VRL Legal: “Eu sou feliz a ajudar os meus Clientes”

Vanessa Rodrigues Lima soube, desde sempre, a missão que a levou à sua carreira profissional. Advogada altamente especializada em Direito de Imigração e Investimento, foi após dez anos de experiência na área que decidiu ouvir a sua intuição e iniciar aquela que é a sua caminhada enquanto empreendedora. A VRL Legal é o seu mais recente projeto e é sobre o mesmo que, em entrevista à Revista Pontos de Vista, confidenciou as suas ambições a médio e longo prazo. Saiba o que o distingue no mercado.

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Natural do Rio de Janeiro, Brasil e neta de avós portugueses, emigrantes, Vanessa Rodrigues Lima esteve, desde cedo, ligada à área das migrações. A sua visão vincada sobre o tema fez com que direcionasse, até aos dias de hoje, o seu percurso profissional em volta daquela é a sua especialização: Imigração e Investimento.
Após a sua licenciatura em Direito pela Faculdade de Direito da Universidade de Coimbra, vários foram os projetos em que teve o orgulho e a destreza de expandir os seus conhecimentos em Direito de Imigração e Investimentos Estrangeiros, Direito Imobiliário, Societário entre outros, sendo que, na última organização pela qual passou – Abreu Advogados -, e onde permaneceu durante quatro anos, esteve durante todo esse mesmo tempo, dedicada à área da Imigração e onde reforçou o know-how necessário para aquele que seria o passo seguinte na sua vida (e o mais arrojado): a VRL Legal.
Com a convicção de que poderia dar mais de si, à sociedade e ao mercado, Vanessa Rodrigues Lima criou a VRL Legal há cerca de um mês, e numa fase complexa como a que vivemos, com a firmeza daquilo que é (e continua) a ser a sua vontade: praticar a sua atividade em nome individual. Mas porquê? “A ideia chave deste projeto é oferecer um serviço altamente especializado e personalizado e, ao mesmo tempo com muita especificidade e, primordialmente, com um acompanhamento completo e contato constante com o Cliente”, esclarece Vanessa Rodrigues Lima.
O que a distingue? A própria afirma que é a “alegria diária. O que eu sinto é que todos os dias são conquistas, mesmo que pequenas, são minhas. Eu sou feliz a ajudar os meus clientes e isso reflete-se no serviço prestado”.

Vertente Pro Bono
Vanessa Rodrigues Lima é a cofundadora e vice-presidente da PAIIR – Portuguese Association of Immigration Investment and Relocation, uma associação privada sem fins lucrativos que se dedica, a vários níveis, em defender a dignidade do setor da Imigração em Portugal.
Ainda assim, diariamente motivada em colmatar as lacunas existentes no mercado da advocacia, a nossa entrevistada não fica por aqui. Em parceria com reconhecidos agentes da área jurídica e empresarial, mas também com o apoio dos seus clientes, a VRL Legal prestará aconselhamento jurídico Pro Bono a pessoas cuja situação pessoal não lhes permita usufruir do mesmo em Portugal. “Há muitas pessoas que, infelizmente, não têm capacidade financeira para pedir aconselhamento, mesmo do mais simples, na área da imigração. Então, a minha ideia é envolver os clientes neste projeto, motivando-os a apoiar estas causas envolvendo-os, ainda que de uma forma indireta, no processo. Posso dizer que muitos dos clientes já aceitaram. O Cliente perceberá como é que o seu apoio surtiu efeito na prática”, afirma a nossa entrevistada. De momento, a vertente Pro Bono está em fase de consolidação e será devidamente estruturada para que este apoio seja justo e eficaz.

Panorama dos Vistos Gold em Portugal
A restrição dos Vistos Gold para Investidores Imobiliários Estrangeiros no litoral e áreas metropolitanas de Lisboa e Porto foi adiado para o início do próximo ano.
Que implicações esta decisão trará ao mercado português? Será este o momento ideal para limitar o programa? Vanessa Rodrigues Lima defende que “os Vistos Gold são um mecanismo de ajuda à economia e ao mercado português. O programa em si tem muito sucesso, os Investidores gostam de Portugal, do sol, do clima, da gastronomia – tudo isto parece cliché, mas são os verdadeiros argumentos do nosso país. O Governo querer limitar o programa, principalmente nesta altura, não faz sentido nenhum”, afirma a nossa entrevistada, acrescentando ainda que “não nos podemos esquecer que os Vistos Gold geram muito emprego indireto… Vários setores sofrerão um grande impacto como estas limitações não sejam repensadas”.
A solução, para Vanessa Rodrigues Lima, passaria não por limitar o programa, mas sim expandir o mesmo de forma a ajudar, por exemplo, o tecido empresarial português que tanto sofreu (e ainda sofre) com a crise pandémica.