TECNOVERITAS e o seu contributo para o Desenvolvimento Científico e Tecnológico da Humanidade

Competência, Qualidade, Eficiência e Responsabilidade são os quatro vetores pela qual se tem regido a história da TecnoVeritas. Pedro Alua, Diretor da LabTecno – Laboratório Acreditado da marca – conversou com a Revista Pontos de Vista sobre esta caminhada de mais de 25 anos.

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Com mais de 25 anos, a TecnoVeritas fornece serviços de engenharia e soluções tecnológicas para o setor naval e industrial. De que forma, ao longo dos tempos, a marca tem combinado inovação e conhecimento?
Desde o início da sua atividade que a TecnoVeritas tem promovido esforços de modo a desenvolver soluções inovadoras para o mercado. Após os primeiros anos dedicados ao setor marítimo, a empresa expandiu o seu campo de atuação para a indústria pesada terrestre, apresentando soluções e serviços que promovem valor acrescentado para os seus clientes. A inovação na TecnoVeritas sempre se orientou para a solução dos problemas dos clientes, contribuindo para o desenvolvimento científico e tecnológico da humanidade (um dos princípios fundamentais pelo qual a TecnoVeritas se rege).
Uma das máximas do CEO da TecnoVeritas, “nós todos sabemos mais do que eu”, é prova desse facto. Da mesma forma que é gerado conhecimento fruto das novas soluções disruptivas, esse conhecimento é partilhado.  Ao criar respostas para situações atuais e ao promover diferenciação está a criar conhecimento. A combinação desses dois termos deverá estar interligada, porque o conhecimento, em parte, advém dessa necessidade de crescer e de ultrapassar barreiras, criando assim valor acrescentado.

Atualmente, as soluções da TecnoVeritas são maioritariamente focadas no ambiente e na gestão de energia. De que soluções estamos a falar e, em que medida, as mesmas, se destacam no mercado?
Um dos principais focos da TecnoVeritas é providenciar produtos e serviços especializados de Engenharia, Consultoria e Inspeção nos domínios de Ambiente, Energia e Mecânica, para o setor naval e industrial. Algumas das soluções inovadoras da empresa em termos de otimização e gestão de energia são:
Sistema BOEM (Blue Overal Eficiency Monitoring) é uma “Tool Box” na nuvem, com Inteligência Artificial e que integra num único ambiente de trabalho, e em qualquer local, ferramentas como monitorização de processos, emissões gasosas, gestão da manutenção (com certificado Type Approval da Bureau Veritas), Desempenho energético das instalações, Documentação, Relatórios, Manuais, Certificados, Compras e muito mais. O mesmo emite relatórios de forma automática  e permite analisar tendências dos principais KPIs (Key Perfomance Indicators) da instalação do cliente. Estas soluções estão em aplicação em vários armadores do setor naval nacional e internacional (navios transporte de passageiros e cargueiros), tendo grande impacto na sua atividade, permitindo que os clientes cumpram com as legislações em vigor (como é o caso da regulamentação EEXI), mas também na indústria.
SCR’s (Selective Catalytic Reactors), para redução das emissões de Óxidos de Azoto (NOx), são desenhados e instalados nos navios e fábricas com supervisão com reduções de 80% das emissões.

Esta perspetiva ambiental tem ganho destaque no mundo, sendo hoje um dos maiores desafios em diversos setores. Qual diria que tem vindo a ser o papel e as mais-valias do setor dos Laboratórios Acreditados Nacionais neste âmbito?
O setor dos Laboratórios Acreditados Nacionais tem um papel fulcral em termos de garantia da qualidade, normalização e avaliação da conformidade dos produtos e serviços que presta.
Com as presentes alterações climáticas e a crescente preocupação que se tem vindo a acentuar – em termos de regulamentar o impacto ambiental e diminuir a pegada carbónica – é cada vez mais importante o papel dessas entidades. Os produtos como os combustíveis fósseis, cuja queima tem impacto no Ambiente, deverão ser sujeitos a um controlo apertado e a sua qualidade devidamente aferida. Por exemplo, o LabTecno (Laboratório acreditado da TecnoVeritas) realiza os ensaios oficiais para o Estado Português, para verificação do cumprimento do teor de enxofre nos combustíveis marítimos.
Apesar das entidades terem um papel fundamental, o utilizador final também o tem. Este deverá fazer um uso correto desses produtos, procurando minimizar o impacto que deles advém (otimização energética). Assim, é necessário conhecer as suas especificações e perceber se algum parâmetro não está conforme, pois poderá afetar os equipamentos e conduzir a emissões desajustadas e nefastas. Nesse caso em concreto, os laboratórios têm a obrigação e o papel de avaliar a conformidade desses produtos para futuro uso. De igual modo, os laboratórios cujo o foco seja a aposta em investigação e desenvolvimento deverão potenciar novassoluções de forma a mitigar os efeitos da poluição ambiental e potenciar a sustentabilidade.

