“A missão da Com Alma – Creative Studio é promover e preservar aquilo que de melhor se faz por estes territórios”

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Ao longo dos seus 10 anos de atividade, a Com Alma – Creative Studio consolidou-se como uma referência na criação de marcas que contam histórias autênticas de pessoas e territórios. Com foco de atuação em regiões do interior do país, o estúdio tem desenvolvido projetos nas áreas de branding, packaging, marketing online e assessoria de comunicação, sempre com uma abordagem inovadora e apaixonada. A proximidade com os clientes e a valorização das especificidades culturais e territoriais são elementos-chave do nosso trabalho. Vamos saber mais com Susana Lopes, a criadora deste projeto nesta entrevista de destaque à Pontos de Vista!

Ao longo dos 10 anos de atividade do Com Alma – Creative Studio, quais os momentos mais marcantes na evolução da marca?

Ao longo dos seus 10 anos de atividade, a Com Alma – Creative Studio destacou-se por criar marcas que narram histórias autênticas de pessoas e territórios, especialmente em regiões do interior do País, onde estamos sediados. O nosso trabalho tem sido dedicado a áreas como branding, packaging, marketing online e assessoria de comunicação, sempre com uma abordagem apaixonada, inovadora e focada na dualidade entre a gestão de marca e o impacto que os territórios têm nas marcas que nele habitam.

Todos os projetos são únicos, distintos, assim como as pessoas que os criaram e isso é a nossa grande inspiração. Ao longo destes 10 anos são muitas as histórias que temos ouvido e vivido. Os sonhos adiados e que agora ganham forma, a história de uma vida, da família, uma situação profissional que deu origem a algo maravilhoso que nunca imaginaram. É aqui que começa o nosso envolvimento com cada cliente, no ouvir aquilo que lhe vai na Alma. E o que temos aprendido!

Ao longos destes 10 anos temos histórias que nos marcaram, que nos continuam a marcar pela sua força e resiliência em fazer acontecer diariamente nos seus territórios.

Uma década que tem sido marcada pela dedicação à criação de marcas com alma, enraizadas nas histórias e tradições locais, e pelo reconhecimento do nosso trabalho inovador e apaixonado no setor do design e comunicação, que nos valeu em 2023 o prémio “Serviço do Ano” pela AHRESP.

 

Que fatores foram determinantes para manter a consistência e relevância no mercado?

Na Com Alma – Creative Studio uma das grandes caraterísticas que consideramos um fator chave é a Paixão e Inovação no nosso dia-a-dia. A envolvência com que vivemos os projetos que nos chegam, acabam por ser também um bocadinho nossos, como costumamos dizer “Mais um filho Com Alma!” Porque é precisamente isso, um sonho que tornamos realidade, passa a ser também nosso a partir do momento em que o cliente o partilha connosco. A proximidade com o cliente é sem dúvida um fator chave que nos permite manter consistência e conhecimento do projeto.

Independentemente do projeto o nosso foco é sempre nas pessoas e no território. No apoio aos empreendedores, às empresas, promover as histórias e as raízes locais. Este compromisso com a identidade regional fortalece a ligação entre as marcas e o público, valorizando as especificidades culturais e territoriais.

 

Quais foram os principais desafios enfrentados ao longo da década e como foram superados?

Os desafios foram sempre colocar-nos à prova para darmos o salto para o passo seguinte. Desde o crescimento da equipa, há 10 anos a Com Alma era somente a Susana, passados 2 anos passamos a dois elementos e sempre fomos subindo cada degrau, muito sedimentado, sem grandes loucuras ou a querer ser mais do que aquilo que poderíamos ser naquele momento. Sempre fui muito cautelosa com isso. Fomos crescendo e adaptando-nos ao passo seguinte. A entrada em mercados internacionais foi talvez o maior desafio, quando senti aquele arrepio e pensava se estaria preparada para seguir aquele caminho. Estava, estamos e continuaremos o caminho.

 

Existe alguma lição de vida em particular que gostaria de destacar neste caminho?

Numa fase inicial, vivia aquele receio de “E se não der certo? O que vão pensar, dizer? Sou um fracasso!” Acho que esta ideia é muito nossa, portuguesa, somos muito educados que tudo na vida tem que correr bem, tudo tem que ser um sucesso… vivemos muito numa cultura: sofrer para viver. Com o passar do tempo fui deixando essa ideia de lado, fui passando por situações que me mostraram que tudo acontece quando tem que acontecer. Tudo foi fluindo, com trabalho, honestidade e verdade acabamos por conseguir alcançar os nossos objetivos. Temos de viver o presente e não pensar no que vai acontecer daqui a 5/10 anos. Se correr mal, fica sempre uma experiência e os ensinamentos, esses ninguém nos tira. Mas e se correr bem? Arrisquem!

 

Entre os vários projetos realizados pela Com Alma, quais se destacam como os mais emblemáticos e por quê?

A Com Alma – Creative Studio destaca-se por projetos que capturam a essência das marcas e do território e temos tido alguns projetos premiados pela sua aliança entre estes dois mundos: Território e Design.

