“A ALS quer continuar a trabalhar para um bem maior, cuidando em fazer bem, movendo-se por causas positivas”

Tendo como mote para esta conversa, os 32 anos da RELACRE – Associação de Laboratórios Acreditados de Portugal, a Revista Pontos de Vista esteve à conversa com João Cotta, Diretor Geral da ALS Life Sciences Portugal, que em grande entrevista nos seu o seu «ponto de vista» sobre a atuação da ALS em Portugal e como a mesma tem perpetuado uma dinâmica e orgânica em prol da melhoria contínua e evolutiva, assegurando que a marca é uma organização de pessoas para servir pessoas e o conhecimento é o produto que a equipa da ALS oferece aos clientes e a toda envolvente.”

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Durante mais de 40 anos, a ALS tem fornecido testes e soluções técnicas a clientes, numa vasta gama de indústrias um pouco por todo o mundo. Fazendo uma retrospetiva à sua história, o que faz desta uma marca líder global em testes?
Os valores principais são a dedicação ao cliente e a firme vontade de entender a sua perspetiva. E isso começa com a excelente equipa que temos e na escola de talentos que é a ALS em Portugal. Com sonho, paixão e boas pessoas tudo é possível.

Usando a ciência como «estrela guia», a ALS tem como objetivo ser um parceiro de confiança no alavancar do conhecimento tecnológico, sustentabilidade e práticas empáticas para ajudar a tornar o mundo um lugar melhor. Face à atividade da marca, de que forma o tem vindo a concretizar?
Nós somos uma organização de pessoas para servir pessoas e o conhecimento é o produto que a nossa equipa oferece aos nossos clientes e a toda envolvente. Temos uma grande e porosa ligação ao sistema científico e tecnológico nacional e internacional. Esta relação está aliada ao conhecimento das nossas pessoas, baseado na sua curiosidade e investigação aplicada. O conhecimento existe e está disponível. Na ALS fomentamos a curiosidade e a insatisfação permanente para sabermos cada dia mais.

A ALS afirma, ainda, que alavanca o poder dos dados para resolver desafios complexos para um mundo mais seguro e mais saudável. Para melhor entender, de que desafios estamos a falar e em que medida os dados têm sido a «chave» para os resolver?
Existimos para servir os nossos clientes e para lhes darmos informação útil, para que eles possam tomar as decisões corretas em tempo útil. Para isso é importante converter os dados em informação útil para a melhoria contínua dos processos e produtos dos nossos clientes e da ALS.

Mas não ficamos por aqui – a ALS «vive» profundamente empenhada em proporcionar uma experiência positiva aos colaboradores, na qual os membros da equipa exploram soluções inovadoras num ambiente seguro e inclusivo. Acredita que este tem sido um dos maiores contributos do sucesso da ALS? Quão importante é preservar e valorizar os melhores talentos?
A ALS é uma organização que depende do talento das suas pessoas. Somos pessoas que servimos pessoas. Por isso a nossa equipa, a sua estabilidade e desenvolvimento são e serão a base para o crescimento da nossa organização. Um dos desafios muito importantes da ALS é dar um propósito e uma perspetiva de evolução a todos os nossos talentos. Outro valor chave da ALS é higiene e segurança no trabalho, como dever da organização, mas também de cada um de nós que aqui trabalha.

Além do compromisso da ALS com as suas pessoas, a marca compromete-se também com o ambiente. Olhando para a atualidade do setor, quão necessário é incrementar medidas que fomentem um impacto positivo no planeta?
A sustentabilidade tem de ser uma prioridade para todos pois vivemos uma emergência climática global. Temos de recuperar o nosso planeta para as gerações futuras, mas também para o tempo presente. A ALS pretende atingir a neutralidade de carbono no ano fiscal 2023-2024 e temos diversas métricas muito exigentes neste âmbito.

Neste sentido, no trabalho de campo da ALS, de que forma a responsabilidade ambiental e a sustentabilidade têm sido uma prioridade? Que práticas foram implementadas?
As ações são múltiplas e muito ricas como a utilização de energias renováveis, eficiência energética dos edifícios, substituição da frota por viaturas elétricas, gestão, separação e redução dos lixos, utilização de materiais recicláveis, redução dos plásticos, gestão eficiente do consumo de águas e das águas residuais, redução das emissões gasosas de CO2 e dos gases com efeito estufa. Outro aspeto muito importante na sustentabilidade é a segurança, bem-estar e o desenvolvimento das pessoas. Sem as nossas pessoas nada era possível.

