar e conciliar estes dois polos: Saúde e Economia. Mesmo nestes tempos extremamente difíceis, e tal como acima referido, a AdielSumus tem como prioridade profissional estar a partir deste momento no mercado, respondendo às solicitações empresariais, para o maior sucesso possível das mesmas.

Além das evidentes mudanças que foram obrigatoriamente implementadas para a segurança e saúde pública, que alterações sofreram as vossas práticas nos diferentes setores em que atuam?
Um dos nossos objetivos é estarmos preparados, adaptarmo-nos e saber como atuar no contexto Covid-19; em Portugal e nos países Lusófonos, não esperamos de braços cruzados por dias melhores! Agimos em conformidade e mediante cada realidade, seja a realidade do setor de atuação, seja a realidade do país onde este se encontra! Este tipo de atitude, permite-nos um maior conhecimento das ações e necessidades a implementar em cada país onde estamos representados, contando sempre com a nossa força motora, a partir de Portugal.
Todos os setores foram afetados e, consequentemente, muitos investimentos engavetados. Exemplo disso, é o do setor bancário, que se retraiu na concessão de créditos às empresas, que sofrem dificuldades de tesouraria no seguimento do Lay off, muitos Governos tardaram a agir, com os apoios financeiros necessários para conter esta crise nunca esperada, de uma pandemia mundial, sendo que, em termos do impacto negativo, nos tecidos económicos dos países, levaremos anos a levantar os muitos setores atingidos que já tinham recuperado das últimas crises financeiras.
Será neste contexto que a AdielSumus deve ser uma alavanca para as empresas, que pretendam obter no mercado uma via de escoamento para os seus produtos e mercadorias, através da prestação de serviços de consultoria, em articulação com as várias delegações, as quais são conhecedoras efetivas da regulamentação e necessidades dos país em que se encontram.

O desenvolvimento e investimento empresarial na Lusofonia acarreta há muito um elevado grau de importância. Contudo, concorda que – e atendendo ao atual contexto pandémico – estes, não são apenas igualmente importantes, como ainda mais vitais para a recuperação económica e social? Qual é o seu ponto de vista?
A AdielSumus, tem como objetivo estar ao lado dos Governos e autoridades, neste momento difícil de situação pandémica, e sempre que nos for possível atrair o investimento estrangeiro nas diversas áreas essenciais das suas economias, para que se reflita, também, e com sucesso e diferenciação, na recuperação económica e social. Para concretização de tal objetivo, consideramos crucial e vital, as melhores práticas nas áreas chave do desenvolvimento (avaliação de projetos, elaboração de relatórios, resultados de pesquisas dos ativos, análise do mercado, risco do investimento).
No que respeita aos países Lusófonos, o nosso ponto de vista, a visão dos membros fundadores da AdielSumus, é dar vida aos projetos, é colaborar no seu desenvolvimento, na sua melhoria, preencher lacunas existentes, estabelecer pontes na sua implementação, acrescentar valor aos mesmos, para que desta forma se tinja de sucesso, especialmente no que diz respeito a projetos de exportação, de consultoria e formação, sejam eles do setor de investimentos industriais, turísticos, marítimos, portuários e/ou outros. Acho que não devemos esperar pelo final da crise para darmos o passo seguinte, como estamos agora e neste preciso momento a fazer, mesmo em contramão e opinião de alguns membros, que não será o momento certo para este investimento, mas acredito por experiência própria, que o sucesso surge aos audazes.

O papel da AdielSumus está inteiramente ligado à abertura de novos horizontes empresariais. Podemos, portanto, afirmar que será um alicerce determinante nas dificuldades que empresas e projetos poderão sentir nestes tempos mais incertos?
Queremos, sim, ser o alicerce e o vetor determinante nos novos horizontes empresariais! Queremos, sim, oferecer a solução ideal para as empresas e parceiros institucionais que a nós se dirigem, que nos procuram, que estão connosco! Temos uma equipa! Os nossos Membros são promotores, profissionais de excelência, colaboradores, conselheiros ao investimento, que se encontram disponíveis para contato com potenciais clientes, distribuidores ou parceiros, nos vários mercados da Lusofonia, concebendo agendas que vão de encontro às suas expetativas individuais e/ou empresariais, e tendo como meta a obtenção de maior retorno considerando o enquadramento legal e regulamentar de cada país.
As necessidades de investimento, de exportação, de consultoria, de formação para estes destinos são evidentes e obrigatórias, e a AdielSumus, chega a este mercado para as concretizar, e as satisfazer!

