“O nosso foco tem de ser a Criação e Entrega de Valor para os nossos Clientes”

“Na Yunit, acreditamos que o M&A apresenta um papel crucial não só em momentos de crescimento económico, mas também em momentos de incerteza como o que vivemos”, revela Bernardo Maciel, CEO da Yunit Consulting, que em entrevista à Revista Pontos de Vista, passou em «revista» o papel da marca no que concerne ao processo de fusões & aquisições (M&A), assegurando ainda que o PRR, os instrumentos do Banco do Fomento e o Portugal 2030 serão imprescindíveis para apoiar os empresários na iniciação de novos ciclos de investimento num contexto de incerteza. Conheça esta empresa de consultoria que existe, entre outros propósitos, para apoiar as empresas nas suas tomadas de decisão financeiras, para que assim possam dar um salto qualitativo e competitivo no seu crescimento.

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Num mundo global, os negócios de sucesso são os que sabem enfrentar os múltiplos desafios que têm pela frente  e é mais fácil consegui-lo com parceiros de confiança. Hoje, com mais de 20 anos de experiência, o que faz da Yunit Consulting esse parceiro?
O nosso maior desafio é, e sem dúvida continuará a ser, conseguirmos continuar a ser relevantes para as empresas e acompanhá-las na sua exigência de contar com um parceiro com competências cada vez mais transversais e diversificadas e disponível para estar ao lado delas em todos os momentos-chave de tomada de decisões. A adequação e combinação de recursos da área económico-financeira, com diferentes especialidades de engenharia tem sido crítica para fazer face a exigências cada vez mais distintas e abrangentes que a pandemia salientou.
Por um lado, temos de ser capazes de nos envolvermos na reflexão estratégica e no apoio à tomada de decisão dos gestores, sempre com uma visão holística da organização e do mercado e, por outro, há que ter capacidade e compromisso na execução dos diferentes projetos.
Procuramos também ter, desde a nossa origem, a mesma lógica de relação na criação de valor através de sinergias na oferta e promoção de negócio. Por isso, continuamos também a privilegiar as parcerias na promoção do negócio, sendo parceiros de referência das principais instituições financeiras em Portugal no que diz respeito ao apoio ao investimento (CGD, Millenium BCP, Santander e Novobanco) ou das Câmaras de Comércio, no suporte às PME e às soluções para o crescimento (CCIP e CCILE).

A Yunit Consulting tem como foco a criação de valor para as PME portuguesas, através de incentivos ao investimento, internacionalização, fusões & aquisições, entre outros. Considera que, o facto de a marca ser também uma PME e ter, por isso, contextos e desafios semelhantes aos dos clientes, a coloca numa posição privilegiada para identificar as mudanças no mercado? De que forma o faz para si e, consequentemente, para os clientes?
O nosso propósito é apoiar as empresas a tomar melhores decisões para que possam dar um salto qualitativo no seu crescimento. O facto de sermos uma PME e termos lógicas e desafios semelhantes aos dos nossos clientes, coloca-nos numa posição privilegiada e de proximidade para sermos capazes de identificar e diagnosticar as mudanças no mercado, traduzi-las para o contexto de cada um dos nossos clientes e apoiar a sua mudança e adaptação, para dar a melhor resposta e continuar a criar valor para as empresas. Internamente, destacaria novamente o facto de fazermos da diversidade de competências e a sua melhor combinação ajustada ao projeto/cliente uma das nossas principais vantagens competitivas.
Ao longo dos anos criámos uma metodologia de trabalho onde, para cada projeto, selecionamos uma equipa capaz de dar resposta aos nossos clientes em todas as dimensões (setor de atuação, especificidades técnicas e âmbito do projeto), de forma a garantir que todas as competências necessárias estão presentes, mas também que teremos a capacidade de falar a mesma linguagem do cliente, e respetivas equipas, garantindo assim uma visão total da empresa.
A abordagem holística às necessidades das empresas é cada vez mais um imperativo pois não há soluções fechadas e estanques. A capacidade de diagnosticar o momento de intervenção e projetar o impacto desta nas diferentes áreas do negócio exige competências diversas e complementares. Essa tem sido a nossa principal diferenciação e, mais que isso, o nosso compromisso.

