Mano & Rodrigues – Sociedade De Advogados e a sua visão sobre o Direito em Portugal

Em entrevista à Revista Pontos de Vista, Paula Mano, Cátia Silva Pereira e Ana Dias Ferreira, Sócias da Mano & Rodrigues – Sociedade de Advogados, destacaram a abordagem transparente e próxima da empresa e realçaram a importância dos resultados, confiança do cliente e união entre colegas. No âmbito do Dia do Advogado, também incentivaram os jovens Advogados a persistirem com empenho e dedicação até alcançarem o sucesso neste setor.

831

No sentido de contextualizar o nosso leitor, será importante iniciar esta conversa, abordando a edificação do seu escritório, a Mano & Rodrigues –Sociedade de Advogados, R.L. , dando foco ao papel que o mesmo tem tido na promoção de uma Advocacia transparente, de proximidade e rigorosa. Que análise pode perpetuar destes anos de atuação da Mano & Rodrigues – Sociedade de Advogados, R.L.?
Paula Mano (PM)
A minha análise é o mais positiva possível tendo em conta a angariação de clientes nestes 14 anos de trabalho contínuo nesta sociedade, sendo certo que tal angariação é, sem dúvida, fruto dos resultados obtidos.
Com efeito, praticamos desde sempre uma advocacia que se baseia na competência, rigor, celeridade, proximidade com o cliente e disponibilidade. A competência e o rigor resultam dos conhecimentos de toda a equipa presente nos nossos escritórios, a celeridade do facto de termos uma capacidade de resposta relativamente aos processos e questões que nos são confiadas pelos nossos clientes muito acima da média, a proximidade com o cliente e a disponibilidade consistem no facto do cliente passar a ter o contacto direto do(s) advogado(s) que o atende(m) e poder contactá-lo(s) em qualquer dia e a qualquer hora, a transparência consiste no facto de estarmos sempre a manter o cliente atualizado relativamente às questões que nos confiou, logo que recebemos qualquer notificação ou comunicação transmitimos de imediato e não ocultamos rigorosamente nada às pessoas que confiam em nós para tratarmos das suas causas.
São estas características que, funcionando em simultâneo, relativamente a cada um dos nossos clientes, sem exceção, que designamos como um novo conceito de advocacia, pois a sua coexistência aliada ao sucesso obtido são muito raras nos escritórios de advocacia em geral, e quem recorre a advogados sabe disso, aliás isso mesmo também nos é referido pelos inúmeros clientes que já tiveram contacto com outros escritórios de advogados.

Como tem sido o volume de trabalho na Mano & Rodrigues – Sociedade de Advogados, R.L?
PM Esta Sociedade de Advogados teve, desde sempre, muito trabalho, aliás, na sequência do volume de trabalho e com o objetivo de atendermos melhor os nossos clientes, vimo-nos obrigados a abrir escritórios noutros pontos do país para além do Porto, onde sempre estivemos sediados, nomeadamente Valença onde sempre tivemos também muitos clientes.

Que opinião advoga aos que dizem que o futuro da advocacia passa pela substituição dos advogados pela tecnologia, inovação e digitalização? Sente que este panorama poderá ser uma realidade que os advogados têm de temer?
PM Não, não acredito que essa substituição seja possível porque no mundo da advocacia, se existem questões que podem ser esclarecidas de forma generalizada até através da informação disponível na internet, existem outras questões e até mesmo estratégias processuais que não são passíveis de serem substituídas por “maquinas”, tratam-se de temas que não nos preocupam minimamente.

A Mano & Rodrigues – Sociedade de Advogados é um verdadeiro exemplo no que concerne ao papel da Mulher no Direito, pois, além de si como sócia, tem mais duas personalidades femininas como sócias, ou seja, Ana Dias Ferreira e Cátia Silva Pereira. Como é que funciona esta dinâmica quotidiana com três figuras femininas na liderança da sociedade?
PM O facto de sermos três mulheres como sócias é mera coincidência, por exemplo o Dr Carlos Silvares é um advogado brilhante, está a colaborar connosco desde sempre, e o facto de não ser sócio não significa que não tenha um papel muito relevante nas nossas conquistas, porque de facto, o seu trabalho tem sido valiosíssimo nestes 14 anos de sociedade.
São 14 anos de muito trabalho e de uma grande amizade entre todos e temos a certeza que assim continuará.
Somos a prova de que existem sociedades que funcionam e desconhecem conflitos, onde o convívio diário, a amizade e a entre ajuda estão sempre presentes, o que é extremamente raro. Mas acredito também que esta forma tão rara de funcionamento seja um dos pilares do nosso sucesso.

