José Viale Moutinho é o vencedor do grande Prémio de Literatura dst 2024

A obra “Desaparecimento Progressivo” conquistou o júri da 29.ª edição.

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O escritor madeirense José Viale Moutinho é o grande vencedor do Grande Prémio de Literatura dst 2024, promovido pelo dstgroup, que este ano foi dedicado a obras de poesia de autores portugueses, publicadas em 2022 e 2023, tendo conquistado a 29ª edição, com a obra “Desaparecimento Progressivo”.

O galardão, prémio pecuniário no valor de 15 mil euros, será entregue ao vencedor, no dia 28 de junho, no Theatro Circo, em Braga, às 21h00 e encerrará com o espetáculo musical da artista Rita Vian.

Neste evento vão estar presentes, bem como discursar: José Teixeira, presidente do dstgroup; José Viale Moutinho, vencedor; Ricardo Rio, presidente da Câmara Municipal de Braga; José Manuel Mendes, presidente do júri do Grande Prémio de Literatura dst e um representante do Governo português, havendo lugar para uma sessão de autógrafos com o vencedor no final da cerimónia.

O prestigiado júri desta edição, constituído por José Manuel Mendes, na condição de presidente; Lídia Jorge e Carlos Mendes de Sousa, decidiu atribuir o prémio a “Desaparecimento Progressivo”, de José Viale Moutinho, que revela “a viagem de uma melancolia não desarmada, a digressão do olhar ontológico pelos lugares do declínio e da dor, onde uma luz persiste ou ressurge como transcurso da esperança”, conforme esclarece o júri em ata.

Os jurados assinalam ainda “a depuração poética, não idêntica a qualquer cânone, os imaginários, as temáticas e formas cuja peculiaridade interpela o leitor, mesmo através da suspensão que habita o final de cada texto para abrir o campo semântico à incursão da surpresa e do poder insurgente da voz humana”.

“Última Vida”, de Fernando Pinto do Amaral; “Canina”, de Andreia C. Faria; “Firmamento”, de Rui Lage; e “Uma Mulher aparentemente Viva”, de Cláudia R. Sampaio foram os restantes quatro finalistas da XXIX edição do Grande Prémio de Literatura dst que este ano contou com duas centenas de inscrições.

“Continuamos a escancarar, diante de todos, a poesia por crermos que a vida sem poesia é uma insuportável tragédia”, admite José Teixeira a propósito desta edição dedicada a poesia.

O Grande Prémio de Literatura dst tem um funcionamento rotativo, premiando num ano uma obra de prosa e, no seguinte, uma obra de poesia. Nas três últimas edições do prémio dedicadas a poesia, os vencedores foram “Movimento” de João Luís Barreto Guimarães (2022), “Junto à Pedra” de Fernando Guimarães (2020) e “Oblívio” de Daniel Jonas (2018). Já os prémios dedicados a prosa destacou os seguintes títulos “O regresso de Júlia Mann a Paraty” de Teolinda Gersão (2023), “Livro de Vozes e Sombras” de João de Melo (2021) e “Estuário” de Lídia Jorge (2019). Tendo ainda sido destacados ao longo destes anos demais ilustres autores como Sebastião Alba, José Leon Machado, Gastão Cruz, Filomena Marona Beja, A.M. Pires Cabral, Maria Velho da Costa, Jacinto Lucas Pires, Manuel Alegre, Mário Cláudio.

Recorde-se ainda que, em 2019, foi lançada uma versão deste prémio destinada ao mercado angolano, o Prémio de Literatura dstangola/Camões, em parceria com o Instituto Camões, que visa distinguir trabalhos de poesia e prosa de escritores angolanos. À semelhança do GPL, funciona com um caráter rotativo e, este ano, destina-se a obras em prosa. As candidaturas para o Prémio Literário de Angola estão em curso até ao dia 26 de julho.