Apesar destas incertezas, é certo que a AdielSumus tudo fará para que os países da Lusofonia se tornem um só. Que novidades estão preparadas para o futuro da Associação? O que nos pode revelar?
Pretendemos representar uma ampla gama de interesses dos associados, advogando na representação de cada setor, para o mercado dos Países Lusófonos.
Pretendemos promover a formação e partilha de conhecimentos nas diferentes áreas, presencialmente ou online, tais como turismo marítimo, shipping, segurança marítima, gestão portuária, agricultura, indústria, serviços, planeamento estratégico. É também nosso objetivo organizar conferências, workshops, eventos internacionais e realizar ações humanitárias e sociais, as quais considero de extrema importância para a nossa instituição, e de grande contributo para os nossos povos de língua portuguesa.


MÁRIO AUGUSTO DE OLIVEIRA SANTOS, COORDENADOR DA COMISSÃO INSTALADORA DA ADIELSUMUS EM ANGOLA
DELEGAÇÃO DE ANGOLA-COMISSÃO INSTALADORA, 2020
A NOSSA VISÃO: A República de Angola é estado membro parceiro de diversas organizações internacionais, tais como Nações Unidas, OPEP, União Africana, CPLP, SADEC e Comunidade de Desenvolvimento da África Austral.
É um país rico em diamantes, ouro, cobre, combustíveis fósseis, fosfatos, feldspato, bauxite e urânio. De igual modo, tem potencialidades agrícolas, (banana, cana-de-açúcar, café, milho, algodão, mandioca, produtos florestais e outros) assim como em pecuária. É de realçar o gado bovino, caprino e suíno.
De igual modo, destacar outras potencialidades, tais como, a piscatória, indústrias diversas em ascensão, de minério, ferro, fosfatos, urânio, cimento, derivados de metal, alimentos processados, cerveja, tabaco, açúcar, têxteis e reparação de navios.
Atendendo à sua importância e perspetivas, o País apresenta um potencial turístico nas 18 Províncias com variadas e diferentes paisagens, dignas de um cartão postal, assim como a existência de inúmeros locais com registo diverso de património histórico cultural, autêntico, diferenciado, com identidade e tradição. Consciente deste potencial, e com o objetivo de transformar Angola num destino turístico de eleição no continente Africano.
O Governo aprovou um plano quadro para o desenvolvimento turístico, onde se destaca a Formação e naturalmente a criação de condições para dotar o país de infraestruturas de apoio ao Turismo, nomeadamente no sector de Hotelaria, Restauração e Atividades Turísticas, com recurso ao investimento privado. A ADIELSUMUS, constituiu em Angola uma comissão instaladora com vista à sua formalização no país, à semelhança dos demais países de expressão de Língua Portuguesa, cujo processo está em curso, não obstante o seu empenho na mobilização de parceiros sociais institucionais e privados, para que com o apoio necessário possa atingir o seu desiderato no quadro do seu objeto social e contribuir para o desenvolvimento económico e social de Angola.

