GEOPALM, representa virtualmente a realidade

Criada em agosto de 2017 pelo engenheiro Gustavo Palma, a GEOPALM é uma empresa de engenharia com sede em Coimbra e três outros escritórios espalhados pelo país, Matosinhos, Lisboa e Olhão. Assumindo-se como uma empresa de Geoengenharia, que se preocupa com a medição rigorosa e a caracterização dos fenómenos mensuráveis e localizáveis, a empresa tem ainda atividade a nível internacional, mais concretamente em Espanha, Reino Unido e Irlanda. Mas sempre que um cliente pede, executam o trabalho em qualquer país.

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Para quem não vos conhece, quem é e o que faz a GEOPALM?
Somos uma empresa de Geoengenharia e Geomática. Desenvolvemos serviços no âmbito da localização, da medição e da caracterização, tudo o que sejam fenómenos palpáveis e observáveis, ou seja, fenómenos mensuráveis e localizáveis. Somos uma empresa que representa virtualmente a realidade. E fazemo-los através de modelos conceptuais, como levantamentos topográficos e arquitetónicos, modelação tridimensional (3D), laser scanning 3D e mobile mapping, produção cartográfica e execução de telas finais.
Por exemplo, se tivermos que fazer um inventário municipal de mobiliário urbano utilizamos os nossos serviços em que localizamos, medimos, digitalizamos e desenvolvemos o modelo em 3D. O modelo 3D é obtido através da integração da informação desenvolvida num projeto em Building Information Modeling (BIM).
Damos apoio a outras engenharias e à arquitetura, mas também temos as nossas áreas muito próprias, em que as outras especialidades recorrem frequentemente. Fazemos cartografia homologada, tal como a cartografia obtida com recurso a drones. Com a adoção de drones é possível recolher fotografias aéreas, varrimento Lidar e assim criar modelos tridimensionais. Produzimos ainda o cadastro geométrico/predial e de infraestruturas de serviços como saneamento, abastecimento de água, gás, eletricidade, entre outros.
Para além destas atividades, executamos a digitalização de estruturas e elementos físicos, o que fazemos através de várias técnicas, com recurso a ferramentas tradicionais da topografia, desde estações totais, antenas GPS até sistemas de varrimento Laser Scanning Terrestre, SLAM (Simultaneous Localization and Mapping), Laser Mobile Mapping.

Muito se tem falado no BIM – Building Information Modeling. Mas afinal o que é o BIM?
O BIM permite-nos acrescentar valor aos nossos serviços, através da modelação de informação da construção, uma vez que é a base fundamental da transformação digital no setor da AEC (Arquitetura, Engenharia e Construção).
Para nós o BIM tem a vantagem de conseguir congregar informação de diferentes fontes da Geoengenharia, como a informação geográfica, para perceber o contexto do enquadramento urbanístico e territorial do projeto.  Assim, as decisões capitais do projeto serão apoiadas com um elevado grau de confiança, na medida que irão influenciar o cumprimento de prazos, de orçamentos e, principalmente, de garantir a eficiência e a integridade estrutural do projeto. É uma metodologia que fornece toda a informação do projeto em tempo real a todas as entidades envolvidas e em cada fase do processo.
Deste modo, não só a própria geometria da estrutura, e demais elementos técnicos, fica modelada tridimensionalmente, como a informação alfanumérica de todos os elementos fica associada à base de dados do projeto.
Toda a informação obtida pelas atividades de Geoengenharia, congregadas entre si, podem apoiar a digitalização e o desenvolvimento de projetos em BIM. As atividades da Geoengenharia estão presentes desde a fase de estudo prévio e conceção de projeto de execução até à conclusão das Telas Finais, tendo igualmente um papel preponderante na monitorização e acompanhamento durante a execução.
A Geopalm tem ainda a vantagem, em relação às demais que trabalham no mercado, de conseguir congregar mais informação através do GeoBIM, que passa pela integração da informação geográfica com as outras especialidades presentes no projeto BIM.
A informação integrada da GeoBIM irá acrescentar valor e alto nível de confiança no momento das decisões capitais para quem pensa e planeia as Smart Cities.
Congregar e integrar o ordenamento do território para perceber o contexto do projeto. Perceber as limitações ou impedimentos que determinado projeto pode ter, evitando derrapagens orçamentais e erros construtivos.
Para além disso monitorizamos a obra em curso. Quem gere um projeto baseado em BIM não precisa de esperar por uma tela final para perceber se houve algum erro construtivo. Consegue-se monitorizar muito facilmente o projeto se tivermos um processo de digitalização em determinadas fases. Por exemplo, assim que os elementos construtivos são finalizados, faz-se o levantamento a laser scanning 3D, permitindo-nos controlar os projetos e mitigar, de uma maneira drástica, erros construtivos, caso os haja, e evitar derrapagens económicas. Para além disto, no final da obra, o cliente fica com um registo fidedigno de tudo o que foi desenvolvido.
Cada vez mais temos edifícios inteligentes, com mais especialidades e mais situações a ter em conta e quem vai gerir esses edifícios terá a boa ou a má herança de quem fez a tela final (de todas especialidades). No fundo, nós somos a cola invisível, mas necessária para agregar as outras especialidades do projeto.

