AEMinho: Ação Local com Estratégia Global

Situando-se a norte de Portugal, o Minho é dotado de património histórico, uma biodiversidade única e uma comunidade empresarial multissetorial defendida e impulsionada pela Associação Empresarial do Minho (AEMinho). O Presidente Ricardo Costa, garante que a mesma atua como agente do desenvolvimento regional, capaz de promover - de forma sustentada - um ambiente favorável à competitividade e à evolução económica, social e cultural da região. Saiba quais os passos seguintes a dar rumo à sua distinção no mapa mundial.

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Sabe-se que o Minho tem um modo de estar próprio, com características que se manifestam nas mais variadas dimensões. Esta região prima pela sua forte consciência social, pelas tradições enraizadas, identidade cultural exclusiva e comunidade empresarial que contém uma riqueza única, resiliente e vincada. Foi precisamente para defender, promover e impulsionar a iniciativa empresarial e torná-la no vetor essencial do desenvolvimento económico, social e cultural da região e reforçar a sua competitividade e resiliência, que a Associação Empresarial do Minho nasceu em maio do presente ano. Tendo como valores principais a ética empresarial, o respeito pessoal e institucional, a solidariedade social e empresarial, a transparência económica, o respeito e defesa do meio ambiente e a diversidade como um elemento de inclusão e de desenvolvimento institucional, Ricardo Costa, Presidente da mesma, assume que o objetivo não seria criar mais uma Associação, mas sim aquela que fosse capaz de cumprir com estes objetivos. “O Minho tem uma especificidade e um tecido empresarial fortíssimo, tem know-how e centros de investigação em instituições de ensino superior que se destacam pelo mundo fora. Achámos que seria essencial criar uma Associação que juntasse os empresários, que promovesse a partilha de experiências, o networking, que disseminasse informação relevante e, principalmente, para que as empresas pudessem, em conjunto, chegar onde não chegariam sozinhas”, afirma o nosso entrevistado.

Desde maio de 2021…

Certo é, com apenas cinco meses de atividade, a visão da AEMinho – Associação Empresarial do Minho já está a dar frutos rumo ao cumprimento daqueles que são os seus maiores objetivos. “Este é um momento muito importante para pedirmos responsabilidade aos nossos agentes políticos. Somos totalmente apartidários, só queremos que, seja quem for, se preocupe com o desenvolvimento económico, social, cultural e ambiental da nossa região, que entenda a sua verdadeira potencialidade”, destaca Ricardo Costa, reforçando ainda: “Não tenho dúvidas do mérito e reconhecimento do Minho. Nós temos cerca de 120 mil empresas, representamos 15% da balança comercial nacional no que diz respeito às exportações e é do conhecimento público a nossa forte componente industrial. Contribuímos e muito para o desenvolvimento económico de Portugal”. Assim, e tendo em conta os objetivos estrategicamente bem definidos, a Associação Empresarial do Minho irá elevar o nome da região a nível nacional e internacional através da força conjunta das organizações que a compõem.

Os pilares fundamentais do desenvolvimento do Minho

Aquando da criação da Associação Empresarial do Minho, foram estabelecidos seis pilares estratégicos – e tão importantes, não apenas para a região como para o planeta: resiliência; transição energética, economia circular e sustentabilidade; transferência de conhecimento, ciência, inovação e centros de investigação; transição digital; atração, captação, retenção e requalificação de talento; e por fim, internacionalização e exportação. Abordando a questão da transição energética, Ricardo Costa sustenta: “Todos nós sabemos ou temos conhecimento das metas que nos foram impostas pelo Pacto Ecológico Europeu, mas eu acho que ainda há pessoas que pensam em 2030 como um ano longínquo – e não é. Na verdade, estamos quase lá. Pela urgência de todas estas questões, estamos a desenvolver várias atividades, nomeadamente a organização de uma conferência sobre a sustentabilidade no início de 2022, para sensibilizar os empresários sobre o tema, e onde vamos inclusivamente apresentar uma ferramenta certificada pela União Europeia, criada por nós AEMinho. Esta ferramenta vai permitir aos empresários, perceberem em que ponto estão, ou seja, que passos ainda precisam de ser dados pelas suas empresas para atingirem os objetivos a que todos devemos chegar”. É neste sentido que a Associação Empresarial do Minho terá um papel preponderante, não só em informar e apelar à importância e sensibilização do tema, como apresentar soluções que permitam que os empresários da região possam passar pela transição energética de forma mais eficaz, até porque, tal facto irá, consequentemente, promover a competitividade empresarial no futuro, que está próximo. Já no que diz respeito à transição digital, o objetivo é colocar o Minho na linha da frente no (natural) compromisso com a digitalização, tendo em conta as necessidades dos tempos modernos impulsionados pela COVID-19. Seja por «obrigação» ou não, o que é certo é que “a pandemia nos elucidou quanto à importância dos meios digitais e é essencial que estejamos a caminhar lado a lado com esta transformação. Isto implica que se desenvolva um conjunto de formações e especializações, promovendo a requalificação de pessoas, seja através de empresas, das instituições de ensino, das Câmaras Municipais, das Juntas de Freguesia, ou outros. Nós temos empresas que estão no topo da digitalização a nível mundial, por isso temos tudo o que é preciso, basta que rememos todos para o mesmo lado”. A AEMinho pretende ainda usar as vias diplomáticas para, articulando com o Governo, recrutar pessoas noutros territórios. Posteriormente, em conjunto com as instituições locais, promover a integração dessas pessoas no contexto socioeconómico do Minho.

Um futuro alinhado com a valorização da região

Apresentado o plano estratégico para o futuro, a base de atuação da Associação Empresarial do Minho passará sempre pelo cumprimento dos pilares mencionados. “O nosso caminho será traçado tendo em conta as seis linhas de ação, que tão importantes são para todos. Vamos continuar a juntar os empresários, promover o networking e fazer com que, em conjunto, se tornem mais fortes. Queremos ter um papel dinamizador da região, criando estas pontes entre os vários Municípios e instituições e promover – cada vez mais – o intercâmbio e a cooperação transfronteiriça da EuroRegião Galiza-Norte de Portugal”, termina Ricardo Costa.