“Durante muito tempo, ser engenheira civil não era suficiente, ser mulher “atrapalhava”

A CONSULGAL, enquanto empresa portuguesa de prestação de serviços pluridisciplinares de consultoria de engenharia e gestão de empreendimentos e ambiente, é também um exemplo de uma Marca que promove, no seio da sua atividade, a igualdade de oportunidades. Nas linhas seguintes estão as perspetivas das Mulheres Engenheiras que integram esta equipa, que nos contam a sua experiência neste mercado.

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Fátima Teixeira, Engenheira Civil

A Fátima Teixeira é Engenheira Civil e desenvolve a sua atividade na CONSULGAL. Como é que esta área entrou na sua vida e, de que forma, a empresa em questão criou a ponte para a desenvolver de forma transparente e livre de preconceito de género?
Começar é sempre pelo princípio, seja ele qual for. As minhas motivações mais profundas surgiram bem cedo, ainda na adolescência, e estavam entre o desenho e a matemática. Resolvi juntar as duas.
Não sendo a engenharia para mulheres e tão pouco uma tradição de família, o apoio e incentivo que senti foram importantes para a carreira.
A CONSULGAL surgiu há 23 anos, no decorrer destes anos foi aliciada pelas pontes, viadutos, tuneis e carris com acolhimento e abertura a oportunidades para crescer. As mulheres continuam a ser em menor número, mas nunca sentimos por parte de quem lidera, nenhuma reserva, pelo contrário, a competência sempre foi a escolha e não o género.

Até então, quais foram os principais desafios que enfrentou pelo simples facto de ser Mulher no universo da Engenharia?
O primeiro desafio surge nas primeiras entrevistas, no início de carreira, a entidade empregadora apenas tinha curiosidade em entender por que razão uma mulher concorria e entendia de direção de obra. Durante muito tempo, ser engenheira civil não era suficiente, ser mulher “atrapalhava”.
As obras sempre tiveram uma linguagem própria, por vezes inoportuna, mas a educação que tinha recebido, foi sempre suficiente para que os colegas, os encarregados, e os restantes trabalhadores, fossem entendendo que a surdez momentânea arremessava a inconveniência.
Ser obrigada a provar que sabia, sempre foi o meu maior desafio ao longo de todos estes tempos.

Sabemos que os serviços da CONSULGAL são pautados por elevados padrões de qualidade e pelo propósito de acrescentar valor ao cliente. Mas, ainda antes disto, é legítimo afirmar que acrescenta valor às Engenheiras que nela trabalham? De que forma?
A integração na empresa foi fácil, apesar de sermos poucas engenheiras em obra, há uma cultura de empresa voltada para a competência, fosse ela de onde viesse. Não há preconceitos nem reservas na apresentação do Curriculum em concursos. Neste sentido a CONSULGAL acompanha as melhores práticas e cria espaços para todos, existe igualdade de oportunidades para se crescer.
A prova é feita, nos múltiplos serviços que as mulheres CONSULGAL fazem ao longo dos tempos. Hoje é mais fácil, muito mais, mas ainda nos cruzamos com pensamentos velados de incompetências de género.

O que é que diferencia a CONSULGAL neste que é um mercado altamente competitivo?
O maior segredo é a qualificação dos recursos humanos aliada à estratégia de crescimento sustentado. Os colaboradores, homens e mulheres, permanecem anos e mesmo décadas na empresa, por se sentirem bem, por serem acolhidos e considerados nas suas especificidades.
O valor acrescentado mais significativo na CONSULGAL é assim, o fator humano e a utilização deste talento é o maior argumento para o sucesso. O mercado e os clientes sabem que as equipas eficientes oferecem melhor atendimento e desempenho, garantindo uma maior adaptabilidade nas situações e desafios, com transparência e confiança na resolução de problemas, potenciando assim relações mais duradouras.