Como anteriormente mencionado, o processo de fusões & aquisições (M&A) é um dos vários focos da Yunit Consulting. Atualmente, esta abordagem constitui uma força motriz no mundo dos negócios? Quais os motivos?
A procura de investidores, a abertura de capital ou olhar para o crescimento através da aquisição de outras sociedades passaram a marcar presença de forma significativa nas opções dos gestores e empresários portugueses.
Considerando as dificuldades de crescimento orgânico e o custo corrente do capital e/ou excedentes de tesouraria, as operações de Fusões e Aquisições desempenham um papel decisivo no âmbito da criação de valor e nas atuais dinâmicas de crescimento das empresas, assumindo-se como uma componente chave da estratégia organizacional, uma vez que representam uma das opções estratégicas mais rápidas e eficazes para esse crescimento, promovendo a inovação e alavancando vantagens competitivas.
De entre as principais motivações pelas quais as empresas optam por esta estratégia salientam-se as seguintes: expansão geográfica ou de novos produtos; incorporação de know-how ou novas tecnologias; gestão estratégica do portfólio de negócios; procura de sinergias e economias de escala; aumento da quota de mercado; acesso a novas tecnologias; aquisição de recursos e competências; redução da concorrência.

A nível nacional, embora as M&A tenham recuado em 2021, acredita-se que as decisões de investimento que foram adiadas vão retomar agora, até porque os consultores, gestores e líderes empresariais sabem que as empresas precisam de se tornar mais competitivas. Concorda que este será um momento de ascensão? Qual será o grau e nível de desenvolvimento deste setor em Portugal?
Apesar da situação geopolítica e do contexto de elevada incerteza internacional, acreditamos que, durante os últimos anos, foram criadas condições de fundo que irão fomentar o crescimento no longo prazo do mercado de M&A em Portugal.
Relativamente às empresas, constatamos uma procura por capital que suporte os processos de crescimento e profissionalização, bem como um imperativo de obtenção de sinergias e melhoria da eficiência e competitividade assente em processos de concentração. Constatamos ainda (i) a existência de uma geração de empresários de sucesso sem sucessão e que, por isso, pretendem alienar as suas participações e (ii) um elevado dinamismo por parte de startups, com vantagens competitivas no mercado internacional, procurando realizar fundraising visando estimular o seu crescimento
Ao mesmo tempo, observamos atentamente o crescimento do mercado de Private Equity, com um número cada vez maior de intervenientes com competência e experiência que procuram investir em PME com vantagens competitivas distintivas e com trajetórias de crescimento sustentado e bem delineado.
Por fim, é de salientar que, nos últimos anos, as multinacionais e investidores estrangeiros têm vindo a olhar com cada vez mais atenção para as vantagens competitivas do mercado português, materializando-se esse interesse em diversos investimentos.

Também em Portugal, esta atividade mantém-se muito exposta ao investimento estrangeiro, sendo que os setores tecnológico, financeiro e imobiliário lideram as operações, ainda que o Plano de Recuperação e Resiliência (PRR) possa trazer oportunidades para outros setores, nomeadamente o energético. O que esperar do mercado de M&A e destes setores, após os fundos comunitários?
Pela nossa experiência, acreditamos que o PRR, os instrumentos do Banco do Fomento e o Portugal 2030 serão imprescindíveis para apoiar os empresários na iniciação de novos ciclos de investimento num contexto de incerteza. Se, por um lado, os fundos comunitários se assumem como uma ferramenta a ser utilizada pelas empresas para cimentar vantagens competitivas e diferenciação, por outro lado, as Private Equity e as operações de M&A apresentam-se também como um pilar de apoio nestas dinâmicas de crescimento.
Temos notado uma procura crescente por ativos no mercado nacional e de origem muito diversa para o qual estes instrumentos de apoio à economia têm sido fator relevante. Apesar dos setores referidos terem sido os primeiros a ganhar relevo, hoje o turismo, a saúde e também os setores mais tradicionais como a metalomecânica, moldes e plásticos, entre outros, têm sido também alvo de operações de aquisição ou de concentração, sempre numa lógica de ganhar dimensão e competitividade.  As alterações nas cadeias de valor nos últimos anos, aceleradas nos últimos anos com a Pandemia ou o conflito na Ucrânia, têm tornado relevantes no contexto internacional algumas indústrias como as que referi atrás, onde a capacidade técnica e de inovação, flexibilidade e resposta fazem claramente a diferença.

Entre estes setores diretamente impulsionados pelo M&A, destaca-se o energético, que poderá ter uma maior dinâmica face ao conflito na Ucrânia, mas também a transição energética e climática que tem sido uma prioridade de várias organizações e que é, inclusivamente, um dos pilares do PRR. Assim, que multiplicidade de oportunidades poderão emergir desta atividade no setor energético?
Num contexto internacional em que se verifica uma maior preocupação com os investimentos a realizar, materializando-se no ESG – Environmental, Social & Governance, acreditamos que este investimento público na transição energética e climática permitirá às empresas reforçarem elas próprias as suas estratégias de investimentos nestas áreas e colocarem no topo das suas agendas estas preocupações, tornando-as mais apetecíveis para os investidores.

