“Somos uma empresa em que a Informação é a força motriz do Desenvolvimento”

Observando a indústria da logística moderna, é possível verificar que está em constante desenvolvimento e cada vez mais automatizada – e é necessário que os players acompanhem esta tendência, para que possam oferecer os melhores serviços. É precisamente sobre esta questão que, em conversa com a Revista Pontos de Vista, Luís Silva, Diretor-Geral da GAM Rentals – uma marca amplamente reconhecida no mercado – evidenciou as vantagens de um setor automatizado e, ainda, de que forma esta empresa tem acrescentado valor ao mesmo.

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A GAM é uma multinacional fundada em 2003, em Espanha, especializada em serviços globais relacionados com maquinaria, incluindo aluguer, venda de equipamentos novos e usados, distribuição, entre outros. Sendo Diretor-Geral da empresa em Portugal, como nos pode descrever a estratégia de consolidação da mesma no mercado nacional?
A GAM, como empresa, está presente em Portugal desde 2006, o que significa que a nossa marca já é amplamente reconhecida no mercado, sendo o distribuidor exclusivo das principais marcas de maquinaria reconhecidas mundialmente: HYSTER, YALE, Magni, Oil & Steel. A GAM cresceu inorganicamente através de duas aquisições fundamentais: em 2008 adquiriu uma empresa centrada na elevação e, no Verão de 2021, concluiu a compra da divisão de movimentação de cargas da Ascendum. Estas operações contribuíram para lhe dar maior visibilidade no setor industrial, onde a GAM pretende consolidar a sua posição.

A empresa, que na sua origem se perfilou fundamentalmente como uma marca baseada no aluguer de maquinaria, oferece hoje uma vasta gama de serviços com presença numa grande quantidade de setores. De que serviços estamos a falar e em que medida os mesmos se destacam no mercado?
Ao posicionarmo-nos como empresa de distribuição, somos capazes de oferecer um maior número de soluções aos nossos clientes, abrangendo um catálogo de serviços muito amplo que vai para além da maquinaria, entre os quais podemos destacar: formação através da Kirleo Escuela de Oficios, e distribuição de última milha através de veículos de emissão zero da nossa firma Inquieto. Por outras palavras, formação e distribuição urbana, duas áreas-chave hoje em dia.

Atualmente a GAM apoia-se na segurança, no serviço e na sustentabilidade. Quão importantes são estes três pilares para marca e de que forma os aplica a nível interno e externo?
A sustentabilidade é o pilar transversal que orienta a nossa atividade diária, e não apenas uma simples declaração. Estamos a caminhar cada vez mais para uma frota de emissões zero, fazendo progressos com projetos de economia circular como a nossa fábrica de Remanufacturing (localizada no norte de Espanha) e estando cada vez mais perto dos nossos clientes para lhes podermos oferecer um serviço adaptado às suas necessidades e conseguir um impacto positivo onde quer que estejamos.

Nos últimos anos, o debate em torno da automatização tem se destacado entre o leque de questões que rodeiam a indústria logística. Na sua opinião, quais os motivos que têm fomentado a clara aceleração na adoção de máquinas automatizadas?
Este processo de crescimento na automatização deve-se tanto à necessidade de aumentar a eficiência e segurança nos processos, como ao facto de estas novas ferramentas serem utilizadas para automatizar processos com menor valor acrescentado. Até alguns anos, a indústria tinha concentrado os seus esforços na melhoria da eficiência dos processos de produção, otimizando-os a tal ponto que qualquer possível aumento da eficiência tem de passar pelos processos que os rodeiam.

Uma indústria logística mais automatizada tem, portanto, um papel essencial a desempenhar tanto no presente como no futuro do setor. Considera que as organizações já estão suficientemente confiantes de que têm recursos para suportar e maximizar estas tecnologias?
Em geral, como qualquer empresa, na GAM estamos atentos a qualquer inovação e, embora não ousasse falar por um setor específico, acredito que cada empresa está empenhada em gerir estes recursos e em avançar neste campo tanto quanto possível.

A verdade é que, com os clientes cada vez mais exigentes, é necessário que a logística esteja sempre à procura de ferramentas para agilizar os seus processos. Quais diria que são as grandes vantagens e os desafios que surgirão numa indústria automatizada?
Como salientei anteriormente, a automatização de um fluxo logístico gera uma melhoria direta da eficiência nos processos de menor valor acrescentado de uma indústria. Isto permite que o recurso mais valioso de qualquer empresa – o seu capital humano – seja dedicado aos processos de maior valor acrescentado. As pessoas devem estar sempre no centro. A segunda vantagem que gostaria de destacar é o nível mais elevado de segurança operacional que estes processos automatizados trazem. Os desafios a enfrentar incluem a necessidade de reexaminar os sistemas logísticos manuais a fim de selecionar, entre a vasta gama de soluções oferecidas pelos diferentes fabricantes, aquela que melhor se adapta às necessidades de cada cliente.  Para este fim, é essencial que as empresas procurem aconselhamento de especialistas neste processo.

Sendo hoje a GAM fornecedora de serviços integrais e diferenciadores, que soluções e máquinas a marca disponibiliza para uma indústria logística mais automatizada?
Destaco os nossos serviços AGV e drone, especialmente centrados no setor da logística – gestão de stocks de armazém, entre outras funções – e automóvel, dentro das linhas de montagem.

Olhando para o presente deste setor, que é cada vez mais tecnológico, quais diria que serão as necessidades do mesmo no futuro? Como o perspetiva a curto/médio prazo?
Precisamos de cada vez mais ferramentas para nos ajudar a gerir as necessidades específicas dos nossos clientes na indústria, tão rápida e eficientemente quanto possível. No final, a GAM evoluiu de uma empresa centrada exclusivamente no aluguer de máquinas para uma empresa de instalações que oferece soluções personalizadas aos seus clientes no setor industrial.

Sabemos que, quanto mais qualificados forem no que respeita o trabalho com softwares, mais automatizadas serão as linhas de produção. Neste sentido, de que forma a GAM irá continuar a acompanhar estas necessidades do mercado? Que novidades nos pode confidenciar?
Na GAM, baseamo-nos na digitalização como um vetor para o futuro da empresa. Somos uma empresa em que a informação é a força motriz do desenvolvimento, para nos ajudar a aumentar a nossa competitividade e otimizar os processos de tomada de decisão. Assim, criámos o GAM Digital: um plano composto por 85 medidas agrupadas em 46 projetos a serem desenvolvidos até 2023, que visa otimizar a eficiência em todas as áreas da empresa, tornando-nos uma empresa orientada para os dados. Neste ponto, destacam-se as iniciativas internas para automatizar a gestão da frota de máquinas, a gestão de incidentes e reparações na oficina, encomendas, ofertas comerciais informadas através da SAP, entre outras, oferecendo aos nossos clientes um serviço eficiente e solvente para satisfazer as suas necessidades.

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Revista Pontos de Vista Edição 117

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