Trabalho temporário recupera +11% de 2º trimestre face a 2021 e +61% face ao mesmo período de 2020

No 2º trimestre de 2022 houve um aumento de colocações de Trabalho Temporário de mais 2.794 pessoas em abril (+9,1%), 3.200 pessoas em maio (+10,2%) e 4.300 pessoas em junho (+14%). Apesar do crescimento em comparação com o 2º trimestre de 2021 e 2020 (+60,9%), as colocações estão ainda -9,6% abaixo de 2019.

Data:

A APESPE-RH – Associação Portuguesa das Empresas do Sector Privado de Emprego e de Recursos Humanos – e o ISCTE (Instituto Universitário de Lisboa) divulgam os Barómetros do Trabalho Temporário relativos aos meses de abril, maio e junho de 2022, fazendo a comparação com o período homólogo do ano anterior.

As principais conclusões apresentadas neste barómetro são as seguintes: 

  • No total, o aumento no número de colocações no 2º trimestre de 2022 face ao mesmo período do ano anterior foi de +11,1% (92.854 em 2021 vs 103.152 em 2022). Existe também no 2º trimestre uma melhoria de +60,9% relativamente às colocações do mesmo período em 2020 (64.088). Apesar do crescimento em relação aos últimos dois anos, os valores estão ainda -9,6% abaixo das colocações do 2º trimestre de 2019 (114.150).
  • O Índice do Trabalho Temporário (Índice TT), que tinha vindo a descer desde maio de 2021, volta a demonstrar crescimento gradual desde o início do ano, fixando-se em 1,09 em abril, 1,10 em maio e 1,14 em junho. Estes valores são inferiores ao índice registado nos meses homólogos do ano anterior (os índices de 2021 são mais elevados porque a comparação é feita com valores de colocação muito baixos em 2020, devido ao início do confinamento).
  • Relativamente à caracterização dos trabalhadores temporários, verifica-se uma estabilização da contratação de trabalhadoras do género feminino em abril (47,8%), em relação a março (47,7%), mas com um ligeiro decréscimo em maio (46,6%) e junho (46,1%).
  • O ensino básico mantém-se o nível de escolaridade predominante nas colocações efetuadas (66% a 68% no 2º trimestre do ano). Aumentam as colocações de ensino secundário (de 25% em abril para 27% em junho), que ocupa o segundo lugar. Pessoas com licenciatura mantêm cerca de 5% das colocaçõe
  • Na distribuição do trabalho temporário por principais profissões, o 2º trimestre de 2022 é liderado pelas “Outras profissões elementares”, mantendo o primeiro lugar entre 25% e 27%. Seguem-se os “Empregados de aprovisionamento, armazém, de serviços de apoio à produção e transportes” (cerca de 18%) e, em terceiro lugar, os “Trabalhadores qualificados do fabrico de instrumentos de precisão, joalheiros, artesãos e similares” (cerca de 10%).
  • As empresas de “Fornecimento de refeições para eventos e outras atividades de serviço de refeições” continuam em primeiro lugar em abril (cerca de 12%). Já as empresas de “Fabricação de componentes e acessórios para veículos automóveis” voltam a assumir o topo nos setores de atividade do Trabalho Temporário (10% a 15%), no mês de maio e junho. 

    Afonso Carvalho, presidente da Associação Portuguesa das Empresas do Sector Privado de Emprego e Recursos Humanos (APESPE-RH), reforça que “Este 2º trimestre mostra uma evolução muito positiva no setor de Trabalho Temporário, em relação aos últimos dois anos. No entanto, temos de considerar que a grande recuperação que se verifica sobretudo face a 2020, deve-se ao facto de que foi um ano extremamente difícil e com baixas colocações devido ao confinamento. Apesar desta evolução em comparação com o 2º trimestre de 2021 e 2020, estamos ainda com valores de contratação abaixo do pré-pandemia em 2019.” 

    A contribuição do Trabalho Temporário para a contratação de trabalhadores com menor nível de qualificações académicas, nomeadamente o ensino básico, assim como trabalhadores de faixas etárias mais elevadas, continua a ser evidente no barómetro. É fundamental a contratação destes colaboradores no mercado de trabalho que em muitos casos acabam por integrar, de forma permanente, as entidades”, acrescenta Afonso Carvalho

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