CLEUBER LUIZ SOBRINHO, COORDENADOR DA COMISSÃO INSTALADORA DA ADIELSUMUS NO BRASIL
DELEGAÇÃO DO BRASIL-COMISSÃO INSTALADORA, 2020
A NOSSA VISÃO: O propósito da AdielSumus – Delegação Brasil, é de fomentar o desenvolvimento de projetos e implantação de empreendimentos, e para tanto, estará atuando, direta e indiretamente, ou em conjunto, com entidades públicas e privadas para estudar e apresentar soluções com políticas públicas eficazes e assertivas.
O Brasil é um jogador importante no comércio internacional, e tem provado ser um país aberto e vibrante com uma economia diversificada, e um dos maiores mercados consumidores do mundo. Também tem uma agricultura altamente produtiva, uma ampla e sofisticada base industrial, com um dos setores financeiros mais sólidos e prudentemente regulamentados no G20, o maior mercado de ações na América Latina e recursos naturais abundantes.
A AdielSumus – Delegação Brasil, tem como valores desenvolver as suas atividades com ética, respeito, responsabilidade e integridade, mediante atuação conjunta estratégica com os seus associados, buscando sempre um ambiente de trabalho propício ao desenvolvimento e capacitação profissional com excelência.
A AdielSumus – Delegação Brasil, com base nos objetivos estratégicos, pretende ser reconhecida nacionalmente, como a associação que representa de forma legítima, ética e transparente a cadeia produtiva da indústria brasileira, atuando fortemente na defesa de seus associados e na participação efetiva em políticas públicas do setor, pois a nossa missão, é promover a sinergia entre o setor público e privado, e ser um elemento regulatório ou técnico, buscando geração de renda, postos de trabalho e sustentabilidade para o Brasil.

“A Abrinter é uma entidade sem fins lucrativos, dedicada à representação dos empreendedores que movimentam a economia do país, pois acreditamos que a cooperação entre as empresas é uma forma de torná-las mais competitivas em um mercado muito disputado. Temos como objetivo contribuir para o progresso das empresas e das associações nela filiadas, nos domínios técnico, económico, comercial, associativo, cultural e social. Firmamos hoje no Brasil como uma instituição que participa ativamente na evolução socioeconómica e cultural do país”.

VIRGÍLIO CÉSAR DE PINA CORREIA E SILVA, COORDENADOR DA COMISSÃO INSTALADORA DA ADIELSUMUS EM CABO VERDE
DELEGAÇÃO DE CABO VERDE-COMISSÃO INSTALADORA, 2020
A NOSSA VISÃO: Cabo Verde goza de estabilidade económica, social e política o que lhe tem granjeado respeito e reconhecimento no concerto das nações e de instituições internacionais de apoio ao desenvolvimento, e têm sido considerados dos principais ativos estratégicos de Cabo Verde.
Cabo Verde tem apostado no setor privado, como impulsionador do desenvolvimento, através do investimento direto estrangeiro. Em 2019 a economia cabo-verdiana, apresentava o seu PIB a crescer em 5,7%, e continua criando as condições impulsionadoras para o investimento de empresários nacionais, residentes e emigrantes.
As condições estão sendo criadas e vão sendo aperfeiçoadas e adaptadas por forma a melhorar de forma significativa o ambiente de negócios e, particularmente, para fazer face à difícil conjuntura motivada pelos efeitos da pandemia da COVID-19.
A Adielsumus, ciente da situação socioeconómica do país e alinhado com a missão e os objetivos estratégicos da associação, pretende constituir-se como parceiro no processo de desenvolvimento de Cabo Verde, com especial destaque na promoção do país, na atração de investimentos em áreas chave de desenvolvimento, no apoio ao setor privado nacional em processos de internacionalização, de consultoria especializada, no apoio ao financiamento, na capacitação e captação de recursos humanos, entre outros.
A Adielsumus em Cabo Verde, visa criar as condições, incentivar e incrementar as relações comerciais entre empresas cabo-verdianas e dos outros países representados na Associação e convidar os nossos empresários, individualidades e empresas, a associarem-se à nossa Instituição, fazendo-a crescer, desenvolver e melhor contribuir para o desenvolvimento do nosso país.