Vivemos uma época de desafios constantes e as empresas não podem presumir que o pior já passou, uma vez que o clima de incerteza deverá continuar a fustigar o mercado. Em que medida os momentos de incerteza e fragilidade económica podem trazer mais-valias para as empresas no que respeita ao M&A?
Na Yunit, acreditamos que o M&A apresenta um papel crucial não só em momentos de crescimento económico, mas também em momentos de incerteza como o que vivemos. Desde logo, pela necessidade de capitalização das empresas para ultrapassarem as adversidades. Destaca-se, neste âmbito, o Programa Consolidar do Banco do Fomento, criado com o propósito de apoiar a subscrição de fundos de capital de risco para investimento em PME e Mid Caps impactadas pela pandemia, mas economicamente viáveis e com potencial de recuperação. Para este efeito, foram já selecionadas 14 Sociedades de Capital de Risco para investimento pelo Fundo de Capitalização e Resiliência e que estarão envolvidas neste processo.
Estes momentos são também propícios para operações de fusão ou aquisição visando não só aumentar a competitividade, mas acima de tudo garantir a estabilidade económica das Sociedades em causa.
Diga-se ainda, que as alterações legislativas através do Programa Especial de Revitalização (PER) e Regime Extrajudicial de Recuperação de Empresas (RERE) promovem um sistema favorável à revitalização das empresas sendo expectável a realização de movimentos de aquisição para posterior reestruturação.
Do nosso lado, temo-nos empenhado em ser o principal parceiro das PME também neste contexto. A nossa experiência no acompanhamento das empresas nos seus principais momentos de mudança, coloca-nos numa posição relevante quando se abordam estas questões. Mais que um broker, somos um parceiro que, ao lado das empresas, as apoia na reflexão e ponderação das melhores soluções estratégicas, onde as operações de M&A são só mais uma das opções disponíveis.

A conclusão é que a atividade de M&A foi, e continua a ser, uma chave-mestra para as empresas que procuram acelerar o seu crescimento. Deste modo, o que podemos esperar deste mercado para o último trimestre de 2022 e para os meses que se seguem, em 2023?
Acreditamos que, aos poucos, os operadores económicos estão a compreender que a incerteza (Covid, Guerra na Ucrânia, inflação) irá permanecer no dia a dia das organizações, pelo que as decisões passarão a ser tomadas neste tipo de contextos. Assim, acreditamos que, durante os próximos meses, haverá uma recuperação do mercado de M&A em termos internacionais, sendo que este fenómeno poderá ser ainda mais acelerado em Portugal pelos motivos anteriormente abordados, nomeadamente relevância das Private Equity e investidores internacionais.
A capitalização das empresas e a sua capacidade de fazer face aos desafios constantes que as mudanças exigem colocam o M&A como uma opção relevante a considerar. Temos sentido, ao longo do ano de 2022, um aumento da procura bastante considerável, seja por parte de players externos ou nacionais.

As empresas têm de continuamente criar valor no mercado em que atuam e, ao mesmo tempo que a Yunit Consulting as apoia neste processo, também cria a sua própria vantagem competitiva ao promover a inovação e a diversificação de produtos, serviços e processos. Com os olhos postos no futuro, que novidades podemos esperar da marca?
Enquanto consultora, o nosso foco tem de ser a criação e entrega de valor para os nossos clientes, uma vez que esse é um pilar essencial para a sustentabilidade financeira do negócio e para a sua longevidade. Isso implica olharmos também para dentro, para as soluções e serviços que disponibilizamos e para os processos e tecnologia que os suportam e perceber se dão respostas às expectativas e necessidades dos nossos clientes. Para isso, e numa lógica de customer centricity, estamos a realizar investimentos num conjunto de plataformas tecnológicas de apoio à decisão, tanto interna como externamente, bem como na nossa presença online, com um duplo objetivo: proporcionar uma melhor experiência ao nosso cliente e as ferramentas necessárias aos nossos colaboradores para ambos poderem
As empresas que criam valor, em simultâneo, para os seus stakeholders, parceiros e clientes são aquelas que têm maior potencial de assegurar a sua rentabilidade no médio/longo prazo e garantir que são competitivas dentro do seu sector.

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Revista Digital

Revista Pontos de Vista Edição 117

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