“O Centro de Competências da Crossjoin tem crescido ao longo dos anos”

A Comissão Europeia determinou 2023 como o Ano Europeu das Competências – e vários são os objetivos que se pretendem alcançar, também, com a colaboração de pessoas e empresas. Na linha da frente desta perspetiva está a Crossjoin que, há muito, já caminha lado a lado com o desenvolvimento de competências dos seus talentos em Portugal e no mundo. Paulo Cunha, Architect & Academy Mentor da empresa, explica de que forma o implementam.

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A Comissão Europeia determinou que 2023 é o Ano Europeu das Competências. O objetivo é o de promover a aprendizagem ao longo da vida e o desenvolvimento de competências importantes no mercado de trabalho. Enquanto Architect & Academy Mentor da Crossjoin, e consciente das rápidas mudanças no mercado, quão importante será este ano, para os profissionais, empresas e setores?
O objetivo referido da Comissão Europeia de promover a aprendizagem ao longo da vida reforça o que a Crossjoin acredita, de que o desafio da formação tem de ser contínuo na era da informação em que vivemos.
A Crossjoin já há muito que aposta na aprendizagem contínua dos seus colaboradores, de forma a garantir o seu crescimento e a fornecer aos nossos clientes as soluções que sejam as melhores para as suas necessidades.
Esta necessidade de formação contínua surgiu de forma natural na Crossjoin, devido ao que somos e ao que fazemos.  Somos uma empresa de otimização da performance dos sistemas de informação, que atua em diversos setores, como as telecomunicações, saúde, automóvel, seguradoras, entre outras e em diversos países, tanto na Europa como fora. A adaptação e a aprendizagem aos novos sistemas, plataformas, ferramentas de trabalho, múltiplas tecnologias, formas de comunicar e gerir melhor o tempo e o trabalho é constante.
Os nossos talentos precisam de estar constantemente atualizados e a par com as tendências de mercado.
Este ano, a tendência na área do IT, continua a ser as tecnologias disruptivas como sendo as associadas a machine learning e blockchain, para além das mudanças no modelo de implementação de sistemas de informação com o crescimento do “Software as a Service” e outros serviços cloud based. Com base nesta tendência, a Crossjoin investe, sobretudo, na formação e desenvolvimento das suas pessoas.
As empresas que ainda não partilharem deste mindset de constante adaptação e formação, não conseguirão competir com outras empresas, onde esta consciência já está enraizada e onde já colocam em prática. Existe falta de profissionais em diversas áreas e em especial na área do IT, e como tal é necessário desenvolver novas competências nos profissionais para poderem suprimir certas necessidades. As gerações Z e Milliennials são gerações onde esta adaptabilidade é mais normalizada e onde elas próprias procuraram uma constante aprendizagem, é por isso necessário apoiar algumas empresas a mudar o mindset desenvolvendo as suas pessoas.
O objetivo referido de promover a aprendizagem ao longo da vida salienta que o desafio da formação é contínuo, na era da informação em que vivemos, daí o investimento da Crossjoin na contínua aprendizagem e crescimento dos seus colaboradores, de forma a fornecer aos nossos clientes as soluções que sejam o best fit para as suas necessidades.

Certo é, muito antes de 2023 ser estabelecido como o Ano Europeu das Competências, a Crossjoin já caminhava lado a lado com os objetivos propostos para os próximos meses. Como parte do sucesso da empresa, de que forma o Centro de Competências tem sido a mudança-chave na abordagem a desafios multi-tecnológicos?
O Centro de Competências da Crossjoin tem crescido ao longo dos anos na sua capacidade de fornecer, com a sua equipa multidisciplinar, soluções best of breed. No lugar de segregação por missão, o centro de competências permite escalamento rápido do esforço quando as missões o exijam, e facilita a partilha de conhecimento e experiência multi-tecnológico e multi-projeto. Adicionalmente, permite acarinhar e desenvolver os mais juniores, trabalhando lado a lado com os membros mais experientes da equipa. Consideramos que, a Academia é também um fator essencial nesta abordagem, na medida em que forma os mais recém-chegados à Crossjoin, dotando-os de ferramentas, metodologias e métodos de trabalho imprescindíveis para o seu trabalho no Centro de Competências e, no caso dos recém graduados da faculdade, no mundo do trabalho em geral.