SULEIMANE DJALÓ, COORDENADOR DA COMISSÃO INSTALADORA DA ADIELSUMUS NA GUINÉ-BISSAU
DELEGAÇÃO DA GUINÉ-BISSAU-COMISSÃO INSTALADORA, 2020
A NOSSA VISÃO: Uma Guiné-Bissau positiva, politicamente estabilizada pelo desenvolvimento inclusivo, boa governação e preservação da biodiversidade do Arquipélago Bolama-Bijagós, sítio natural e excecional de 80 ilhas e ilhotas, é reconhecido na UNESCO MAB (Man & Biosphere); várias ilhas (e sítios terrestres) são classificadas como RAMSAR (zonas húmidas de importância internacional).
A Adielsumus na Guiné-Bissau, tem a firme convição de que, após todos estes anos de incertezas, e deste ano desastroso de pandemia mundial, tenha chegado finalmente o momento de contruirmos um futuro risonho para as gerações vindouras destes últimos 20 anos. O Governo entende que teremos que investir massiva e eficazmente na saúde, educação e infraestruturas, todavia, temos que, simultaneamente, investir nos guineenses para que cheguem ao pleno emprego e produzam por conta própria, isto é, para que o guineense liberte a sua energia criativa e empreendedora, vencendo a pobreza, “pela sua própria cabeça, com as suas próprias mãos e marchando pelo seus próprios pés.”
A Adielsumus Guiné-Bissau, propõe-se, deste modo a articular os parceiros empresariais na Lusofonia, com as políticas transversais de reforma e incitamento à modernização e industrialização da economia guineense, fazendo recurso, especificamente, neste contexto mundial, aos projetos que estejam acompanhados dos instrumentos de financiamento próprios, pretendendo fundi-los com os Programas de Financiamento do País.
A nossa estratégia para o apoio ao desenvolvimento e investimento no país, será de nos concentrarmos nos projetos de investimento estrangeiro, fomentando emprego e desenvolvimento industrial, 2020-2025.

CARLOS LOBO, COORDENADOR DA COMISSÃO INSTALADORA DA ADIELSUMUS EM MACAU
DELEGAÇÃO DA JURISDIÇÃO DE MACAU-COMISSÃO INSTALADORA, 2020
A NOSSA VISÃO: Macau – o útimo território do império – 20 anos da transição da soberania Portuguesa, uma porta Lusófona para a China, no delta do rio Cantão.
O território de Macau localiza-se a sul da China. Portugal foi a primeira nação ocidental a estabelecer colónias e postos comerciais no Extremo Oriente.
Foi há 20 anos, que numa emotiva cerimónia, Portugal viu a sua bandeira e demais símbolos nacionais, serem substituídos pelos da RAEM – Região Administrativa Especial de Macau.
Vinte anos depois, Macau, um pequeno território que vai conquistando terreno ao Rio das Pérolas, continua a ter uma importante ligação a Portugal, não só por força dos acordos então assinados, mas também porque a língua portuguesa continua a ser a língua oficial e porque os portugueses continuam a sonhar com o Oriente mítico, onde desembarcaram no sec. XVI.
A AdielSumus Macau, é representada pelo Coordenador da Comissão Instaladora, Carlos Lobo. É membro dos corpos sociais da AdielSumus em Portugal. É residente em Macau há mais de 25 anos, tendo exercido funções para o Governo da Região Administrativa Especial de Macau, durante vários anos, bem como na maior operadora de jogo daquela região, e exercendo neste momento como advogado na área comercial.
É também bastante ativo nas áreas associativas, sendo Presidente da Câmara de Comércio de Angola em Macau e Vice Presidente da Associação Sino-Lusófona da Indústria e Promoção de Intercâmbio Cultural (Macau).

RENÉ MUCAVELE, COORDENADOR DA COMISSÃO INSTALADORA DA ADIELSUMUS EM MOÇAMBIQUE
DELEGAÇÃO DE MOÇAMBIQUE-COMISSÃO INSTALADORA, 2020
A NOSSA VISÃO: “Terra dos Sorrisos!” Num país com a vida selvagem do incrível Parque Nacional de Gorongosa, a ilha de Moçambique, o paradisíaco Arquipélago das Quirimbas, a praia do Tofo, a cosmopolita capital Maputo, o charme de Inhambane, o Arquipélago de Bazaruto, o Lago e Reserva de Niassa, a cidade costeira de Pemba e até mesmo a barragem de Cahora Bassa, não faltam motivos para se encetarem viagens e investir em Moçambique.
No que diz respeito à situação económica, à semelhança do que está a acontecer em todas as economias, a ocorrência da pandemia Covid-19, está a afetar negativamente a economia Moçambicana. Em janeiro de 2020, a previsão da taxa de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) era de 4,3%, apesar das adversidades macroeconómicas geradas pela ocorrência dos ciclones Idai e Kenneth em 2019. Contudo, por conta da pandemia, a previsão da taxa de crescimento foi revista em baixa, passando para 2,2% num cenário pessimista ou 3,8% num cenário optimista, podendo passar ainda por outra revisão.
A Adielsumus Moçambique, em termos de potencialidades económicas, irá inserir-se neste contexto, direcionando a sua ação, para a realização dos investimentos e projetos nos objetivos da luta contra a pobreza e promoção do desenvolvimento económico. A República de Moçambique, atribui particular importância ao investimento direto estrangeiro, como um complemento dos esforços nacionais nessa direção; Investir num país longínquo pode representar um grande desafio.
A Adielsumus Moçambique, é o parceiro necessário para apresentar as propostas de investimento ao Centro de Promoção de Investimentos (CPI) ou ao Gabinete das Zonas Económicas de Desenvolvimento Acelerado (GAZEDA) em formulário próprio, em língua portuguesa ou inglesa.