Importa mencionar ainda que a ALS fornece, também, serviços laboratoriais e inspeção que ajudam as pessoas em todo o mundo. De que forma, este facto, além de defender os direitos humanos, gera oportunidades e estimula as economias locais?
A ALS tem um vasto leque de políticas corporativas globais que incluem uma relação forte com a envolvente, igualdade de género e de oportunidades e a promoção dos direitos humanos como valor fundamental da nossa gestão. São valores muito importantes na nossa atividade.

Olhando agora para dentro, há 32 anos houve a necessidade de se criar em Portugal uma entidade que representasse os laboratórios portugueses, tendo nascido, assim, a RELACRE – Associação de Laboratórios Acreditados de Portugal. Que motivos fazem com que esta seja uma Associação com elevado prestígio em Portugal?
Para a ALS é um privilégio ser associado da RELACRE, pois, a Associação tem sido a voz avisada nacional e internacional dos laboratórios portugueses. Este prestígio não é apenas nacional, mas também internacional. No estrangeiro já ouvimos também diversas vezes referências muito positivas sobre o trabalho da RELACRE.

Sendo a representante dos Laboratórios Acreditados, de que forma a RELACRE tem melhorado a competitividade do setor no país? Que mais-valias emergem desta atividade, no âmbito da economia nacional e social?
A RELACRE é a única voz dos laboratórios acreditados em Portugal. Um dos aspetos relevantes da RELACRE é na promoção da importância da acreditação como fator de tranquilidade para os clientes dos laboratórios. Os laboratórios acreditados em Portugal, a todos os níveis da economia, são uma garantia de qualidade para os produtos e serviços que o País produz, mas também para a proteção do ambiente.

Falemos agora de desafios. Sabemos que este setor enfrenta, como tantos outros, desafios económicos, tecnológicos, sociais e ambientais. Que lacunas, no seu ponto de vista, urgem colmatar?
A sustentabilidade ambiental é um dos desafios para todos os laboratórios. Ainda temos um longo caminha a percorrer neste aspeto. Outro aspeto importante é incorporarmos a inteligência artificial nos nossos processos para podermos prestar um melhor serviço aos nossos clientes e uma melhor qualidade de trabalho à nossas pessoas. Um terceiro aspeto é a formação e o desenvolvimento das nossas pessoas e talentos, pois as pessoas são a razão pela qual os laboratórios são importantes para a nossa economia.

No que concerne à resposta e apoio da RELACRE a esses mesmos desafios, em que medida tem sido crucial e um vetor determinante para os seus Associados?
A RELACRE tem sido uma voz ponderada dos laboratórios acreditados em Portugal e no estrangeiro. Tem realizado um excelente trabalho na promoção da acreditação como valor de credibilidade técnica e confiança. Sem confiança não há economia competitiva e sustentável.

Face às adversidades existentes, a RELACRE tem um papel cada vez maior na promoção das vantagens da acreditação e na tranquilidade que a mesma transmite. É, por este motivo, que ALS se revê nesta Associação? De que forma, a ALS, irá continuar a participar nas iniciativas da mesma?
A ALS continuará a participar nas atividades da RELACRE se for esse o interesse da Associação. A acreditação é um valor importante de credibilidade e rigor para os laboratórios, para os nossos clientes e para a nossa economia. A RELACRE deve ser o grande promotor da acreditação, mas também da discussão das políticas regulatórias que afetam as atividades dos laboratórios.

A RELACRE faz, neste 2023, 32 anos de história. Em nome da ALS, que mensagem gostaria de deixar à Associação, pelo seu trabalho, dedicação e contributo ao setor dos Laboratórios Acreditados em Portugal?
A RELACRE deve manter a prioridade na comunicação da acreditação como valor de confiança. Pensamos que a RELACRE deve também reforçar a sua atitude firme e responsável de defesa dos interesses dos laboratórios acreditados de Portugal. Para isso é importante comparar os contextos regulatórios da acreditação de Portugal e de outros países para que a competitividade dos laboratórios portugueses não seja afetada.

Por fim, direcionemos a conversa para o futuro da ALS. Com que perspetiva encara a atividade da marca a médio e longo prazo? Enquanto Presidente do Conselho de Administração, o que pretende alcançar?
A ALS quer continuar a trabalhar para um bem maior, cuidando em fazer bem, movendo-se por causas positivas. A ALS em Portugal vai continuar a investir na formação, desenvolvimento e proteção das suas pessoas, na satisfação e utilidade da ALS para os nossos clientes, na investigação aplicada para o desenvolvimento de novos serviços e produtos e na sustentabilidade da nossa atividade.