Quatro em cada dez pessoas com cancro da mama sentiram impacto elevado da doença a nível físico, sexual e imagem corporal

O Impacto económico e psicossocial do cancro da mama vai estar em debate, com a apresentação de um estudo que inquiriu mil pessoas com a doença.

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Que o diagnóstico de um cancro da mama tem impacto negativo na vida de quem o recebe e rodeia, não é grande novidade. Mas um estudo realizado a pedido da Liga Portuguesa contra o Cancro (LPCC), com o apoio da Roche, quis perceber, junto dos portugueses, de que forma a doença lhes alterou a vida. E conclui que este impacto é sentido com grande intensidade, sobretudo ao nível físico (40%), imagem corporal (36%) e vida sexual (37%).

Os resultados completos vão ser apresentados hoje, num evento que se realiza entre as 10h30 e as 12h30, no Centro Cultural de Belém, em Lisboa, onde se vai ainda fazer uma análise e comentário aos dados, assim como ter oportunidade de ouvir novamente a música “Voltei”, um tributo de Gisela João à LPCC e a quem enfrenta ou já enfrentou esta doença. 

O estudo revela também que o diagnóstico de cancro da mama levou 41% a recorrerem a ajuda profissional ao nível da saúde mental, metade dos quais com diagnóstico de depressão ou outra perturbação mental. Revela ainda que 21,1% dos inquiridos adiaram ou abandonaram o “sonho de ter filhos” e que apenas 15% das mulheres optaram por realizar preservação da fertilidade.