“A perspetiva mais prática e próxima da realidade (…) é um elemento distintivo da nossa Escola”

Alexandre Gomes da Silva, Presidente da Coimbra Business School | ISCAC revelou em conversa com a Revista Pontos de Vista a importância da visão prática que a instituição perpetua para a vida académica e profissional dos estudantes. Para além disso, falou das mudanças que têm adotado na escola para ajustar a mesma à realidade 4.0.

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A Coimbra Business School | ISCAC é considerada por muitos, mais do que uma escola de ensino superior, é também um espaço de cultura, de livre pensamento e de liberdade. Assim, como analisa o posicionamento da mesma no âmbito do ensino superior em Portugal até ao momento?
Consideramos que uma escola de ensino superior tem que preparar os seus estudantes para serem profissionais competentes, mas que isso não basta. Este posicionamento resulta desde logo da nossa visão e, na prática, significa que a nossa escola está aberta à comunidade, acolhendo uma variedade de eventos, palestras, exposições, congressos, entre outros, que permitem que os nossos estudantes usufruam de muito mais do que das suas aulas, e assim possam conhecer outras áreas do conhecimento e outras perspetivas sobre as suas áreas de estudo. Para além disso, os nossos estudantes são encorajados a participar em diversas atividades extracurriculares, como o voluntariado, através do gabinete Voluntas (que faz a ponte entre os estudantes e diversas oportunidades de voluntariado), a júnior empresa da escola (onde podem participar em projetos com empresas), a Tuna Mista do ISCAC, a Associação de Estudantes e inúmeros eventos organizados pelos estudantes, como o Marketing Move (semana do marketing organizada pelos estudantes da licenciatura em Marketing e Negócios e Internacionais), a CBS Business Week (feira de emprego e saídas profissionais).

A verdade é que a Coimbra Business School | ISCAC é uma escola completa, capaz de proporcionar uma formação cívica e humana, complementar à tradicional formação técnica e académica. Tendo por base valores como a liberdade, responsabilidade, independência, honestidade e integridade, de que forma o Instituto tem formado quadros para a economia do futuro?
Para preparar os nossos estudantes para a economia do futuro, a Coimbra Business School | ISCAC tem tido a preocupação de procurar ouvir os seus vários stakeholders e incorporar as suas preocupações, as suas expectativas e os seus contributos na definição da nossa estratégia e na adequação da nossa oferta formativa. Queremos ser uma escola prospetiva e não apenas reativa. Reunimos regularmente o nosso conselho estratégico, formado por representantes políticos, empresários e académicos, o que nos permite olhar para o contexto à nossa volta de uma forma mais plural.
Temos também um corpo docente diversificado que, além de puros académicos que trazem para o seu ensino o conhecimento científico mais recente, inclui também professores especialistas, profissionais das áreas em que lecionam, e que trazem aos estudantes uma perspetiva mais prática e próxima da realidade, que permite aos estudantes conhecer métodos e especificidades da realidade profissional que será o seu futuro. Acreditamos que esta complementaridade, um elemento distintivo da nossa escola, é uma clara mais-valia para os estudantes.

Norteada por uma cultura atenta à dinâmica do mercado e às suas necessidades, em que medida a Coimbra Business School | ISCAC tem acompanhado a mudança de paradigma, numa era da transformação digital? O que tem vindo a mudar?
Estes últimos anos vieram confirmar que a Coimbra Business School | ISCAC há muito tempo estava atenta e no caminho certo. A tecnologia que permitiu as aulas à distância durante a pandemia era uma realidade na nossa escola há cerca de uma década. Várias das nossas pós-graduações e MBA utilizavam essa tecnologia permitindo a participação de estudantes em diversos continentes. Com a pandemia, o que mudou foi apenas a escala.
Podemos também ver essa mudança nos processos administrativos, em que os estudantes agora se matriculam online e podem tratar de todas as burocracias da sua relação com a escola de forma remota, com ganhos de tempo e conforto.
Mas o nosso perfil humanista não nos permite ignorar também a desumanização e isolamento que toda esta tecnologia traz e os seus riscos para a saúde mental dos estudantes. A escola continua a promover a presença dos estudantes, o seu conforto e a interação com os restantes elementos do contexto escolar, mantendo-se a proximidade entre estudantes e professores outra das marcas distintivas da escola.

Observando o mercado em geral, rapidamente percebemos que a inovação e a transformação digital são temas recorrentes. Em particular no setor da Contabilidade e Auditoria, considera que esta mudança está cada vez mais presente na realidade das empresas? Quais os motivos?
A contabilidade e a auditoria, bem como todas as ciências empresariais, são facilmente algoritmizáveis na maioria esmagadora dos seus processos. Assim, a automação, a robótica, o machine learning são tecnologias inovadoras suscetíveis de ter efeitos na contabilidade e na auditoria. Tudo isto é potenciado pela crescente disseminação de tecnologias inovadoras, dos incentivos à utilização dessas novas tecnologias, na procura contínua de crescimento por parte das empresas, na tentativa de melhoria da eficiência operacional e na redução dos custos administrativos.

