SoftFinança na vanguarda das soluções digitais

Hoje vivemos num mundo, fruto da pandemia, que nos levou a adotar diversos formatos na prossecução de, por exemplo, meios de pagamentos eletrónicos – soluções que se tornaram vitais para a continuidade da atividade diária dos indivíduos e das organizações. Neste sentido, Luís Teodoro, Administrador da SoftFinança, uma empresa fortemente consolidada em soluções tecnológicas de transformação digital, deu a conhecer a sua perspetiva sobre o tema, esclarecendo ainda quais serão as tendências no futuro dos pagamentos.

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A SoftFinança consolida, desde 1990, parcerias assentes na experiência e know-how acumulados em projetos de engenharia de soluções na área das tecnologias de informação nos diferentes setores de atividade onde atua. Assim, foi constituída para desenvolver as primeiras soluções de ATM em Portugal, tendo estado presente no início da generalidade das soluções que se vieram a implementar no mercado nacional. Rapidamente começou a operar no desenvolvimento de soluções de self-service para os bancos servirem os seus clientes, aumentando a sua satisfação e disponibilidade, o que levou a novas especializações: soluções de Internet Banking para particulares e empresas, Mobile Banking, Mobile Payments, entre outros.

Estando assim, naturalmente, na vanguarda das soluções digitais – necessidades que se vieram recentemente a acentuar – aprofundou-se também o research interno que, por um lado analisa e compreende o que são as novas tendências do mercado e, por outro lado, sistematiza-as e interpreta-as. “Como podemos verificar atualmente, as nossas soluções Mobile são mais sofisticadas, completas e intuitivas do que as primeiras que disponibilizámos. Algo que é válido em todas as nossas linhas de produto. Há uma interpretação desta evolução digital e sabemos que temos um ciclo de inovação mais rápido, dinâmico e acelerado”, introduz Luís Teodoro.

Algo que acelerou a adoção massificada e recorrente do digital foi a pandemia e as consequências que dela advieram. Inevitavelmente, acabou por consolidar também o uso dos meios de pagamento eletrónicos e impulsionou o progresso em direção a uma sociedade sem (ou quase nada) pagamentos em numerário (cashless). “A pandemia o que fez foi catalisar a adoção dos canais digitais, o que é válido não só na área da banca, na área da disponibilização do dinheiro ou na área do e-commerce, é válido em todas as plataformas tecnológicas de interação. As pessoas e as organizações adotaram hoje, de forma acelerada a utilização do digital, algo que já era uma tendência”, realça o nosso entrevistado.

Os meios de pagamento eletrónicos e a importância obtida em contexto de pandemia

Genericamente, quando se dá um fenómeno de transformação profunda na sociedade como aquele que vivemos atualmente, os mais céticos acabam por se retrair e expressar menos do que outros. Assim, e embora se reconheça as imensas vantagens na utilização dos meios de pagamento eletrónicos, há quem continue a preferir, com toda a sua legitimidade, pagar com as tradicionais notas e moedas. Contudo, e segundo o Administrador da SoftFinança, “a pandemia veio acelerar também os mais céticos a adotarem os modelos até porque, quem ainda não o fazia regularmente, percebeu a segurança que resulta dos mesmos. Mesmo por uma questão de necessidade, as pessoas tiveram de optar pelas plataformas digitais para, por exemplo, fazerem compras de supermercado”.

Mas será que Portugal estava preparado para estas exigências de mercado? Várias já eram as funcionalidades disponíveis e que, mais uma vez, cresceram nos últimos meses: o contactless e o MBWay.

O contactless foi um movimento muito preconizado uma vez que, além de ser de fácil e rápida utilização, dispensa qualquer contacto físico, porém existem lacunas no mercado que desafiaram a sua utilização. “Acontece que em Portugal, para os comerciantes terem contactless, o terminal tem de ter, obrigatoriamente, um contrato específico associado às marcas dos cartões de crédito. Assim, muitos comerciantes não quiseram fazer esse investimento adicional, o que faz com que muitos clientes não tenham essa opção disponível”.

Desafios esses que se estendem também à solução MBWay que, apesar de útil e prática, só funciona com cartões emitidos por bancos portugueses. “Ainda que o MBWay seja uma solução muito interessante e eficiente e que teve uma grande adoção pelos clientes portugueses, não permite ser usado internacionalmente. Acaba por ser uma operação doméstica que, de alguma forma, nos dividiu na admissão desta desmaterialização, comparativamente com outros mercados”, garante o nosso interlocutor.

