“A inovação tecnológica está no ADN do CTCV”

Marta Ferreira, responsável da Unidade de Sistemas de Gestão de Melhoria do CTCV, abordou, em entrevista à Revista Pontos de Vista, de que forma este Centro de Tecnologia e Inovação tem sido um parceiro incontornável no desenvolvimento de soluções de vanguarda. Saiba tudo.

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O CTCV – Centro Tecnológico da Cerâmica e do Vidro é uma organização ligada ao conhecimento e ao saber-fazer. Como tal, de que forma tem sido um parceiro incontornável no desenvolvimento de soluções de vanguarda?
O CTCV é um Centro de Tecnologia e Inovação, entidade que se dedica à valorização de produtos e serviços e à transferência de tecnologia. Como parceiro tecnológico, tem evoluído ao longo dos anos na sua forma de atuar, realizando investimentos em infraestruturas, tecnologia, recursos humanos e serviços capazes de dar resposta às necessidades de conhecimento e acesso a soluções que permitam às empresas intervir na sua cadeia de valor, inovando e desenvolvendo processos e modelos de negócio mais ágeis e sustentáveis. Tem vindo a desenvolver uma participação ativa em projetos de desenvolvimento tecnológico aplicado, enquadrados em programas nacionais e europeus, com uma atuação significativa no desenvolvimento de novos produtos e processos na área dos materiais.

A preocupação com a mudança na procura da melhoria é um valor central no CTCV. Assim, em que medida a marca se tem conseguido reinventar? Que papel tem tido a área de investigação e desenvolvimento na «vida» do Centro?
Podemos afirmar que a inovação tecnológica está no ADN do CTCV. É particularmente importante o papel que podemos ter na ligação entre as instituições de ensino superior e as empresas na valorização de produtos e serviços e na transferência de tecnologia. Para isso, temos realizado parcerias com entidades do Sistema Científico e Tecnológico e empresas procurando inovar em processos e modelos de negócio mais ágeis e sustentáveis. Ao longo dos anos temos vindo a desenvolver uma participação ativa em projetos de desenvolvimento tecnológico aplicado, enquadrados em programas nacionais e europeus de apoio à I&D.

Sabemos que o CTCV é Associado Fundador da RELACRE, Associação de Laboratórios Acreditados de Portugal, que foi fundada há 32 anos. Como define a importância desta Associação ao longo dos anos?
Vivemos hoje mais do que nunca num contexto de livre circulação de produtos em que a qualidade do que entra nos mercados impacta de forma muito concreta na qualidade de vida dos consumidores. Nesse sentido a normalização assume um papel determinante no controlo dos mercados e no fomenta um trabalho concreto no desenvolvimento de produtos e serviços ajustados às necessidades e de acordo com a legislação aplicável. Os laboratórios têm, nesta área, um papel determinante na determinação do desempenho e controlo destes produtos.
A Relacre tem assumido assim uma importância fulcral no apoio à atividade laboratorial do país e na representação dos laboratórios não só na ligação a entidades externas, como na interação e partilha desejável entre todos os associados. Este papel é essencial na divulgação de conhecimento a nível técnico e no esclarecimento de questões processuais que têm um impacto marcante no desempenho económico dos laboratórios e na qualidade do serviço que estes prestam aos seus clientes.

São vários os desafios que existem, atualmente, em todos os setores de atividade – além dos sociais e económicos, existe a perspetiva ambiental e energética cuja preocupação tem de ser prioritária. Como analisa a resposta do setor e do CTCV enquanto sua representante neste âmbito?
Atravessamos um contexto de custos energéticos elevados, escassez de matérias-primas e mão-de-obra, a par de metas europeias de extrema exigência em matéria de descarbonização, acompanhado de desafios para a transformação digital. Neste contexto, o CTCV está a iniciar no âmbito das Agendas Mobilizadoras do PRR, novos projetos com as empresas do setor para desenvolver novas tecnologias para processos industriais que reduzam o consumo de combustíveis fósseis e usem energia renovável (eletricidade e hidrogénio verde) e ainda no desenvolvimento de novos produtos, produzidos através de processos mais sustentáveis. Vamos ainda participar no desenvolvimento de roteiros para a descarbonização dos setores industriais da cerâmica, do vidro e dos recursos minerais e integramos o Polo de Inovação Digital regional “PTCentrodiH” onde vamos continuar a desenvolver e promover os processos de fabricação aditiva.

Face às mudanças e aos novos desafios que assistimos, que passos serão dados pelo CTCV, de forma a manter, no futuro, o rigor e a credibilidade que o define?
O CTCV é reconhecido pela ANI (Agência Nacional de Inovação) como CTI – Centro de Tecnologia e Inovação, tem o seu Sistema de Gestão da Qualidade certificado de acordo com a norma ISO 9001 e os seus laboratórios acreditados pelo IPAC segundo a norma ISO/IEC 17025. Esta aposta na qualidade (ensaios, normalização, acreditação e certificação) desenvolvida em diferentes áreas operacionais e de suporte para servir de guia às práticas internas e incrementar o desempenho do CTCV, credibiliza o esforço de todos os colaboradores pela certificação, através do reconhecimento externo por entidades acreditadas e dá a uma garantia de qualidade ao mercado e aos nossos clientes.