Impulsionada por novas tecnologias e mudanças regulatórias, a transformação digital dos negócios alcançou um patamar singular de complexidade. Na sua perspetiva, quão legítimo é afirmar que esta mudança trouxe ao mercado português uma maior competitividade empresarial, até mesmo a nível internacional?
A informação digital dos negócios impacta na sua complexidade. No entanto, o mercado português, onde as PME têm um peso substancial, na sua esmagadora maioria, ainda não saiu da era analógica e por isso, os níveis de competitividade não se alteraram grandemente. Espera-se, contudo, com a crescente digitalização da economia, uma alteração progressiva dos processos empresariais, bem como dos modelos de negócio, o que se repercute na competitividade a nível nacional e a nível internacional. A adoção das novas tecnologias já começou sendo o caminho irreversível. Quem não se atualizar tende a desaparecer.

Certo é, a competitividade das empresas de Auditoria e Contabilidade depende da forma como usarem os instrumentos da transição digital. Face à colaboração que a Coimbra Business School | ISCAC tem com o mercado, qual será o papel do Instituto neste processo?
No nicho particular das empresas de contabilidade e auditoria o futuro passará indubitavelmente pela contabilidade e auditoria 4.0. Se as empresas não se capacitarem que esta será a realidade num curto espaço de tempo ficarão desajustadas relativamente à realidade empresarial. Esta realidade trará novos desafios para os futuros contabilistas e para os futuros auditores: analisar de forma mais célere grandes volumes de dados; melhorar a exatidão dos relatórios, das precisões e das estimativas; acompanhar as empresas no seu desenvolvimento tecnológico e responder à suas necessidades e exigências; detetar de uma forma mais rápida e eficaz distorções; e enfatizar o pensamento crítico.
Neste sentido, a nossa escola já está a rever os programas das licenciaturas e dos mestrados, de modo a estes se adaptarem à economia digital, incorporando nesses programas alguns dos boosters da economia digital: dados e big data, inteligência artificial e machine learning e blockchain, que serão transversais aos cursos de ciências empresariais. Paralelamente a esta revisão esperamos iniciar o próximo ano letivo com uma nova licenciatura:  Ciências de Dados para a Gestão. Queremos ter um papel ativo na transformação da nossa sociedade, queremos ser um elemento transformador, dotando os nossos alunos de ferramentas e do pensamento critico que vai permitir singrar no mundo empresarial da economia 4.0.   Queremos que os nossos alunos tenham uma visão futurista da empresa e não uma visão retrógrada.

Nestes tempos de mudança o Alexandre Gomes da Silva assumiu, recentemente, a Presidência da Coimbra Business School | ISCAC. Tendo prometido sucesso escolar e inovação pedagógica, quais são os seus planos para o futuro deste Instituto?
O início do mandato está já marcado pela criação de dois novos cursos de licenciatura um em “Ciência de Dados” e outro em “Assessoria de Direção” com ramo gestão e com ramo clínico. Estes novos cursos além de estarem totalmente adaptados à realidade das empresas e das organizações, têm cargas horarias mais baixas e um número significativo de unidade curriculares comuns a outros cursos privilegiando a transversalidade de competências e mobilidade. Estamos já a protocolar com uma universidade brasileira uma dupla titulação, dentro da estratégia de internacionalização da escola.
Iniciámos o ano com reuniões com todos os docentes dos cursos e com os presidentes dos órgãos numa enorme partilha de experiências e soluções.
Todos os cursos vão entrar em avaliação pela A3ES pelo que vamos ter oportunidade de atualizar os planos curriculares mantendo a escola com elevado impacto no mercado de trabalho e com elevada empregabilidade dos nossos alunos.
Esta reorganização interna é o primeiro passo para a motivação e o envolvimento dos alunos. Celebrámos protocolos, realizámos seminários e aulas abertas permitindo o desenvolvimento, não só técnico-científico, mas também cívico e social dos alunos.
Ainda promovemos duas ações de team building entre docentes, funcionários e alunos uma desportiva na Figueira da Foz e outra na Serra da Lousã.

Por fim, enquanto atual Presidente da Coimbra Business School | ISCAC, que mensagem gostaria de deixar a todos intervenientes desta história de sucesso no contexto do ensino superior em Portugal?
Em primeiro lugar é uma mensagem de agradecimento por fazerem parte da equipa e serem parceiros neste sucesso.
Portugal e Coimbra em particular já desempenharam um papel muito relevante no ensino superior, a Coimbra Business School espera estar à altura deste desafio promovendo não só bons profissionais, mas acrescentando valor científico e técnico em termos nacionais e internacionais com investigação significativa e atual, impactante para o futuro.
Assim, a Coimbra Business School | ISCAC acolhe todos os que quiserem fazer diferente e mais pelas ciências empresariais. Orgulhamo-nos de ser uma escola inovadora, aberta e recetiva a todos os projetos percebendo o valor que está neste diálogo permanente entre a academia e a comunidade.

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Revista Pontos de Vista Edição 117

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