Há 32 anos a RELACRE – Associação de Laboratórios Acreditados de Portugal nasceu, precisamente, para apoiar o setor nos desafios existentes. Como define a importância da atuação da Associação até ao momento?
A Relacre tem-se pautado como uma referência junto da comunidade portuguesa de entidades com atividade laboratorial, ao longo destes anos.
Tem tido um papel fulcral em termos de representação dos laboratórios portugueses na EUROLAB, procurando ajustar o seu campo de atuação às suas necessidades. A Relacre tem apoiado fortemente a atividade laboratorial em território nacional, procurando divulgar, criar sinergias e desenvolver atividades de suporte e incentivo aos seus associados.
Outro aspeto importante da Associação tem estado relacionado com a promoção de Valores da Qualidade (fomentando vertentes como a formação e qualificação, normalização e avaliação da conformidade).

Com que perspetiva encara o futuro, não só da TecnoVeritas, como do seu setor?
Com mais de 25 anos de atividade, a TecnoVeritas tem orientado a sua atuação por valores de Competência, Qualidade, Eficiência e Responsabilidade. São também estes os valores que queremos para o futuro da empresa, acrescentando a inovação e o desenvolvimento científico.
Nos últimos anos, efetuámos um forte investimento em termos de equipamento  e I&D, para poder oferecer soluções ao mercado que possibilitem combustíveis mais ecológicos e soluções mais sustentáveis. Como exemplo, temos o tratamento de combustíveis e o desenvolvimento de combustíveis mais limpos. Criámos um sistema de emulsão em linha que permite a poupança e diminuição de emissões para os seus utilizadores e detemos uma patente para remoção de enxofre em combustíveis pesados, contribuindo para a construção de uma unidade à escala industrial na Arábia Saudita. Recentemente, desenvolvemos um sistema de blending em linha para compatibilização de combustíveis fósseis clássicos com biocombustíveis, que poderá ser uma das soluções para a descarbonização.  Estes sistemas foram caracterizados no LabTecno e a sua queima testada em banco de ensaios (motor de ensaios).
O nosso foco é também o Hidrogénio. Desenvolvemos um eletrolisador novo e disruptivo, de alta eficiência, baseado na tecnologia de eletrólise alcalina, com fim a permitir disponibilizar o Hidrogénio por ele produzido em postos de abastecimento automóvel.
O nosso mais recente projeto de I&D prende-se com o desenvolvimento para a Mitsubishi MTEE, de um motor diesel Dual Fuel Hidrogénio.
De forma a cobrir toda a cadeia de valor, a TecnoVeritas tem investido em termos de desenvolvimento num sistema de armazenamento de Hidrogénio a baixa pressão, utilizando um transportador líquido à base de óleo (LOHC – Liquid Oil Hydrogen Carrier). O Hidrogénio é absorvido nesse óleo num reactor desenvolvido pela empresa (Hidrogenador), podendo posteriormente ser transportado e armazenado à pressão e temperatura ambiente. Essa aposta será uma solução disruptiva a nível da utilização de Hidrogénio, no que toca a  mobilidade e, em particular, no armazenamento seguro de Hidrogénio a bordo de navios e não só.
Em suma, o futuro da empresa passará por um apoio à Economia Azul e sustentabilidade ambiental.