Compras dos portugueses no Natal superiores às do período pré-pandémico

No sentido de contribuir para o esclarecimento do impacto do novo Coronavírus (COVID-19) nos hábitos de consumo dos portugueses, na economia e sociedade em geral, a SIBS divulga uma nova infografia com um conjunto de indicadores sobre a evolução do consumo na Época de Natal de 2021, em Portugal, em comparação com períodos homólogos.

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Os mais recentes dados do SIBS Analytics, e como se pode verificar na infografia em anexo, revelam que o consumo em Portugal, no mês de dezembro de 2021, recuperou face aos anos anteriores, registando-se um aumento no total de compras (físicas e online) de +26% face a 2020 e, inclusive, já +19% face a 2019, no período pré-pandemia. Considerando apenas as compras físicas, registou-se no mês de dezembro um incremento de também de +26% face a 2020 e de +12% face a 2019.

 Mais substancial é o crescimento das compras online no período em análise, face aos meses homólogos: um significativo aumento de +86% face a 2019 e de +31% face a 2020. De facto, o comércio online tem ganho um peso assinalável no total das compras realizadas pelos portugueses, a representar no último mês de dezembro 14% do total de compras, quando em dezembro de 2019, esse peso era de apenas 9%. Analisando apenas o consumo nos dias que antecederam o Dia de Natal, verificou-se um aumento muito significativo, com o 23 de dezembro de 2021 a ser mesmo o dia com o maior número de compras físicas diárias na Rede MULTIBANCO em todo o ano passado, com 85 pontos base acima, ou seja, quase duplicando o número total de compras quando comparado com um dia regular do ano em Portugal. Os dias 22 e 24 de dezembro surgem em segundo lugar em ex-áqueo, com 59 pontos base acima – partindo de uma base de índex 100, na qual 100 é equivalente à média diária do número de compras físicas durante o ano de 2021.

O pico do total de operações (compras físicas + compras online + levantamentos) aconteceu no dia 24 de dezembro, às 12h26, com 346 transações por minuto, um recorde absoluto na Rede MULTIBANCO, a mostrar uma vez mais a resiliência do sistema de pagamentos gerido pela SIBS.  Ao nível do consumo por categoria de produto, os setores com maior variação do número de compras em dezembro 2021 face ao resto do ano (janeiro-novembro 2021) foram os de Jogos, Brinquedos & Puericultura (setor que cresceu 3x), Decoração & Artigos para o Lar (2,3x), Moda & Acessórios (2,1x) Perfumaria & Cosmética (2,0x) e ainda o setor da Tecnologia a crescer 1,1x (ou seja, a mais do que duplicar em número total de vendas em dezembro face à média do resto do ano). De sublinhar ainda que os portugueses privilegiaram o serviço MB WAY como forma de pagamento para as suas compras de Natal, uma tendência notória tanto nas compras físicas como nas compras online. No último mês de dezembro, os pagamentos em loja com o telemóvel através do serviço MB WAY cresceram 10x face ao período homólogo de 2019 e as compras online registaram um incremento de 6x face ao mesmo período, em ambos os casos mais do que duplicando face a 2020. O MB WAY termina o ano de 2021 com mais de 3,7 milhões de utilizadores e mais de 25 milhões de operações por mês.  Ao comprar com MB WAY, os portugueses estão a contribuir para a campanha “MB WAY, Ajudar é fácil”. Através desta campanha, a SIBS e as Instituições Financeiras presentes no serviço MB WAY, contribuem com 1 cêntimo por cada compra MB WAY, revertendo o total de donativos para as instituições presentes no SER SOLIDÁRIO MB WAY. A campanha, que foi lançada a 13 de dezembro e a continuar durante os próximos meses, angariou à data mais de 70 mil euros.

Os dados do SIBS Analytics permitem ainda aprofundar a análise do consumo fora de casa, com o número de compras físicas realizadas pelos portugueses no estrangeiro durante o mês de dezembro último já acima do verificado em 2019, a registar um crescimento de 13% face a esse período e quase a duplicar face a 2020. A mesma tendência não se verifica, no entanto, no sentido oposto, com o número de compras com cartões estrangeiros ainda longe dos valores de há dois anos, com menos 74% de compras, embora uma franca recuperação face a 2020, com +114%.