O futuro dos Pagamentos Digitais no setor do retalho em Portugal

O Banco de Portugal está a preparar mudanças nos pagamentos no país, no âmbito da Estratégia Nacional para os Pagamentos a Retalho até 2025. Promover a inovação, a conveniência de serviços e a segurança são alguns dos objetivos implícitos desta estratégia. Em entrevista à Revista Pontos de Vista, Luís Teodoro, Administrador da prestigiada SoftFinança, abordou os pontos fortes desta iniciativa e o impacto que a mesma terá no futuro do setor do retalho.

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A SoftFinança é, como todos sabemos, uma empresa inovadora que se destaca no cenário empresarial por oferecer soluções tecnológicas avançadas, de forma a colmatar as crescentes necessidades dos diferentes mercados onde tem presença que, além do português, tem uma forte incidência nos países africanos francófonos e na América Latina.
Self-service, pagamentos móveis, monitorização e controlo, soluções de segurança e partilha de informação sensível, são algumas das soluções que a marca tem vindo a apostar e a aprimorar, e que agregam os produtos para a comunicação interativa e transacional de uma empresa, junto dos seus clientes e colaboradores, bem como dos seus espaços de atendimento. Em todos os processos é sempre assegurada a atualidade tecnológica.
No que concerne à área do retalho e às soluções digitais, este é um dos setores que mais tem evoluído nos últimos tempos e que melhor tem sabido aproveitar a evolução tecnológica – atualmente, um retalhista, através do recurso a tecnologia, já consegue conhecer os hábitos de consumo e aumentar o envolvimento dos seus clientes, consegue controlar stocks, e personalizar e sugerir promoções em tempo real. Também neste setor, o processo de pagamento tem acompanhado as tendências, tendo sido um dos primeiros a adotar os pagamentos móveis e a agilizar todo o processo de compra.
Quanto ao retalho, Luís Teodoro, Administrador da SoftFinança, começa por afirmar que “os retalhistas já têm vindo a adotar soluções tecnológicas há muito tempo. É um setor que soube tirar proveito das situações inerentes ao desenvolvimento da atividade, como na pandemia, altura que obrigou as empresas a reinventarem os canais comerciais de venda”. O próprio acrescentou ainda que “o aparecimento do e-commerce veio potencializar ainda mais os objetivos que já tinham sido estabelecidos pelo retalho e, aqui, a indústria dos pagamentos digitais facilitou muito a experiência dessa estratégia. A par de uma experiência presencial, o digital tornou todos os processos mais fluidos e eficazes”.
Em tempos de transformação digital, o know-how de mais de 30 anos, permitiu à SoftFinança ser um parceiro ideal do mercado e, sobretudo, de longo prazo.

O Banco de Portugal está a preparar mudanças nos pagamentos

O Banco de Portugal divulgou, recentemente, a Estratégia Nacional para os Pagamentos de Retalho até 2025, que dará continuidade à Estratégia Nacional para os Pagamentos de Retalho | Horizonte 2022. A mesma tem como objetivo contribuir para a disponibilização de soluções de pagamentos seguras, eficientes e inovadoras no mercado português, fomentando ainda o desenvolvimento e a concorrência no setor.
Certo é que, esta estratégia, será dividida em quatro setores de desenvolvimento: proximidade e transparência; inovação e eficiência; segurança e usabilidade; e resiliência e sustentabilidade. Para cada vetor, foi definido um conjunto de linhas de ação que o Fórum para os Sistemas de Pagamentos (FSP) irá concretizar até ao fim de 2025.
Para Luís Teodoro, “esta iniciativa não será de curto prazo, com um conjunto de medidas de implementação imediata e com retorno instantâneo. São medidas que visam introduzir algumas abordagens ou alguns critérios de evolução diferentes. Dentro dos vetores mencionados, há algumas ações que, a meu ver, são prioritárias no âmbito do desenvolvimento do produto e da abertura do mesmo a novos players que, até aqui, estava de alguma forma restrito. Há, também, uma forte preocupação na educação do cidadão de uma forma geral, para melhorar os seus conhecimentos sobre o setor financeiro e sobre as melhores práticas. O Banco de Portugal está, efetivamente, a tentar passar o maior número de informação para evitar que as pessoas se deixem enganar em situações de fraude, por exemplo”.
O Banco de Portugal assegura que serão monitorizados os requisitos de autenticação forte do cliente, incentivando o alinhamento com os desenvolvimentos europeus em matéria de identidade digital. Também se irá avançar com uma solução de confirmação do beneficiário no âmbito do Sistema de Compensação Interbancária (SICOI) e será equacionada a introdução de mecanismos de controlo de entidades credoras em determinadas soluções de pagamento, a par de outras medidas concertadas de prevenção da fraude e da burla.
“Há um conjunto de funcionalidades que vão tornar o método de pagamento digital, nas suas diversas formas de o fazer, mais fácil, mais intuitivo e com facilidade de utilização, quer para o pagador, quer para o recetor. Muitas vezes temos a tendência de olhar só para a facilidade e dinâmica de um dos lados. Creio que temos sempre de ver os dois porque se não o fizermos a adoção nunca será otimizada”, garante o Administrador da SoftFinança.
Mas não fiquemos por aqui. O Banco de Portugal quer, ainda, obrigar as empresas a aceitarem, juntamente com o numerário, pelo menos um meio de pagamento eletrónico.
Sobre esta medida, Luís Teodoro confirma que “será uma tendência natural. A adoção com caráter obrigatório de que todos os estabelecimentos tenham formas de pagamentos digitais, é uma estratégia de criarem condições para que um maior número de pessoas experimente os pagamentos digitais e os adote. Não deixa, contudo, de ser um pouco relutante para alguns negócios, mas se houver um crescimento grande de aceitação, o custo deste meio baixa proporcionalmente. Quanto maior for o número de terminais nos estabelecimentos, menores serão os custos. Globalmente isto será benéfico em vários sentidos”.
Importa referir que a SoftFinança foi uma das primeiras empresas a adotar os pagamentos móveis e a agilizar o processo de compra no retalho. Nesta perspetiva, é interessante conhecer a visão da empresa para o futuro do setor. O seu Administrador e nosso entrevistado, assegura que “estamos perante uma situação em que ainda há espaço para melhorias. Continuamos a trabalhar para apresentar novas variações das soluções, de forma a permitir que os nossos clientes continuem a ver as suas necessidades suprimidas. Além disso, posso dizer que este é um setor, que por via destas mudanças, ainda tem muito para caminhar”.

A retrospetiva de 2023 e o olhar sobre 2024

2023 foi, para a SoftFinança, um ano de contínuo foco na entrega de valor com base nas suas soluções, ao encontrar um equilíbrio correto para a integração da oferta na arquitetura de sistemas de informação dos clientes.
Assim, Luís Teodoro garante que “este ano, em Portugal, foi relativamente calmo. Teve particular importância para nós no mercado africano, uma vez que fomos a um conjunto de eventos muito bem-sucedidos, que nos deixaram com uma atitude promissora em relação à nossa estratégia de crescimento”.
Já no que concerne ao ano que se avizinha, o nosso interlocutor confidencia-nos que “gostávamos que 2024 nos traga a confirmação destas oportunidades de expansão e de crescimento fora de Portugal. Esperamos que seja um ano em que haja uma clara adoção de mais alguma componente das nossas soluções e é nisso que, também, estamos a trabalhar. Queremos que o mercado comprove o benefício das nossas abordagens”.
Será, certamente, um ano promissor.