“A dádiva voluntária é a única forma de salvar a vida”

ALEXANDRA COSTA, 26 ANOS, INVESTIGADORA

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O Dia Mundial do Dador de Sangue é comemorado anualmente a 14 de junho. O objetivo desta efeméride é homenagear os dadores de sangue e ainda sensibilizar sobre a importância deste ato responsável por salvar vidas. Considera que, em Portugal, existe consciencialização suficiente para esta questão? O que urge estabelecer?
No geral, penso que sim. O nosso país é autossuficiente a nível de reservas de sangue, ou seja, tem sido possível garantir a quantidade necessária para o nível de transfusões. No entanto, nos últimos anos tem-se verificado um número bastante inferior de colheitas devido à pandemia.
O processo de recolha de sangue está em pleno funcionamento e, em todo o país, existem diversos locais onde é possível realizar a doação. Para assegurar a autossuficiência, o fundamental é sensibilizar os potenciais dadores para a importância da dádiva de sangue e esclarecer as dúvidas que possam ter em relação ao processo.

Na sua perspetiva, quão importante é, enquanto cidadãos, estarmos dispostos à dádiva voluntária?
A dádiva voluntária é a única forma de salvar a vida de quem precisa de uma transfusão. Não há maior motivação do que pensar que um ato tão simples tem um impacto tão grande. Enquanto cidadãos é essencial refletirmos sobre isto, pois a realidade é que não sabemos se no futuro poderemos ser nós a necessitar de uma transfusão.