Estudo revela que comer doces e alimentos processados aumenta risco de demência

Refrigerantes, doces e lacticínios são os alimentos mais comuns de causar demência. 

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As conclusões foram reveladas por um estudo americano publicado no dia 27 de julho, pela Academia Americana de Neurologia, que avaliou mais de 70 mil pessoas durante dez anos. Os alimentos ultra-processados são definidos pelas elevadas percentagens de açúcar, gordura e sal, bem como pela escassez de proteínas e fibras. Segundo o autor do estudo, Huiping Li, PhD, da Universidade de Medicina de Tianjin, na China, “este tipo de comida destina-se a ser conveniente e saborosa, mas diminuem a qualidade da dieta de uma pessoa”, acrescentando que  “estes alimentos podem também conter aditivos alimentares ou moléculas de embalagens ou produzidos durante o aquecimento, tendo sido demonstrado noutros estudos que todos eles têm efeitos negativos sobre o pensamento e a memória.”

Comparativamente com quem faz dietas alimentares com ingredientes integrais, foi possível verificar que aqueles que consomem grandes quantidades de açúcar se mostram mais propensos a desenvolver demência. Por cada 10% de aumento no consumo de fast food, os investigadores assistiram a uma subida de 25% de probabilidade de serem diagnosticados com doenças do foro neurológico. A causa desta correlação ainda não é clara, no entanto os investigadores revelaram que estudos anteriores apoiam a ligação entre o que colocamos no corpo e a forma como afeta a mente. “A nossa investigação não só descobriu que os alimentos ultra-processados estão associados a um aumento do risco de demência, como descobriu que a sua substituição por opções saudáveis pode diminuir o risco da doença”, sustenta Li.

Os investigadores utilizaram dados do Biobank britânico para a análise, e identificaram 72.083 participantes viáveis com 55 anos ou mais, sem antecedentes de demência. No final do inquérito, que acompanhou os participantes durante dez anos, 518 dos participantes tinham desenvolvido demência — dos quais 150 estavam incluídos no grupo com a maior ingestão de fast food. Depois de contabilizados os fatores de alto risco para a doença, tais como idade, sexo e historial médico familiar, os autores do estudo encontraram um risco 25% maior de demência por cada 10% de aumento no consumo de alimentos ultra-processados. Por outro lado, aqueles que reduziram em 10% a sua ingestão de alimentos não processados beneficiaram de um risco 19% mais baixo de desenvolvimento desta patologia.

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