EMMANUEL KABUNGULU OMBENI, COORDENADOR DA COMISSÃO INSTALADORA DA ADIELSUMUS DE PAÍSES NÃO LUSÓFONOS
DELEGAÇÃO DE PAÍSES NÃO LUSÓFONOS, 2020
A NOSSA VISÃO: Como representante da Adielsumus para os países não Lusófonos, em representação de 47 países Africanos e sendo Presidente da Federação Africana de Pequenas e Médias Empresas, Vice-Presidente do Conselho de Governação Global (GGC), Coordenador do Fórum Euro-Africano de Investimento no continente africano, estabelecemos quatro objetivos estratégicos para fortalecer a cooperação entre os países lusófonos e não lusófonos, principalmente nos setores dos transportes, proteção ambiental, internacionalização e financiamento de pequenas e médias empresas.
O transporte rodoviário representa 80% do tráfego de carga e 90% do tráfego de passageiros no continente africano, e isso é responsável por 19% dos acidentes de trânsito no mundo devido às más condições das estradas e dos veículos de transporte de passageiros. Por isso, a nossa prioridade é proporcionar aos operadores do setor dos transportes, os financiamentos em condições favoráveis para a renovação da frota de transportes públicos com a colaboração do nosso parceiro e fabricante na China de autocarros ANKAI.
Ao mesmo tempo, África tem 30.725 km de costa, com 90 portos principais, que representam 92% do transporte de mercadorias de e para o continente. Os 29 dos 53 países africanos, têm rios e lagos navegáveis, e a nossa intervenção consiste no apoio financeiro a instituições públicas e privadas para a renovação da sua frota de transporte de carga e passageiros com o nosso parceiro estratégico e fabricante de barcos, JANTLEMARINE.
No setor ambiental, a prioridade da nossa ação é dar uma resposta no combate aos efeitos adversos da poluição no continente, incluindo a qualidade do ar nas residências que atinge cerca de 90% da população de África. A África Subsaariana, a qualidade e o acesso à água doce, a degradação do solo, devido à erosão do solo, salinização, poluição e desmatamento que afetam cerca de 500.000 quilómetros quadrados de terra.
Esta minha posição na Adielsumus não Lusófona, permite fortalecer a cooperação entre os países, reunindo os recursos técnicos e financeiros existentes para oferecer aos países diferentes soluções para a criação de riqueza e o combate à pobreza. A nossa prioridade é apoiar o estabelecimento de centros nacionais de prevenção e controle da poluição, com a colaboração do nosso parceiro OILEA ESP, para tratar dos problemas ambientais do continente.
No setor das Pequenas e Médias Empresas em África, conscientes da sua importância na criação de emprego e riqueza, e dos inúmeros problemas que enfrentam para desenvolver a sua atividade noutros países. Para apoiar o seu crescimento e tirar o máximo partido dos mercados, queremos colocar à disposição das PME a nossa rede de contatos da Federação Africana de Pequenas e Médias Empresas e do Fórum Euro-Africano de Investimento. No setor do financiamento, as PMEs de países africanos, através do nosso parceiro, a Global Governance Council Foundation (GGC), poderão beneficiar do financiamento estabelecido através do novo banco em constituição “Banco de Investimento Sino-Africano”.