Recentemente foi publicada a Portaria 255/2023 em substituição da 701-H. Afinal o que muda?
Esta portaria veio mudar finalmente o paradigma da construção em Portugal a nível de contratação pública, setor em que desenvolvemos muitos projetos. Abriu um precedente em que, finalmente, as entidades públicas podem exigir no seu caderno de encargos ter um projeto de execução ou tela final em BIM, embora já hoje todas as ferramentas associadas a esta tecnologia, já sejam admissíveis. O BIM existe há muitos anos em Portugal, mas as entidades públicas só avançam para este tipo de tecnologias quando já existem casos de sucesso no setor privado.
O setor está muito limitado ao nível de orçamentos, formação de quadros e na quantidade dos recursos humanos disponíveis. Acredito que esta portaria irá contribuir para um avanço significativo na utilização de ferramentas tecnológicas, incluindo nas tecnologias BIM, no desenvolvimento de projetos, soluções e respostas. Vai começar a oficialmente a ser adotado nos contratos públicos. Em resumo, deixamos de trabalhar somente em plantas bidimensionais associadas a cadernos de encargos, em que muitas vezes é difícil visualizar algumas situações, para trabalhar em projeto 3D vetorial, com mais informação agregada a cada elemento. Mas, quer se queira quer não, isto é um choque tecnológico que afeta o status quo vigente, sendo algo que ainda terá um percurso longo até ser totalmente implementado.
Isto permitirá ao Estado ter um registo muito mais fidedigno, com a informação concentrada numa só base de dados, geométrica, territorial e alfanumérica, onde podem extrair informações, como por exemplo, para gerar mapas de quantidades. Para a construção, o BIM é espetacular pela monitorização que conseguimos ter, em tempo real, durante a execução das várias fases. Como consequência disto, conseguimos evitar erros construtivos, derrapagens orçamentais, incumprimento de prazos, conflitos legais entre outros.

Quais os projetos futuros da GEOPALM?
Antes de mais, queremos consolidar a nossa posição no mercado nacional, pois não temos medo de crescer, nem de arriscar. Nos nossos quatro escritórios espalhados pelo país, temos cerca de 50 colaboradores. Desde o primeiro dia que a empresa está a crescer, facto somente possível devido a uma gestão responsável, estratégica e sustentável. Para isso, nivelamo-nos pelos melhores, apostando em formação, tecnologia de ponta que nos ajudam a crescer e ser mais competitivos, sem esquecer do reconhecimento do mérito da nossa equipa. Sabemos que fator humano é a mais-valia de uma empresa. Queremos cativar e reter talento, algo muito difícil neste momento.