Analisando o cenário da advocacia em Portugal, que opinião tem do mesmo e de que forma é que acredita que hoje, este setor, está cada vez mais maduro e repleto de profissionais de craveira reconhecidos nacionalmente e internacionalmente?
Cátia Silva Pereira (CSP)
Começando pelo cenário dos colegas estagiários considero que a grande maioria está muito mal preparado a nível teórico e com notórios lapsos relativamente ao português escrito e até falado.
Relativamente à advocacia em geral, o que me apercebo é que há escritórios que não têm qualquer dificuldade ao nível da angariação e manutenção de uma carteira de clientes e outros colegas que sobrevivem nesta profissão com enormes dificuldades.
Agora bons e maus profissionais existem em qualquer profissão, até na advocacia, claro, por isso seria um erro generalizar.

Sente que existe uma advocacia feminina e uma advocacia masculina, ou, não é o género que interessa a promoção de uma advocacia de qualidade, mas sim a Pessoa em si e os conhecimentos que advoga no sentido de prestar um serviço de excelência ao cliente?
CSP Tenho a certeza que o importante nesta profissão são os resultados obtidos aliados à conquista do cliente através sobretudo desses resultados, da proximidade e transparência. Quando o cliente confia no advogado e este apresenta bons resultados, dificilmente aquele cliente deixará de recorrer aquele advogado ou sociedade de advogados, e ainda aconselha o advogado ou sociedade de advogados a pessoas que lhe peçam referência. Este tem sido o nosso percurso e daí também o nosso sucesso.

Sente que é preciso dar maior foco e atenção a estes profissionais em Portugal? Se sim, o que sente que terá de ser alterado e colocado em prática?
CSP Sim, sem dúvida, penso que deveríamos começar por uma ordem profissional, neste caso, a ordem dos advogados, que defendesse de facto o interesse dos advogados em geral, nomeadamente o combate ao exercício de uma advocacia sem dignidade, como é o caso de todos os colegas que se encontram nesta profissão sem recursos para o seu exercício e que com contribuições para o CPAS e para a OA exatamente iguais aos colegas que têm uma faturação elevada.
Depois, uma maior proteção na doença, e ainda o direito a uma reforma condigna sem que tal implique um esforço desmedido por parte do advogado no pagamento das contribuições para o CPAS.

O que podemos esperar por parte da Mano & Rodrigues – Sociedade de Advogados, R.L. para o futuro? De que forma é que pretendem continuar a promover uma advocacia de qualidade e excelência?
CSP Pretendemos continuar a apresentar os resultados a que os nossos clientes já se habituaram, a sermos totalmente disponíveis como somos para que os clientes continuem a sentir que estão sempre totalmente apoiados e a continuarmos a nossa política de proximidade e transparência.

Encontrando-se a Ana Dias Ferreira na Mano & Rodrigues desde que está sociedade surgiu, qual o balanço que faz da sua atividade na mesma?
Ana Dias Ferreira (ADF)
Faço um balanço o mais positivo possível, é uma sociedade que foi crescendo diariamente e que desde sempre apresentou excelentes resultados, acreditei no sucesso desta sociedade desde o primeiro dia e hoje só posso dizer que estou muito feliz por termos excedido as nossas melhores expetativas.

Qual o seu papel factualmente nesta sociedade para além de, obviamente, ser uma das suas sócias?
ADF Atualmente sou responsável pelo nosso escritório em Valença, escritório este que já constitui também mais uma aposta ganha, pois já temos aqui também muitos clientes e os nossos resultados têm sido sempre excelentes.

Em que medida a advocacia contribuiu para a sua realização pessoal e profissional?
ADF Em termos pessoais permitiu-me exercer a profissão que escolhi e viver exclusivamente dela. Por outro lado, existe uma grande amizade entre aquele que é o núcleo duro desta sociedade, que não são só os sócios, mas também colegas que connosco colaboram e que são brilhantes, nomeadamente o Dr Carlos Silvares e o Dr Francisco Manuel Espinhaço, desta forma em termos pessoais e relativamente à minha profissão sinto me plenamente realizada.
Em termos profissionais poder exercer esta profissão numa sociedade de advogados com muito sucesso a todos os níveis não podia ser mais gratificante.

Que mensagem gostaria de deixar às jovens advogadas em Portugal?
ADF A única mensagem que penso ser útil para quem a quiser seguir nesta e até noutras profissões, é que não existe sucesso sem muito empenho e esforço.