Certo é, estão a ser estudadas diferentes formas de contornar e colmatar estas lacunas, que permitirão no futuro uma melhor e mais capacitada utilização destas soluções.

Fraudes digitais – o que fazer?

Um dos grandes e principais motivos que têm, na opinião de Luís Teodoro, influenciado o ceticismo (ainda que pouco) na adoção dos meios de pagamentos eletrónicos é as fraudes digitais. Inevitavelmente, se por um lado a digitalização aumenta, por outro, os meios de sites fraudulentos acabam por se expandir também, ou tentar. “Infelizmente estamos numa realidade onde não conseguimos acabar com a fraude ou com a burla e é algo que nos vai perseguindo sistemicamente. Eu diria que neste momento, é provavelmente mais preocupante a burla da loja ilícita, do que propriamente a questão dos pagamentos em si. De há uns meses para cá, todas as transações de e-commerce são sempre complementadas com uma mensagem para o telemóvel da pessoa em questão, com um conjunto de códigos que têm de colocar no site da transação, o que tornou a fraude mais difícil”, esclarece o nosso entrevistado.

Já do ponto de vista comercial, é necessário que cada indivíduo tenha uma série de elementos em atenção. Neste sentido, Luís Teodoro deixa algumas recomendações: “O conhecimento do site que estamos a utilizar é o primeiro fator fundamental que devemos ter. É essencial que exista credibilidade naquilo que estamos a comprar. Depois é primordial e de extrema importância que se tenha muita atenção com as informações que são pedidas no ato da compra. Por exemplo, é impossível pedir os pins dos cartões nas transações comerciais digitais. Quando fazemos compras com o e-commerce, pedimos um conjunto de elementos do cartão, pedimos fatores de autenticação adicionais nomeadamente a tal mensagem, mas nunca o pin”.

Enquanto sociedade, ao tomarmos estas e outras precauções, acabamos por mitigar as fraudes digitais em prol da segurança das transações.

Cashless enquanto tendência

A pandemia da COVID-19 tornou, como já mencionámos, os pagamentos eletrónicos, num método de compra mais popular entre as comunidades do mundo inteiro, mas não fiquemos por aqui.

O conceito de cashless, em tradução livre significa “sem dinheiro”, no entanto o termo refere-se à não utilização de dinheiro físico, apresentando assim evidentes vantagens para os consumidores, de saúde pública, de facilidade e rapidez de pagamento e controlo de gastos, entre outras e, na perspetiva de Luís Teodoro, não há dúvidas de que caminhamos em direção a uma sociedade de moedas digitais, ainda que seja efetivamente numa realidade longínqua. “O dinheiro físico tem um conjunto de inconvenientes face ao conceito de dinheiro digital… do ponto de vista do custo da manutenção, do esforço em manter as notas em boas condições ou o combate à fraude. Por exemplo, na China foram já desativados 80 mil ATMs e Portugal tem vindo também a desacelerar o crescimento dos mesmos. Tenho a certeza de que nos restantes países estamos a assistir a esta tendência”.

Assim, é legítimo afirmar que, um futuro assente no cashless, quer nos estabelecimentos, quer no comércio online, parece ser inevitável e até desejável.

Uma referência para o futuro da era digital

O ADN da SoftFinança está inquestionavelmente no mundo da digitalização, sendo que a médio e longo prazo, a aposta nesta área será assente em três pilares: o seu posicionamento em mais territórios com uma operação direta, abrindo escritórios em novas geografias, de forma a aumentar a atividade e a consolidar o conjunto de clientes e parceiros; o desenvolvimento de novos produtos que permitam continuar a oferecer as melhores soluções inovadoras e que acompanhem as solicitações do mercado, nomeadamente que algumas funcionalidades digitais concedam aos clientes a oportunidade de seguir a tendência cashless, em detrimento do dinheiro físico; e por fim, a capitalização do know-how e das metodologias de trabalho que estão intrínsecas à qualidade e à exigência do setor financeiro e “com essa base, desenvolver a nossa abordagem, como no caso da área do retalho e da saúde, onde iniciámos nos últimos anos a nossa atividade e onde queremos crescer. Ambicionamos, sobretudo, utilizar a nossa capacidade para aportar soluções que tenham valor em outros projetos e setores de negócio”, conclui Luís Teodoro, com a certeza de que a SoftFinança estará na linha da frente, no presente e no futuro, para acompanhar e inovar as tendências do mercado mundial.