“O papel dos RH nunca foi tão relevante como agora”

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FILIPA TEIXEIRA, HR MANAGER NA ASSA ABLOY OPENING SOLUTIONS PORTUGAL

A recente integração das empresas MR e MARC no grupo ASSA ABLOY deve ter levado a algumas mudanças estratégicas na gestão de Recursos Humanos. Ao nível das políticas de RH, quais foram os principais desafios da integração destas empresas no contexto de uma multinacional, líder global de soluções de segurança?
O processo de integração das empresas no grupo ASSA ABLOY implicou a integração de muitas pessoas numa nova realidade. Para aligeirar receios, incertezas e a normal resistência à mudança inerente à natureza humana foi fulcral que a nova liderança profissional atentasse a uma comunicação assertiva e transparente, assegurando desde o início que a nova estrutura contava com todos, ainda que surgissem alterações nos processos e decisões.
Por aqui começou o contacto com a cultura organizacional da ASSA ABLOY. Este conjunto de crenças, diretrizes, hábitos e normas permite-nos, a cada um, alinhar o seu papel com a organização, trilhando o nosso caminho em conjunto. Esta nova cultura passou a orientar comportamentos e atitudes individuais e coletivos, fomentando o sentimento de pertença e segurança – todos vestimos (literalmente) #together we!.
Sendo as pessoas os ativos mais importantes numa organização, o contributo da área de RH passa muito por criarmos condições para sermos capazes de atrair, reter e desenvolver os melhores profissionais, só assim desenvolveremos a organização.

Sem pessoas, não há organização. Por esse motivo é necessário investir no seu desenvolvimento, motivação e crescimento. Em que medida a ASSA ABLOY tem apostado nestas três vertentes?
O desenvolvimento, profissional e pessoal, é para muitos um dos principais objetivos. O investimento, por parte da organização, na capacitação do capital humano mostra a sua preocupação com a carreira dos seus colaboradores e fomenta o desenvolvimento individual, enquanto os mantém motivados e envolvidos.
As condições de trabalho são também fundamentais para manter os colaboradores motivados. Por isso, o importante investimento num ambiente laboral em que cada colaborador desempenha a sua função corretamente e em segurança. Sendo a segurança uma das maiores prioridades para a ASSA ABLOY, o seu ponto de partida, neste primeiro ano, recaiu nesta área: primeiro o compliance e em seguida a Prevenção de Riscos Laborais.
No entanto, a aposta no desenvolvimento dos colaboradores não fica por aqui. À medida que o mercado de trabalho continua a evoluir, há uma necessidade constante de os colaboradores adquirirem novas ferramentas para garantir que as suas competências são relevantes, e para garantir que a equipa detém as competências necessárias para a organização. Mantendo-se como áreas de formação prioritárias as soft skills (destacando-se a liderança e a comunicação), a componente técnica, a melhoria contínua e a qualidade.

Do ponto de vista do colaborador, acredita que hoje os desafios são maiores no que diz respeito à sua atração, retenção e desenvolvimento? Quais os motivos e que estratégia a ASSA ABLOY utiliza no sentido de os mitigar?
Perante todas as alterações no cenário económico, o capital humano é cada vez mais valorizado pelas empresas. Por isso, a missão dos RH foca-se na atração dos colaboradores certos, paralelamente às políticas de retenção e desenvolvimento de colaboradores, que resultem no perfil exigido para cumprir as metas da organização.
A estratégia da ASSA ABLOY focou-se na reflexão e estudo do que poderia vir a oferecer aos novos e atuais colaboradores, para que estes se sintam atraídos a aceitar ou manter este projeto profissional: cultura organizacional, espírito de liderança, oportunidade de progressão, reconhecimento, condições de trabalho que estimulem bem-estar e momentos de lazer, aposta na formação e desenvolvimento de competências, e acima de tudo políticas que promovam uma boa retribuição emocional.
Desta forma, o papel dos RH nunca foi tão relevante como agora. A natural competitividade de mercado é, de certa forma, o ímpeto para procurar e traçar novos modelos de superação aos desafios impostos, que paralelamente contribuam para a sustentabilidade do negócio.