“A economia circular é um pilar fundamental”

A Revista Pontos de Vista também esteve à conversa com algumas das Pessoas do Schmidt Light Metal Group. Uma delas foi Xavier Silva, Departamento de Ambiente.

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O Schmidt Light Metal Group está comprometido em diminuir a sua pegada de carbono através de uma economia circular. Para melhor entender, de que forma o faz?

O Schmidt Light Metal Group tem feito esforços para reduzir a sua pegada de carbono através da economia circular e do ecodesign, da implementação de medidas de eficiência energética e do aumento do consumo de energia elétrica de fontes renováveis. A economia circular é um pilar fundamental dado que a produção de alumínio a partir de alumínio reciclado permite não só diminuir a necessidade de extração de novos recursos, como requer apenas cerca de 5% do consumo energético comparado à produção de alumínio primário. Aumentar a circularidade do alumínio, incorporando a maior percentagem possível de alumínio reciclado, é um caminho essencial à descarbonização do setor. Nesse sentido procurámos, através de processos de procurement responsável, a maior incorporação possível de alumínio secundário na nossa matéria-prima. Referir que os nossos produtos são totalmente recicláveis, sendo também eles no seu fim de vida incorporados na produção de nova matéria-prima.

Quão gratificante é trabalhar numa empresa, com tamanha dimensão, que se preocupa não só com as gerações de hoje, mas também com as futuras?

Uma vez que a sociedade e as atividades económicas assentam e dependem da biodiversidade e do capital natural, e que tudo isto resulta num ecossistema dinâmico interativo e que, considerando os efeitos de dupla materialidade, interagem entre si afetando e sendo afetados mutuamente, é necessário repensar todo o modelo de crescimento económico por forma a permitir uma harmonização entre os pilares ambiental, social e económico, ou por outras palavras, do capital natural, capital social e capital económico, assegurando desta forma um crescimento sustentável, inclusivo e resiliente. Só através de uma mudança sistémica no comportamento das empresas é possível alcançar esta mudança necessária. Desta forma, trabalhar numa organização comprometida com a sustentabilidade é de facto gratificante na medida em que torna possível contribuir através do nosso trabalho para esta mudança de paradigma, o que proporciona uma sensação de propósito e de impacto positivo das nossas ações. Esta sensação de propósito e de partilha de valores acaba por contribuir para o salário emocional, que nos mantém comprometidos e nos motiva diariamente a desempenhar da melhor forma as nossas funções, criando valor para todas as partes interessadas.