D’Cabrito: Um projeto de embalagem, premiado na categoria Corte e Vinco nos Prémios Papies 2023, destaca-se pela inovação e pelo design que enaltece a tradição culinária associada ao cabrito, valorizando o produto e a sua origem.

Azeite Casa Fernandes: Um outro projeto de embalagem reflete a tradição e a qualidade do azeite, valorizando as raízes culturais e a autenticidade do produto. Um projeto premiado na categoria das embalagens nos Prémios Papies 2019.

Centro Agrotech Fundão: Uma marca que reflete o compromisso do centro com a inovação agrícola e a valorização do território do Fundão. Premiado em 2021 na vertente de marcas.

Azeite Pioneiro: O nosso primeiro prémio, em 2015, na vertente de rótulos que valoriza a identidade local.

Podiam falar de tantos outros, mas talvez sejam aqueles, até por serem premiados, que têm maior destaque no nosso trabalho.

 

Como esses projetos refletem os valores e a missão do estúdio?

São projetos que combinam design inovador com uma profunda compreensão das histórias e tradições locais, criando marcas autênticas que ressoam com os consumidores e promovem o património cultural português. Esta é a missão da Com Alma – Creative Studio, promover e preservar aquilo que de melhor se faz por estes territórios.

 

Pode partilhar exemplos de ideias ou conceitos criativos que se destacaram pela ousadia e impacto no mercado?

A criatividade e a ousadia podem criar disrupção e transformar qualquer produto “normal” num produto apetecível ao mercado. Para isso é importante analisar o contexto, ver o que existe e de que forma podemos captar a atenção do cliente.

A Nike por exemplo, inovou tanto no design de produto como no branding. O Nike Flyknit revolucionou os ténis ao eliminar desperdícios e usar tecido leve e moldável. Campanhas como o “Just Do It” com Colin Kaepernick mostraram a força do design na comunicação de valores.

A coca-cola é outro bom exemplo, com a apresentação das garrafas sem rótulo, marcando pela diferença e ao mesmo tempo reforçando a sua presença.

 

Como essas ideias ajudaram a posicionar a marca como inovadora e única?

Uma marca torna-se única pela proposta de valor que entrega ao cliente, pela experiência que proporciona ao consumidor e pela forma como se apresenta a este, criando um cordão umbilical entre os dois mundos.

 

Que parcerias ou colaborações considera terem sido fundamentais para o crescimento da Com Alma?

Considero que em todas as empresas as parcerias são fundamentais para o crescimento de ambos. No caso da Com Alma, muito do sucesso do nosso trabalho passa precisamente por aí, parceiros especializados nas várias vertentes, desde a escolha do papel, a impressão, os acabamentos (…) todas estas peças são fundamentais para o resultado final. Assim como, enquanto criativos, muitas vezes colocamos os nossos parceiros à prova, e esta relação win/win transforma-se em crescimento e conhecimento.

 

O que essas parcerias trouxeram de valor à marca e aos projetos realizados?

Os parceiros vão para além dos trabalhos e no caso da Com Alma mantemos uma relação de confiança e proximidade desde a nossa existência. São pessoas que nos trouxeram conhecimento, cariz profissional e que valorizam muito a nossa entrega de produto ao cliente final.

Somos muito seletivos e exigentes nesta vertente. Uma boa ideia pode falhar se o resultado final não for o expectável.

 

Quais foram os principais passos dados para consolidar e expandir a presença da Com Alma no mercado?

Ao longo destes 10 anos a Com Alma consolidou a sua presença no mercado através de uma série de estratégias focadas na valorização das histórias e identidade do interior de Portugal. Conhecemos bem a região, o seu potencial e cedo percebemos que havia muito por aqui a fazer nesta área. Uma porta aberta à espera de ser explorada e sendo nós conhecedores das “dores” dos nossos empresários e empreendedores aqui na região, poderíamos fazer a diferença. Desde o início, que nos focamos em apoiar empreendedores locais na promoção de suas marcas e produtos, enfatizando a conexão entre o território e a comunicação. Fomos criando caminho e alargando mercado.

 

Que estratégias considera terem sido mais eficazes para o crescimento da marca?

A Com Alma sempre foi reconhecida pela qualidade e criatividade do seu trabalho, pelo seu conhecimento e pela relação empática com as pessoas. Tudo foi surgindo e nós fomos estando atentos às oportunidades que as portas nos iam abrindo.

 

Ao celebrar uma década de atividade, quais são as expetativas e planos para o futuro da Com Alma?

Um dos objetivos era a internacionalização, que neste momento é um processo em fase inicial, o que nos deixa muito orgulhosos. Continuar este caminho, que na minha opinião tem sido muito bonito. Continuar a alargar mercado e a sedimentar todo o nosso processo, que temos percorrido ao longo destes 10 anos, para que possamos dar o passo seguinte.

 

O que ambiciona conquistar em 2025 e como espera alcançar esses objetivos?

Sedimentar a nossa marca na região, ainda há muito a fazer e alargar a outros horizontes, através da participação em feiras, nacionais e internacionais. É este o nosso objetivo para 2025.

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Revista Pontos de Vista Edição 146

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