Atualmente, o Centro de Competências da Crossjoin tem uma forte ligação com Universidades e Institutos. É legítimo afirmar que esta ligação está alinhada com o objetivo do Ano Europeu das Competências de atrair pessoas com as competências necessárias de outras geografias, facilitando a sua mobilidade e o reconhecimento das suas qualificações? Por que motivo isto é essencial para a Crossjoin?
Sim, está alinhada. A Crossjoin investiu nos últimos anos em Almada, que nos dá um elevado alcance na grande Lisboa e distrito de Setúbal, e em Aveiro, com a criação dos nossos Polos Tecnológicos. Estes Polos visam potenciar a excelência do nosso Centro de Competências com as melhores condições de trabalho, possibilitam continuar a fazer crescer as nossas equipas e permitem uma maior proximidade às Universidade e Institutos.
As nossas equipas estão dispersas geograficamente, temos equipas a trabalhar em vários países como, por exemplo, Chile, Canadá, Bélgica e Portugal a trabalharem presencial, remotamente e de forma híbrida, e por isso temos total abertura para continuar a contratar de várias geografias.
Quanto ao reconhecimento das suas qualificações, é uma das nossas práticas que independentemente da área geográfica, cliente, projeto, todos seguem as mesmas práticas de gestão de carreira. Existe um plano de carreira na Crossjoin transversal a todas as áreas e existe um plano individual de desenvolvimento, onde cada um sabe como progredir e onde está especificado as necessidades de formação indicadas por ele, ou pelo seu mentor. Existe também definições de expectativas consoante os projetos, assim como feedback contínuo.
Estas práticas são fundamentais para a Crossjoin, porque acreditamos que o desenvolvimento pessoal e profissional, assim como o acompanhamento contínuo e o bem-estar dos nossos talentos é fundamental para a sua retenção e engagement.

Além disso, a Crossjoin assegura que o seu propósito é contratar e construir competências para o futuro numa área onde existe uma lacuna entre as necessidades do mercado e licenciados. De que lacuna estamos a falar?
O mercado de IT continua em crescimento havendo uma grande necessidade de recursos qualificados em todas as áreas. Naturalmente que, as tecnologias mais disruptivas, acima referidas, vão ter uma especial atenção dado o crescimento previsível de necessidades de recursos qualificados.
Além do aspeto tecnológico, há um grande gap a nível do aluno recém-graduado no ensino superior e as necessidades de mercado, que é tradicionalmente suprido, ao longo de anos de experiência. A nossa Academia pretende mentorar os recém licenciados e mestres, de forma a mais rapidamente dar-lhes as ferramentas e capacitá-los na sua integração plena no mercado de trabalho.

Segundo a Comissão Europeia, em 2021, havia escassez de mão de obra em profissões ligadas à construção, cuidados de saúde, engenharia e tecnologias de informação. Passados dois anos e, atualmente, com esta aposta na promoção de um investimento acrescido, eficaz e inclusivo na formação e na melhoria de competências, considera que, no âmbito da Crossjoin, esta escassez ainda existe? O que urge melhorar?
Conquanto haja necessidade de mão de obra no mercado de tecnologias de informação em que a Crossjoin se encontra, a formação é não só uma necessidade, dado o crescimento continuado da empresa, é também uma oportunidade para potenciar ainda mais crescimento.

Esta mentalidade inovadora tem permitido ainda que a Crossjoin esteja a par de temas como a transição ecológica e digital. Considera que, ambas as vertentes, estão a criar oportunidades para as pessoas e para a economia da União Europeia? De que forma a empresa tem abraçado estes campos importantes para o Ano Europeu das Competências?
O deslocamento continuado de grande parte das atividades humanas para o mundo digital aumenta cada vez mais, não só o tamanho do mercado, como a relevância dos nossos serviços de performance, dados os desafios da escalabilidade das plataformas e é cada vez mais importante a necessidade de uma user experience sem latências para um mundo de utilizadores de tecnologia, cada vez mais exigente.
A transição ecológica não só foi abraçada do ponto de vista da prática interna (os automóveis da empresa são elétricos e o Polo Tecnológico em Almada foi construído e decorado com materiais sustentáveis, por exemplo), como levanta desafios interessantes do ponto de vista do IT a diversos níveis, por exemplo a preocupação com o crescimento contínuo do consumo de energia dos datacenters pelo mundo aumenta a “pegada de carbono” global realçando a necessidade de serviços de otimização, que oferecem, frequentemente, ganhos drásticos no consumo de energia, sem perda de funcionalidade.

O ano de 2023 será, por tudo aqui mencionado, dedicado às competências, à formação, às pessoas, à inovação e à sustentabilidade. Neste registo, que plano foi traçado para os próximos meses da Crossjoin?
Sem entrar em muito detalhe posso dizer que a Crossjoin aumentou o número de colaboradores em 50% num ano, e não pretendemos parar por aqui. No entanto, iremos como sempre garantir que o crescimento é feito de forma sustentável, daí o nosso investimento continuado em garantir que conseguimos desenvolver ao máximo as competências, não só na formação contínua dos nossos Crossers, mas também formando os que entram na metodologia da Crossjoin, e nas componentes tecnológicas necessárias, e convidando os que entram também a ajudar a enriquecer e diversificar a nossa knowledge base.

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